RESUMO:
- O risco-país dispara 26% após reeleição de Lula e alcançou o maior nível em 16 meses, segundo a Revista Oeste, no dia seguinte à vitória do presidente sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno.
- O CDS de 5 anos do Brasil, termômetro da confiança dos investidores, saltou de 120,2 pontos na sexta-feira, antes da votação, para 151,7 pontos nesta segunda-feira, 26 de outubro.
- Analistas do Morgan Stanley preveem, segundo a revista, uma alta adicional de cerca de 40 pontos nas próximas semanas e dólar podendo chegar a R$ 6 se as pressões fiscais se intensificarem.
O risco-país dispara 26% após reeleição de Lula nesta segunda-feira, 26 de outubro, e bateu o maior nível desde junho do ano passado. A informação é da Revista Oeste, que mediu a reação do mercado no dia seguinte à vitória de Luiz Inácio Lula da Silva sobre o senador Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições de 2026, em que o presidente reeleito obteve 51,79% dos votos válidos.
Também conhecido como risco soberano, o risco-país mede a probabilidade de um país não honrar a sua dívida externa e funciona como um termômetro da confiança dos investidores estrangeiros. A principal referência é o Credit Default Swap, o CDS de 5 anos, um contrato que funciona como um seguro contra calote: quanto mais alto o índice, maior o medo do mercado. Foi esse indicador que fez o risco-país dispara 26% após reeleição de Lula virar a principal notícia econômica do pós-eleição.
COMO O RISCO-PAÍS DISPARA 26% APÓS REELEIÇÃO DE LULA EM 3 DIAS?
Na sexta-feira, 23 de outubro, antes do segundo turno, o CDS de 5 anos do Brasil estava em 120,2 pontos. Nesta segunda-feira, o índice avançou 26% e fechou em 151,7 pontos, uma alta de mais de 30 pontos em três dias. O movimento acompanhou a disparada do dólar frente ao real e a queda da Bolsa brasileira, reação que o portal já havia registrado na matéria sobre a bolsa que caiu e o dólar que disparou após a eleição.
O cálculo do indicador leva em conta variáveis como estabilidade política, controle das contas públicas, segurança jurídica e ambiente institucional. Quando o risco-país dispara 26% após reeleição de Lula dessa forma, o recado prático é o encarecimento do crédito para o país e para as empresas brasileiras no exterior, O encarecimento do crédito externo é o efeito prático quando o risco-país dispara 26% após reeleição de Lula nesse ritmo.

De acordo com a avaliação dos analistas do Morgan Stanley repercutida pela Oeste, o risco-país do Brasil pode avançar cerca de 40 pontos adicionais nas próximas semanas. Na mesma projeção, o dólar pode bater R$ 6 caso as pressões fiscais se intensifiquem. São estimativas de mercado, e não fatos consumados, mas ajudam a explicar por que o índice virou o centro das atenções.
POR QUE O MERCADO REAGIU ASSIM À REELEIÇÃO?
A leitura predominante entre investidores, segundo a cobertura econômica do dia, é de preocupação com a trajetória das contas públicas no novo mandato. O resultado eleitoral também foi acompanhado de ruído internacional, como mostrou a matéria sobre o comunicado que o governo Trump segurou sobre a eleição brasileira, outro fator de incerteza no radar dos investidores.
Para o governo reeleito, o desafio imediato é sinalizar compromisso fiscal capaz de reverter a percepção de risco. Historicamente, índices de risco em alta pressionam o câmbio, alimentam expectativas de inflação e podem influenciar as decisões de juros. É essa cadeia que faz o risco-país dispara 26% após reeleição de Lula importar para além do mercado financeiro, alcançando preços, crédito e emprego.
Do lado da oposição, o número virou argumento político instantâneo contra o resultado das urnas. Do lado do governo, a expectativa é de que a acomodação dos mercados dependa dos primeiros anúncios da equipe econômica e da relação com o novo Congresso. Entre um campo e outro, o fato objetivo permanece: o risco-país dispara 26% após reeleição de Lula e atingiu o maior patamar em 16 meses.
O QUE PODE ACONTECER COM O RISCO-PAÍS NAS PRÓXIMAS SEMANAS?
Se a projeção do Morgan Stanley se confirmar, o CDS brasileiro pode se aproximar de 190 pontos no curto prazo. Nos dois cenários, o ponto de partida é o mesmo: o risco-país dispara 26% após reeleição de Lula e o governo precisa responder com sinais concretos, e não apenas com discursos.
Por enquanto, o dado consolidado é o desta segunda-feira: risco-país dispara 26% após reeleição de Lula, dólar pressionado e bolsa em queda, no primeiro pregão depois do segundo turno. O comportamento dos próximos dias dirá se o mercado tratou o resultado como um susto passageiro ou como o início de um período mais longo de desconfiança.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Presidente Luiz Inácio Lula da Silva acenando, em registro de julho de 2026. Reprodução | Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0). Imagem interna: pregão da Bolsa de Valores de São Paulo. Reprodução | Wikimedia Commons (CC BY 2.0). A foto de capa da reportagem original, de agência vetada pela política de direitos do portal, não foi utilizada.FONTE: Revista Oeste (26/10/2026).NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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