RESUMO:
- Um rabino americano é barrado em Israel ao tentar entrar no país liderando uma delegação de judeus que ajudaria palestinos na colheita de azeitonas na Cisjordânia.
- A rabina Alissa Wise, diretora do grupo Rabbis for Ceasefire, foi barrada no domingo, 25 de outubro de 2026, no aeroporto Ben Gurion e colocada em um avião de volta aos Estados Unidos.
- Os outros 19 integrantes da delegação, entre eles 14 rabinos, foram autorizados a entrar, segundo a Religion News Service.
- O documento entregue a ela citou, de forma genérica, razões de segurança pública e ordem pública; a autoridade israelense não respondeu à reportagem.
O episódio em que um rabino americano é barrado em Israel aconteceu no principal aeroporto do país. Segundo a Religion News Service, a rabina Alissa Wise foi impedida de entrar em Israel no domingo, 25 de outubro de 2026, ao chegar ao Aeroporto Internacional Ben Gurion.
Wise, de 47 anos, dirige o Rabbis for Ceasefire e liderava uma delegação de 19 judeus americanos que viajou para ajudar agricultores palestinos na colheita anual de azeitonas na Cisjordânia ocupada.
COMO O RABINO AMERICANO É BARRADO EM ISRAEL FOI IMPEDIDO DE ENTRAR?
De acordo com a RNS, Wise foi parada no controle de fronteira do aeroporto e recebeu um documento de uma página com o motivo da recusa. A justificativa se enquadrava na categoria ampla de considerações de segurança pública, segurança ou ordem pública, sem detalhamento do caso dela.
Os demais integrantes da delegação, 19 judeus, incluindo 14 rabinos, foram autorizados a entrar no país e seguiram com a programação. A Autoridade de População e Imigração de Israel não respondeu aos pedidos de comentário da RNS até a publicação da reportagem.

POR QUE A COLHEITA DE AZEITONAS VIROU PONTO DE TENSÃO?
A colheita anual de azeitonas tem peso econômico e cultural enorme para os palestinos da Cisjordânia, onde as oliveiras passam de geração em geração. Nos últimos anos, porém, a temporada virou foco de tensão com colonos israelenses da região.
Segundo a RNS, estimativas das Nações Unidas apontam que colonos destruíram cerca de 300 mil oliveiras ao longo dos anos, com relatos de furto de colheitas, queimadas de pomares e bloqueio do acesso dos agricultores às próprias árvores. A reportagem afirma que a colheita deste ano já é a mais violenta em anos, segundo o New York Times.
Na semana anterior ao episódio do rabino americano é barrado em Israel, o político nova iorquino Brad Lander foi detido por militares israelenses na Cisjordânia durante uma delegação internacional semelhante. No ano passado, 32 ativistas dos Estados Unidos e da Europa foram deportados perto da vila de Burin.
O QUE DISSE A RABINA APÓS SER BARRADA?
Wise declarou que queria muito estar nos campos com os agricultores colhendo, e que é difícil aceitar que não poderá fazer isso. Ao mesmo tempo, afirmou que o mais importante é a delegação continuar o trabalho sem ela.
Não é a primeira ação dela na região. Em 2024, Wise liderou outra delegação até a passagem de Erez, na fronteira de Gaza, em tentativa de entregar alimentos a palestinos, em protesto contra as restrições de ajuda e o risco de fome no território.
O portal acompanha a semana eleitoral israelense em outras frentes. Em outra reportagem, um opositor de Netanyahu lidera as pesquisas em Israel na véspera da eleição que renova as 120 cadeiras do Knesset.
Com a delegação em campo e a líder de volta aos Estados Unidos, o caso em que um rabino americano é barrado em Israel vira mais um capítulo da disputa em torno da colheita de azeitonas deste ano.
O grupo liderado por Wise, o Rabbis for Ceasefire, reúne rabinos americanos que defendem o fim da guerra em Gaza e a proteção de civis palestinos. As delegações de colheita acompanham agricultores como forma de presença internacional de proteção, prática que organizações judaicas e cristãs repetem há anos na Cisjordânia.
A estratégia parte de uma avaliação prática: com observadores estrangeiros no campo, episódios de violência durante a colheita tendem a ser documentados e denunciados. Foi com esse objetivo que a delegação viajou, e é por isso que o caso em que um rabino americano é barrado em Israel ganhou repercussão imediata entre organizações religiosas americanas.
Do lado israelense, autoridades têm endurecido a entrada de ativistas estrangeiros ligados a causas palestinas, com recusas e deportações registradas ao longo do último ano. A reportagem da RNS lembra que, em 2025, 32 ativistas americanos e europeus foram deportados nas proximidades da vila de Burin, na mesma temporada de colheita.
A semana também é de eleição em Israel, o que aumenta a sensibilidade política de qualquer episódio na Cisjordânia. Mesmo assim, a delegação manteve a programação sem a líder, e os agricultores da região seguem a colheita sob o calendário apertado da estação.
Com Wise de volta aos Estados Unidos, o episódio em que um rabino americano é barrado em Israel deve virar tema de novas cobranças de parlamentares e organizações judaicas americanas sobre a política de vistos e entradas do governo israelense.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0 e GFDL 1.2, licenças livres). A foto original da RNS com crédito de agência vetada pelo portal não foi utilizada.FONTE: Religion News Service, matéria original sobre o fato, consultada em 27 de outubro de 2026.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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