O Senado Federal que toma posse em 1º de fevereiro de 2027 terá maioria de direita. Segundo as projeções com base nos senadores eleitos em 2026 somados aos 27 que seguem com mandato até 2031, o campo da direita ficará com 48 das 81 cadeiras, acima da maioria absoluta de 41 votos.
RESUMO:
- Direita terá 48 das 81 cadeiras do Senado a partir de 2027
- PL elegeu 19 senadores, recorde de uma legenda desde 1988
- 48 votos superam a maioria absoluta (41), mas não alcançam PEC (49) nem impeachment (54)
- Novos senadores tomam posse em 1º de fevereiro de 2027
COMO FICOU A DIVISÃO?
Pela classificação por blocos partidários, a direita (PL, PP, Republicanos, União e Novo) soma 48 cadeiras, o centro fica com 18 e a esquerda com 15. Com 41 votos, a maioria absoluta, o campo da direita consegue aprovar sozinho indicações de ministros do Supremo Tribunal Federal, por exemplo. Para aprovar uma PEC são necessários 49 votos e, para um impeachment, 54 votos.
O RECORDE DO PL
O PL foi o grande vencedor da disputa pelo Senado: elegeu 19 senadores em 2026, o maior número de uma única legenda em uma mesma eleição desde a Constituição de 1988. Somados aos 9 que já tinham mandato, o partido terá cerca de 28 cadeiras em 2027. Entre os eleitos estão Michelle Bolsonaro e Bia Kicis (DF), Carlos Bolsonaro e Carol De Toni (SC), Carlos Portinho e Carlos Jordy (RJ), além de aliados como Guilherme Derrite (PP-SP) e Marcel van Hattem (Novo-RS).
O QUE A MAIORIA MUDA?
Na prática, a nova correlação de forças dá à direita vantagem na eleição da Mesa Diretora, na presidência de comissões estratégicas como a CCJ e no ritmo das sabatinas. Vale a ressalva: a divisão em blocos é feita por partido e tem caráter ilustrativo, já que legendas como MDB, PSD e União abrigam alas governistas e oposicionistas. E a composição final ainda pode mudar até a posse, com convocações de suplentes e trocas de partido.
CRÉDITOS
IMAGEM E VÍDEO: Reprodução | Instagram @usepedireito__ | Internet
FONTE: TSE e redes sociais
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