RESUMO:
- Marçal contesta queda da abstenção no segundo turno, que ficou em 19,21%, e cobra explicações da Justiça Eleitoral sobre o comparecimento às urnas em 2026.
- A abstenção caiu 1,87 ponto em relação ao primeiro turno e atingiu o menor nível de um segundo turno desde 2006, segundo o TSE.
- O empresário não apresentou levantamento que demonstrasse irregularidade, e o índice equivale a comparecimento de cerca de 80,8% do eleitorado.
O empresário Pablo Marçal voltou ao centro do debate eleitoral na noite de domingo, 25 de outubro de 2026. Em entrevista após a confirmação da reeleição de Lula, Marçal contesta queda da abstenção registrada no segundo turno e cobrou explicações sobre o comparecimento dos eleitores, associando suas dúvidas ao crescimento da votação do presidente reeleito na etapa final da disputa presidencial.
Os números que provocaram a reação foram apresentados pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques. A abstenção ficou em 19,21% no segundo turno, o equivalente a 30,4 milhões de eleitores ausentes. No primeiro turno, o índice havia sido de 21,08%, com 33,4 milhões de ausências. A diferença representa queda de 1,87 ponto percentual entre as duas votações.
MARÇAL CONTESTA QUEDA DA ABSTENÇÃO COM QUAL FRASE?
A frase que resumiu a desconfiança do empresário foi direta. “Tem algum caroço nesse angu”, afirmou Marçal ao comentar os dados de comparecimento. Ele questionou a redução das ausências com uma conta que não corresponde aos números oficiais: “Falar que a abstenção foi reduzida de tal forma, como se, a cada dez pessoas, nove fossem votar? Tem certeza disso?”, contestou o empresário durante a entrevista da noite de domingo.
O dado nacional, porém, corresponde a um comparecimento de aproximadamente 80,8% do eleitorado, cerca de oito em cada dez eleitores, e não nove. A precisão importa porque a fala viralizou nas redes sociais e alimentou suspeitas entre apoiadores do candidato derrotado. Foi nesse contexto que Marçal contesta queda da abstenção e seus analistas passaram a examinar os resultados para tentar compreender o crescimento da votação de Lula entre os turnos.

Na entrevista, Marçal afirmou que seus analistas examinavam os resultados, mas não apresentou um levantamento que demonstrasse irregularidade no comparecimento ou na contabilização dos votos. A cobrança pública ganhou força porque Marçal contesta queda da abstenção diante das câmeras e das redes sociais. “Essa tragédia matemática e não estou falando de eleição, não, estou falando de matemática, essa explosão do Lula que não foi percebida em lugar nenhum”, declarou o empresário, sem detalhar os cálculos que sustentariam a desconfiança manifestada.
A cobertura da contagem dos votos do segundo turno acompanhou a apuração oficial em tempo real, com os percentuais divulgados pelo TSE ao longo da noite. O resultado final confirmou Lula com 51,77% dos votos válidos, 64,2 milhões de votos, contra 48,23% e 59,8 milhões de Flávio Bolsonaro, em uma das disputas mais acompanhadas da história eleitoral brasileira recente.
POR QUE A QUEDA DA ABSTENÇÃO CONTRARIA A TENDÊNCIA HISTÓRICA?
A redução das ausências entre os turnos contraria o comportamento mais comum das eleições presidenciais brasileiras. Desde a redemocratização, a abstenção aumentou entre o primeiro e o segundo turno em seis das sete disputas anteriores a 2026. A única exceção havia sido 2022, quando o índice recuou de forma discreta, de 20,95% para 20,58%, em movimento bem menor que o registrado neste ano. O recorde de comparecimento ajuda a entender por que Marçal contesta queda da abstenção com tanta ênfase na entrevista.
Com 19,21%, o segundo turno de 2026 teve a menor abstenção dessa etapa desde 2006. A mobilização das campanhas ajuda a explicar parte do fenômeno: partidos e candidatos investiram pesado para levar eleitores às urnas na reta final, com carreatas, transporte organizado e campanhas digitais de convocação. Mesmo assim, quando Marçal contesta queda da abstenção em público, a discussão pública se desloca dos motivos da mobilização para a desconfiança sobre os números oficiais divulgados pela Justiça Eleitoral.
Outro alvo do empresário foi a prorrogação do horário de votação, decidida pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, que estendeu a votação até as 19h em razão de problemas de transporte e de chuvas. Marçal defendeu o exame dos registros das seções eleitorais e afirmou que, se os dados forem abertos, será possível ver os votos registrados depois das 17h, horário tradicional de encerramento da votação no país.
O QUE ACONTECE AGORA COM AS COBRANÇAS DO EMPRESÁRIO?
Marçal chegou a defender o cenário mais extremo entre as reações da noite: anular as eleições do fim de semana e realizar nova votação em duas semanas. A proposta não encontra respaldo no resultado certificado pelo TSE, e qualquer contestação formal precisa ser apresentada à Justiça Eleitoral com provas concretas de irregularidade, exigência que vale para partidos, candidatos e cidadãos que questionem a apuração oficial de 2026.
A trajetória do empresário ajuda a entender o peso de suas falas. Marçal construiu projeção nacional nas redes sociais e já disputou a Prefeitura de São Paulo, mantendo uma base fiel de seguidores que consome suas análises em vídeo. Por isso, quando Marçal contesta queda da abstenção com expressões populares e diretas, a mensagem alcança rapidamente os grupos de apoiadores e pressiona autoridades eleitorais por respostas públicas e detalhadas sobre cada etapa da votação.
Até o momento, a Justiça Eleitoral sustenta os números oficiais e trata cada turno como uma eleição independente, lembrando que quem faltou ao primeiro turno podia votar normalmente no segundo. O episódio se soma a outras contestações do campo derrotado, como o anúncio de pedido de anulação feito pela campanha de Flávio Bolsonaro, enquanto Marçal contesta queda da abstenção e mantém o comparecimento recorde do segundo turno no centro do debate político da semana.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Capa com o empresário Pablo Marçal em entrevista, via Wikimedia Commons; imagem interna de urna eletrônica brasileira modelo UE2020, via Wikimedia Commons.FONTE: Revista Oeste, em reportagem sobre a entrevista em que o empresário questionou os números de comparecimento do segundo turno.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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