RESUMO:
- Lula descarta imprensa na comunicação do novo mandato: o presidente anunciou que vai falar com a população por comunicação digital forte, com celular novo e WhatsApp, sem depender da interpretação da imprensa.
- A promessa foi feita no discurso de vitória na Avenida Paulista, em São Paulo, na noite de domingo, 25 de outubro, após a confirmação da reeleição.
- Lula convocou o grupo de WhatsApp organizado por André Janones, que superou 10 milhões de participantes na campanha, a continuar mobilizado no novo governo.
A comunicação do quarto mandato começou a ser desenhada ainda na festa da vitória. Diante de apoiadores na Avenida Paulista, em São Paulo, Lula descarta imprensa na comunicação como caminho principal do governo e anunciou uma comunicação digital muito forte para falar direto com a população. A declaração foi feita na noite de domingo, 25 de outubro de 2026, horas depois de o Tribunal Superior Eleitoral confirmar a reeleição.
O presidente venceu o segundo turno com 64,2 milhões de votos, 51,79% dos votos válidos, contra 59,8 milhões de Flávio Bolsonaro, do PL. Foi a primeira virada entre turnos da história das eleições presidenciais brasileiras desde a redemocratização, o que deu ao discurso de vitória um peso ainda maior. É nesse contexto que Lula descarta imprensa na comunicação ganha sentido político: o governo quer manter a máquina de mobilização da campanha funcionando.
COMO LULA DESCARTA IMPRENSA NA COMUNICAÇÃO DO NOVO MANDATO?
A frase mais direta do discurso foi registrada pela Revista Oeste. “A gente vai trabalhar pra fazer uma comunicação digital muito forte”, afirmou Lula. “Já ganhei um celular de presente. Agora se preparem, porque não vou mais conversar com vocês via interpretação da imprensa.” Quando Lula descarta imprensa na comunicação dessa forma, o presidente transforma o celular e os grupos de mensagens no canal oficial da relação com o eleitor.
A estratégia tem um instrumento pronto. Durante a campanha, o deputado federal André Janones, da Rede de Minas Gerais, organizou uma rede de apoiadores pelo WhatsApp batizada de Exército do Lula. O canal distribuiu conteúdos eleitorais e mobilizou participantes para replicar mensagens favoráveis ao presidente, e ultrapassou a marca de 10 milhões de participantes durante o segundo turno.

Lula chamou Janones ao palco durante a comemoração e pediu que o grupo permanecesse ativo depois da eleição. “O nosso exército teve um papel muito importante”, afirmou o presidente. “O exército vai ter que continuar, porque o nosso exército é maior do que o exército chinês, é maior que o exército americano, é maior que o exército russo.” A iniciativa também enfrentou uma suspensão determinada pela Justiça durante a campanha, episódio que o governo tratou como interferência.
POR QUE LULA DESCARTA IMPRENSA NA COMUNICAÇÃO E APOSTA NO WHATSAPP?
A aposta no contato direto repete uma lógica conhecida da política recente: falar sem intermediários permite ao governo pautar o debate no seu próprio ritmo. O tema já aparecia no discurso de vitória por outro ângulo, o da regulação das plataformas, detalhado na matéria em que Lula reforça a regulação das redes sociais e acusa as big techs de tentar direcionar a eleição. Agora, Lula descarta imprensa na comunicação e promete consultar mais a população nas decisões da gestão.
Segundo a Revista Oeste, aliados do presidente falam em uma meta ambiciosa para o quarto mandato: alcançar 90% de aprovação popular. A comunicação digital permanente seria a ferramenta para sustentar esse índice, com mensagens frequentes, vídeos curtos e a rede de grupos criada na campanha. Críticos da estratégia, porém, apontam que a comunicação direta reduz o espaço de perguntas e de contraditório próprio do jornalismo profissional.
O anúncio também dialoga com a disputa narrada ao longo de toda a eleição. Na cobertura da contagem dos votos do segundo turno, a campanha petista repetiu que a imprensa tradicional teria subestimado a força da mobilização digital. Ao declarar que Lula descarta imprensa na comunicação, Lula sinaliza que essa leitura vai orientar a estrutura de comunicação do Palácio do Planalto a partir de janeiro de 2027.
O QUE MUDA QUANDO LULA DESCARTA IMPRENSA NA COMUNICAÇÃO DO GOVERNO?
Na prática, a mudança pode redesenhar a rotina de Brasília. Entrevistas coletivas e declarações à imprensa tendem a perder espaço para pronunciamentos gravados, transmissões ao vivo e mensagens distribuídas nos canais do próprio governo. É o modelo que Lula descarta imprensa na comunicação resume: o presidente fala, a rede distribui, e a repercussão passa a ser medida pelo alcance digital, não pelas manchetes do dia seguinte.
A oposição reagiu durante a campanha acusando a rede de grupos de funcionar como estrutura paralela de propaganda. O governo responde que se trata de mobilização voluntária de apoiadores. O debate deve continuar no Congresso, onde projetos sobre comunicação institucional e plataformas digitais já tramitam e ganharam novo fôlego com o resultado da eleição.
Para o leitor, o efeito imediato é simples de perceber: as falas mais importantes do presidente devem chegar primeiro ao celular, pelos canais oficiais e pelos grupos de apoiadores. Quando Lula descarta imprensa na comunicação na comunicação, quem quiser acompanhar o governo de perto terá de seguir o presidente nas redes, e não apenas esperar o resumo dos telejornais.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Capa com o presidente Lula em ato de campanha em São Paulo, em outubro de 2026, e imagem do corpo de ato do presidente na capital paulista. Reprodução | Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)FONTE: Revista Oeste, matéria de Mateus Conte publicada em 26 de outubro de 2026, com as declarações do presidente no discurso de vitória na Avenida Paulista.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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