RESUMO:
- Um levantamento a partir dos registros eletrônicos das urnas identificou 34.319 votos computados entre 17h e 19h no segundo turno, durante a prorrogação autorizada pelo ministro Cristiano Zanin, do STF.
- Segundo a Jovem Pan News, os votos na prorrogação se concentraram em São Paulo, Bahia e Rio de Janeiro, que somaram cerca de metade do total.
- O montante é uma fração da diferença final de 4,43 milhões de votos entre Lula e Flávio Bolsonaro.
- A prorrogação de duas horas virou o centro da contestação do resultado anunciada pela campanha de Flávio Bolsonaro.
A prorrogação de duas horas no horário de votação do segundo turno ganhou um número. Um levantamento a partir dos registros eletrônicos das urnas identificou 34.319 votos na prorrogação, computados entre as 17h e as 19h do domingo (25), depois que o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, autorizou o funcionamento estendido das seções em locais com filas. O dado foi divulgado pela Jovem Pan News nesta segunda-feira (26) e passou a circular entre aliados de Flávio Bolsonaro (PL), que contestam o resultado.
QUANTOS FORAM OS VOTOS NA PRORROGAÇÃO DO SEGUNDO TURNO?
De acordo com o levantamento, os votos na prorrogação somam 34.319 registros feitos nas duas horas extras de votação. A contagem parte dos registros eletrônicos das urnas, que guardam o horário de cada voto computado, e separa os votos lançados depois do encerramento regular das 17h. A decisão de Zanin saiu no início da tarde de domingo e valeu para os locais onde ainda havia eleitores na fila.
Esses registros representam uma parcela pequena do total de votos válidos do segundo turno, que passou de 124 milhões. Ainda assim, o número virou peça central do discurso de contestação, porque a campanha de Flávio trata a prorrogação como uma mudança de regra feita no dia da eleição.
ONDE SE CONCENTRARAM OS VOTOS NA PRORROGAÇÃO?
Segundo a Jovem Pan News, os votos na prorrogação se concentraram em três estados: São Paulo, Bahia e Rio de Janeiro responderam, juntos, por cerca de metade dos 34.319 registros feitos entre 17h e 19h. São Paulo é o maior colégio eleitoral do país, e a Bahia foi um dos estados onde a votação se estendeu por mais tempo, com seções funcionando até a noite em Salvador.

A prorrogação também atrasou a totalização nacional. O Tribunal Superior Eleitoral pausou a divulgação do resultado às 17h25 e só retomou a apuração às 19h, quando as últimas seções fecharam. Foi nesse intervalo que os votos das duas horas extras foram computados, conforme acompanhou o Hugo Gospel na cobertura ao vivo da contagem dos votos.
A prorrogação nasceu de pedidos apresentados ao longo do domingo por campanhas e partidos que relatavam filas longas em várias capitais quando o horário regular se aproximava do fim. A decisão de Zanin autorizou que as seções com eleitores aguardando funcionassem por até duas horas a mais, e a medida alcançou localidades de vários estados. Juristas lembraram que o eleitor que está na fila no horário de encerramento sempre teve o direito de votar, enquanto críticos viram uma mudança de regra no meio do jogo.
POR QUE OS VOTOS NA PRORROGAÇÃO VIRARAM O CENTRO DA CONTESTAÇÃO?
A campanha de Flávio Bolsonaro anunciou que pedirá a anulação do segundo turno e trata os votos na prorrogação como a prova de que a disputa foi desequilibrada. O alvo político da contestação é o próprio autor da decisão: Zanin já é alvo de um pedido de impeachment no Senado, tema de outra matéria do Hugo Gospel sobre o impeachment de Zanin. Os pedidos de prorrogação, porém, não partiram de um lado só: as duas campanhas solicitaram a extensão do horário em localidades específicas ao longo do domingo.
A íntegra da publicação sobre o levantamento pode ser vista nesta página da Jovem Pan News no Instagram, onde o levantamento repercutiu entre apoiadores dos dois candidatos ao longo da manhã desta segunda-feira.
OS VOTOS NA PRORROGAÇÃO MUDARIAM O RESULTADO DA ELEIÇÃO?
Pelos números oficiais, não. Lula venceu o segundo turno com 64.256.232 votos, 51,79% dos válidos, contra 59.826.041 votos de Flávio Bolsonaro, 48,21%. A diferença final foi de 4.430.191 votos, mais de cem vezes o total de votos na prorrogação identificados pelo levantamento. Mesmo se todos os 34.319 registros fossem anulados, o resultado proclamado pelo TSE permaneceria o mesmo.
Isso não encerra a disputa política em torno do levantamento. A campanha de Flávio promete levar a contestação à Justiça Eleitoral, e o número divulgado pela Jovem Pan deve aparecer nas peças anunciadas pelos aliados do candidato. Cabe ao TSE responder aos questionamentos quando eles forem formalmente apresentados.
A diferença de 4,43 milhões também supera, com folga, o total de votos de estados inteiros, o que enfraquece, no plano aritmético, a tese de que o resultado teria sido produzido nas duas horas extras. A discussão que resta é política e jurídica: se a extensão era legítima e se o procedimento será questionado formalmente na Justiça Eleitoral.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Arte da Jovem Pan News com urna eletrônica e a manchete do levantamento sobre os votos registrados entre 17h e 19h.FONTE: Matéria produzida a partir da publicação da Jovem Pan News (@jovempannews) no Instagram, nesta segunda-feira (26), e do resultado oficial do segundo turno divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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