RESUMO:
- Segundo O Antagonista, a mulher que fez saudação nazista é identificada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro após episódio em Botafogo, na zona sul da capital, no domingo de votação.
- De acordo com a reportagem, o caso foi registrado na delegacia do bairro como injúria por preconceito e envolve uma mulher de 46 anos.
- A Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro repudiou o episódio e afirmou que a manifestação afronta a dignidade humana e a memória das vítimas do nazismo.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro identificou a mulher que aparece em vídeo fazendo uma saudação nazista nas proximidades de um local de votação em Botafogo, na zona sul do Rio, no último domingo, 25 de outubro, dia do segundo turno da eleição presidencial. Segundo a reportagem de O Antagonista, publicada nesta segunda-feira, 26, a mulher que fez saudação nazista é identificada como uma mulher de 46 anos, e o caso foi registrado na delegacia do bairro como injúria por preconceito.
De acordo com a publicação, o registro em vídeo foi feito por um homem que se identifica como judeu. Nas imagens descritas pela reportagem, a mulher veste uma camisa amarela e um boné do movimento MAGA, associado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e aparece fazendo a saudação nazista. A identificação foi divulgada pela Polícia Civil nesta segunda-feira à noite.
COMO A MULHER QUE FEZ SAUDAÇÃO NAZISTA É IDENTIFICADA PELA POLÍCIA CIVIL?
Segundo O Antagonista, a identificação partiu da Polícia Civil do Rio de Janeiro a partir do vídeo que circulou após a votação. A reportagem afirma que o episódio ocorreu nas proximidades de um local de votação em Botafogo e que a ocorrência foi registrada na delegacia do bairro, com a tipificação de injúria por preconceito. Até a publicação da reportagem, não havia informação pública sobre depoimento da investigada.
A nota da Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro, transcrita pelo jornal, acrescenta um detalhe relatado por testemunhas: segundo a entidade, a mulher teria repetido a saudação mesmo depois de questionada por cidadãos que presenciaram a cena. Ainda segundo a Fierj, ao ser informada de que um dos presentes era judeu, ela teria respondido: “pior ainda”. A frase é atribuída pela federação ao relato recebido, acompanhado do registro em vídeo.

O caso se soma a outros episódios policiais do fim de semana eleitoral acompanhados pelo portal Hugo Gospel, como a prisão de Léo Piloto, preso no Rio usando uniforme falso da Polícia Civil, e a ocorrência da criança baleada durante comemoração no Complexo da Penha. Todos estão sob apuração das forças de segurança do Rio.
O QUE DISSE A FEDERAÇÃO ISRAELITA SOBRE O EPISÓDIO?
A Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro manifestou, em nota, o mais veemente repúdio ao episódio, que classificou como um ato de antissemitismo. Para a entidade, trata-se de uma manifestação absolutamente inaceitável, que ultrapassa os limites da liberdade de expressão e afronta os valores democráticos, a dignidade humana e a memória das milhões de vítimas do nazismo.
A posição da Fierj ajuda a dimensionar por que a mulher que fez saudação nazista é identificada ganhou repercussão rápida: o gesto ocorreu em espaço público, em dia de votação, diante de eleitores e de uma pessoa que se identifica como judia. Entidades de direitos humanos costumam tratar a apologia ao nazismo como crime no Brasil, e a saudação é um dos símbolos mais conhecidos do regime de Adolf Hitler, responsável pelo Holocausto.
A legislação brasileira pune a discriminação e o preconceito por raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, e a apologia ao nazismo se enquadra nas condutas vedadas pela lei do racismo. No caso concreto de Botafogo, segundo a reportagem, o registro inicial foi de injúria por preconceito. A definição final da tipificação cabe à autoridade policial e, depois, ao Ministério Público, a partir das provas reunidas.
O QUE ACONTECE AGORA COM A INVESTIGAÇÃO NO RIO?
Com a identificação, a tendência é que a investigada seja intimada a prestar depoimento na delegacia de Botafogo, onde o caso foi registrado. A Polícia Civil deve juntar ao inquérito o vídeo do episódio e os relatos das testemunhas citadas pela federação israelita. É nessa fase que a mulher que fez saudação nazista é identificada passa de uma divulgação jornalística a um procedimento formal, com direito a ampla defesa e ao contraditório.
Até a noite desta segunda-feira, a reportagem de O Antagonista não registrava manifestação da mulher identificada nem de advogados em nome dela. O espaço segue aberto para a versão da investigada, que poderá ser incluída assim que houver um posicionamento público. O portal Hugo Gospel acompanha o caso com base nas informações oficiais da Polícia Civil e nas reportagens publicadas sobre o episódio.
O episódio também reacende o debate sobre manifestações de ódio em períodos eleitorais, quando a tensão política costuma transbordar das redes sociais para as ruas. Em Botafogo, segundo os relatos públicos, o gesto foi feito à luz do dia, perto de eleitores que aguardavam para votar. Por isso, o registro de que a mulher que fez saudação nazista é identificada e de que o caso foi formalizado na delegacia do bairro é, até aqui, o desdobramento concreto de um vídeo que chocou a comunidade judaica do Rio.
Para a comunidade judaica do Rio, o esclarecimento rápido do caso era uma prioridade pública. O fato confirmado até aqui é direto: a mulher que fez saudação nazista é identificada pela Polícia Civil, o registro foi feito na delegacia de Botafogo e a apuração segue em andamento. Até que a mulher que fez saudação nazista é identificada resulte em depoimento e em conclusão do inquérito, a mulher que fez saudação nazista é identificada é o desdobramento oficial de um episódio que a Fierj classificou como inaceitável.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Quadro do vídeo que registra o episódio em Botafogo, com a mulher de camisa amarela. Reprodução | O Antagonista. Imagem interna: viatura da CORE, da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Reprodução | Wikimedia Commons (CC BY 2.0).FONTE: O Antagonista (26/10/2026, com informações atribuídas à Polícia Civil do Rio de Janeiro e nota da Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro).NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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