RESUMO:
- As pesquisas de véspera apontaram empate técnico ou leve vantagem de Flávio Bolsonaro, mas os institutos de pesquisa erram de novo com a vitória de Lula por 51,77% dos votos válidos.
- No primeiro turno, Flávio terminou na frente com 47,03%, contra 45,16% de Lula, e a virada do petista no segundo turno contrariou os levantamentos finais.
- Lula se tornou o primeiro presidente eleito quatro vezes pelo voto popular, e a credibilidade dos levantamentos volta ao centro do debate público.
O resultado do segundo turno virou um problema público para as empresas de levantamento eleitoral. As pesquisas divulgadas na véspera apontavam empate técnico ou leve vantagem numérica para Flávio Bolsonaro, mas a apuração oficial confirmou Lula com 51,77% dos votos válidos, contra 48,23% do senador, cenário em que os institutos de pesquisa erram de novo diante do eleitorado brasileiro e da imprensa.
Com 99% das seções apuradas, a vantagem do presidente reeleito já passava de 4,3 milhões de votos, margem que tornou o resultado matematicamente irreversível ainda na noite de domingo, 25 de outubro de 2026. No total final, Lula somou 64,2 milhões de votos, contra 59,8 milhões do adversário. A posse do quarto mandato está marcada para 5 de janeiro de 2027, em Brasília.
INSTITUTOS DE PESQUISA ERRAM DE NOVO AO APONTAR QUEM NA VÉSPERA?
Os levantamentos finais da corrida presidencial indicavam um cenário de empate técnico, com parte deles colocando Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula dentro da margem de erro. A leitura dominante na véspera era a de uma disputa indefinida até o último voto, mas a apuração mostrou vantagem consistente do petista à medida que chegavam os resultados do Nordeste e de outras regiões de apoio tradicional ao PT.
A cobertura da contagem dos votos do segundo turno registrou a virada em tempo real. No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio havia terminado na frente, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. A reversão no segundo turno é fato raro na história presidencial brasileira e ajuda a explicar por que os institutos de pesquisa erram de novo com impacto tão grande na percepção pública sobre essas empresas.

Aos 80 anos, Lula se tornou o primeiro presidente eleito quatro vezes pelo voto popular na história do Brasil. O contraste entre projeção e resultado fez analistas repetirem a mesma constatação, a de que institutos de pesquisa erram de novo. O feito amplia o peso do erro de projeção: não se tratava de uma disputa menor, mas da eleição mais acompanhada do país, com investimentos milionários em levantamentos telefônicos, presenciais e por painéis digitais ao longo de toda a campanha presidencial de 2026.
Especialistas em metodologia costumam lembrar que pesquisa é fotografia de um momento, não previsão, e que mudanças de humor do eleitor na reta final podem escapar aos levantamentos. Ainda assim, quando diferentes empresas convergem para o mesmo cenário e a urna entrega outro, a explicação técnica perde força no debate público. É o que ocorre agora, quando os institutos de pesquisa erram de novo e campanhas derrotadas passam a questionar também os critérios de amostragem usados.
POR QUE OS ERROS DE PESQUISA ABALAM A CONFIANÇA DO ELEITOR?
As pesquisas orientam decisões práticas de muita gente: campanhas definem agendas e gastos, veículos de imprensa organizam coberturas e eleitores indecisos avaliam o cenário antes de votar. Quando o levantamento final erra a direção da disputa, a sensação de ter sido mal informado se espalha rapidamente pelas redes sociais, onde os prints das projeções da véspera circularam durante toda a apuração de domingo.
O histórico recente brasileiro acumula episódios de divergência entre levantamentos e resultados, em eleições presidenciais, estaduais e municipais. Cada novo ciclo de erro alimenta projetos de regras mais duras para a divulgação de pesquisas e propostas de punição para empresas que errarem além da margem. Nesse ambiente, o fato de que os institutos de pesquisa erram de novo tende a acelerar o debate no Congresso que toma posse com o novo mandato presidencial.
Há também um efeito sobre o próprio mercado de pesquisas. Clientes privados, como empresas e partidos, usam os mesmos institutos para estudos de consumo e de opinião fora do período eleitoral. A exposição pública do erro eleitoral respinga nessa credibilidade comercial, e as empresas costumam responder com notas técnicas, revisão de métodos e promessas de ajustes nas amostras e nos modelos de ponderação dos entrevistados.
O QUE MUDA PARA AS PESQUISAS NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES?
A discussão sobre metodologia deve incluir temas como a dificuldade de alcançar eleitores por telefone, o peso dos indecisos na reta final e o comportamento de quem decide o voto no dia da eleição. Em 2026, a queda histórica da abstenção no segundo turno alterou o perfil de quem efetivamente votou, fator que pode ter escapado dos modelos usados pelas empresas nas entrevistas realizadas dias antes da votação. É mais um capítulo da história em que institutos de pesquisa erram de novo quando a disputa é nacional e apertada.
Para o eleitor, a recomendação dos especialistas segue a mesma: tratar pesquisa como retrato de intenções em uma data, observar a série histórica dos levantamentos e desconfiar de leituras definitivas em disputas apertadas. A matéria sobre como Lula e Flávio votaram no segundo turno mostrou o clima de expectativa que cercou o domingo eleitoral em todo o país, do início da votação ao anúncio do resultado pelo TSE.
O resultado de 2026 entra para a lista de casos estudados por cientistas políticos e profissionais de pesquisa no Brasil e no exterior. A combinação de virada no segundo turno, comparecimento recorde e projeções de véspera em direção oposta forma um retrato raro. E enquanto os institutos revisam seus métodos, o registro que fica para o público é direto: os institutos de pesquisa erram de novo justamente na eleição mais disputada e observada da história recente do país.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Capa com o presidente Lula em evento da campanha, foto de Ricardo Stuckert; imagem interna de eleitores em local de votação, via Wikimedia Commons.FONTE: Diário do Poder, em reportagem sobre o resultado do segundo turno e o desempenho dos levantamentos eleitorais de véspera.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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