RESUMO:
- Um opositor de Netanyahu lidera pesquisas em Israel na véspera da eleição que renova as 120 cadeiras da Knesset nesta terça-feira, 27 de outubro.
- O Yashar, do ex-chefe das Forças Armadas Gadi Eisenkot, aparece com 22 a 23 cadeiras, contra 19 a 21 do Likud, de Benjamin Netanyahu, nas últimas pesquisas.
- Mesmo na frente, a oposição soma de 52 a 56 cadeiras e não alcança as 61 necessárias para governar sozinha; a formação do governo dependerá de acordos.
Um opositor de Netanyahu lidera pesquisas em Israel na véspera da votação que vai renovar as 120 cadeiras da Knesset, o Parlamento israelense. Cerca de 7,3 milhões de israelenses estão aptos a votar nesta terça-feira, 27 de outubro, em 12 mil seções eleitorais, com votação das 7h às 22h no horário local. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, do Likud, busca permanecer no poder.
Os últimos levantamentos divulgados pela imprensa israelense na sexta-feira, 23, mostram o Yashar, partido centrista do ex-chefe das Forças Armadas Gadi Eisenkot, como a maior bancada projetada do próximo Parlamento. É a primeira vez neste ciclo que um opositor de Netanyahu lidera pesquisas em Israel com folga nas projeções de cadeiras, embora a matemática das coalizões siga indefinida.
POR QUE O OPOSITOR DE NETANYAHU LIDERA PESQUISAS EM ISRAEL SEM GARANTIA DE GOVERNO?
Nas três pesquisas citadas pela Revista Oeste, o Yashar aparece com 22 a 23 cadeiras, e o Likud, de Netanyahu, com 19 a 21. A aliança Together, dos ex-primeiros-ministros Naftali Bennett e Yair Lapid, ocupa a terceira posição, com 14 a 15 cadeiras. Também disputam espaço Avigdor Lieberman, do Yisrael Beiteinu, e Yair Golan, dos Democratas.
O problema da oposição é a soma final. Os partidos alinhados a Netanyahu somam 50 cadeiras nas projeções. O bloco oposicionista varia de 52 a 56, abaixo das 61 cadeiras necessárias para uma maioria absoluta. As legendas árabes, contadas separadamente, aparecem com 14 a 16 assentos e podem ser decisivas nas negociações.

Em Israel, o voto é dado a listas partidárias, e as cadeiras são distribuídas proporcionalmente entre as siglas que alcançam pelo menos 3,25 por cento dos votos válidos. Por isso, partidos próximos dessa barreira também podem alterar o equilíbrio entre os blocos. O líder do Raam, Mansour Abbas, demonstrou disposição para integrar uma coalizão de oposição, mas enfrenta resistência dentro do próprio campo. Ainda assim, o dado político da véspera é claro: um opositor de Netanyahu lidera pesquisas em Israel, e o primeiro-ministro chega à votação pressionado.
COMO FUNCIONA A FORMAÇÃO DO GOVERNO DEPOIS DA ELEIÇÃO EM ISRAEL?
Concluída a eleição, o presidente Isaac Herzog conduz as consultas com os partidos para definir quem receberá a tarefa de formar o governo. O indicado terá um prazo para montar a coalizão e apresentar o gabinete à Knesset. Se as negociações fracassarem, o país pode ser chamado a realizar outra eleição, cenário que Israel já viveu em ciclos recentes de impasse.
Netanyahu é o primeiro-ministro mais longevo da história de Israel e transformou a eleição em um confronto entre dois campos. Do outro lado, Eisenkot construiu a campanha sobre a imagem de comandante respeitado e de alternativa de centro. O fato de um opositor de Netanyahu lidera pesquisas em Israel na véspera resume a disputa: rejeição alta ao governo, mas sem um bloco alternativo pronto para substituí-lo.
O portal Hugo Gospel acompanha a eleição israelense em série, da oração pedida pela CBN antes da votação à análise de como a eleição em Israel decide o futuro de Netanyahu.
O QUE ESTÁ EM JOGO QUANDO O OPOSITOR DE NETANYAHU LIDERA PESQUISAS EM ISRAEL?
A eleição acontece sob a sombra da guerra e das discussões sobre segurança, economia e a relação com os Estados Unidos. O presidente Donald Trump reendossou Netanyahu nos últimos dias, enquanto a oposição aposta no desgaste do governo. Para as comunidades cristãs que acompanham Israel de perto, o resultado também interessa pelo futuro das políticas de liberdade religiosa e de proteção aos lugares santos.
As urnas abrem às 7h desta terça-feira e os primeiros resultados devem sair ainda na noite de Jerusalém. Até lá, o retrato é o das pesquisas: opositor de Netanyahu lidera pesquisas em Israel com o Yashar de Eisenkot, o Likud logo atrás e uma Knesset fragmentada, em que cada cadeira conta. A frase que resume a véspera é a de que o opositor de Netanyahu lidera pesquisas em Israel, mas governar Israel exigirá mais do que liderar a contagem de cadeiras: exigirá montar uma maioria que hoje nenhum dos dois campos tem.
Analistas lembram que as pesquisas israelenses já erraram antes e que o eleitorado de direita costuma ser subestimado em alguns levantamentos, razão pela qual a campanha de Netanyahu trata os números com cautela pública e otimismo privado. Ainda assim, o ambiente da véspera é de disputa aberta, com os partidos pequenos disputando cada voto dos indecisos. Quando as urnas fecharem, às 22h, as pesquisas de boca de urna dirão se o cenário se confirmou. Até lá, permanece a fotografia do momento: a de um pleito em que o desafiante chega numericamente na frente do primeiro-ministro mais longevo do país.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em registro oficial. Reprodução | Wikimedia Commons (domínio público). Imagem interna: Menorá da Knesset, em Jerusalém. Reprodução | Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).FONTE: Revista Oeste (26/10/2026).NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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