RESUMO:
- Segundo o TMZ, o juiz do julgamento em Londres ordenou ao júri que declarasse Russell Brand absolvido da acusação de atentado ao pudor na forma original, por insuficiência de prova do ato consumado: é o chamado veredito dirigido.
- A mesma alegação, ligada a um episódio de 2001 na MTV, não saiu do processo: ela volta ao júri reclassificada como tentativa de atentado ao pudor.
- A decisão é parcial e não exonera o ator: ele segue réu em outras seis acusações, três de estupro e três de agressão sexual, envolvendo seis mulheres, entre 1999 e 2009.
- Batizado em 2024 e hoje morando nos Estados Unidos, Brand nega todas as acusações e afirma que nunca manteve relações sem consentimento.
O julgamento do ator e comediante britânico Russell Brand, de 51 anos, teve nesta terça-feira (27) a sua primeira decisão em Londres, e ela não veio do júri. Segundo o TMZ, o juiz ordenou aos jurados que devolvessem o veredito de inocente na acusação de atentado ao pudor, a única desse tipo entre as sete que ele enfrenta no Tribunal da Coroa de Southwark. É o chamado veredito dirigido: para o juiz, a promotoria não apresentou prova suficiente de que o ato foi consumado. Na prática, o resultado é Russell Brand absolvido da acusação na forma em que ela foi apresentada.
A decisão, porém, é parcial e não encerra o caso. Russell Brand absolvido de uma acusação por veredito dirigido não significa exoneração: a mesma alegação volta ao júri reclassificada como tentativa de atentado ao pudor, e Brand segue réu em outras seis acusações de crimes sexuais, três de estupro e três de agressão sexual, apresentadas a partir dos relatos de seis mulheres e ligadas a episódios que teriam ocorrido entre 1999 e 2009. O ator nega todas as acusações desde o início do processo.
O QUE MUDA COM RUSSELL BRAND ABSOLVIDO POR VEREDITO DIRIGIDO?
A acusação atingida pela decisão é a segunda da lista apresentada pela promotoria. Ela se refere a um episódio de 2001, em Westminster, no centro de Londres: segundo a denúncia, Brand segurou pelo braço uma funcionária da MTV e tentou arrastá-la para o banheiro masculino. A defesa sustentou no julgamento que o episódio foi uma tentativa de aproximação consensual, versão que a denunciante rejeita. Foi sobre essa acusação que recaiu o veredito dirigido desta terça.
Com Russell Brand absolvido dessa acusação por ordem do juiz, a imputação de atentado ao pudor na forma consumada deixa de existir, mas a alegação continua viva no processo: sem a prova do ato consumado, a mesma conduta será examinada pelo júri como tentativa de atentado ao pudor, e os jurados ainda vão deliberar sobre ela. O TMZ, que acompanha o julgamento desde a abertura, publicou o resultado nesta terça-feira. As denunciantes do processo têm anonimato garantido por toda a vida pela lei britânica, e nenhuma delas pode ser identificada pela imprensa.
O veredito dirigido chega no momento em que o julgamento muda de fase. A promotoria encerrou a apresentação das suas provas na segunda-feira (26), e a defesa começa a apresentar o seu caso nesta terça, com a expectativa de que o próprio Brand preste depoimento aos jurados.

QUAIS SÃO AS OUTRAS SEIS ACUSAÇÕES DO PROCESSO?
Mesmo com Russell Brand absolvido de uma acusação por decisão do juiz, o núcleo do processo continua intacto. A primeira acusação é de estupro: uma mulher afirma que foi atacada por Brand em um quarto de hotel em Bournemouth, em 1999, durante uma conferência do Partido Trabalhista. Outras duas acusações, de agressão sexual e de estupro oral, tratam de um episódio em um bar do Soho, em Londres, em 2004.
A quinta acusação é de agressão sexual contra uma funcionária de uma rádio, em 2004 ou 2005. A sexta é de estupro: uma fã que conheceu Brand em um show no Hammersmith Apollo, em 2009, afirma que um encontro inicialmente consensual terminou em violência na casa do ator. A sétima acusação, também de agressão sexual, foi apresentada por uma funcionária do Channel 4 e se refere a uma gravação em 2009.
O julgamento começou em 12 de outubro, com um júri de oito homens e quatro mulheres, e pode se estender até dezembro. Casos de famosos decididos pelos tribunais de Londres têm atraído atenção mundial, como mostrou o Hugo Gospel na cobertura da sentença do cantor Chris Brown em Londres. Brand responde em liberdade, sob fiança, e voltará ao tribunal para os vereditos que decidirão se o desfecho de Russell Brand absolvido por veredito dirigido será exceção ou regra neste caso, agora com a alegação de 2001 de volta ao júri como tentativa.
O QUE DIZEM A ACUSAÇÃO E A DEFESA?
Na abertura do julgamento, em 14 de outubro, a promotora Riel Karmy-Jones descreveu Brand como um predador sexual e afirmou ao júri: “to the defendant, women were simply a means to an end”. Em tradução livre: “para o réu, as mulheres eram simplesmente um meio para um fim”. Segundo a promotoria, as seis denunciantes não se conheciam e relataram um padrão semelhante de comportamento ao longo de uma década.
A defesa, comandada pelo advogado Ian Winter, sustenta que os encontros foram consensuais e que os relatos foram reinterpretados depois da repercussão do documentário de 2023 que expôs as denúncias. O próprio Brand gravou um vídeo em 2025 em que afirmou: “I was a drug addict, a sex addict and an imbecile. But what I never was was a rapist. I’ve never engaged in nonconsensual activity”. Em tradução livre: “Eu fui um viciado em drogas, um viciado em sexo e um imbecil. Mas o que eu nunca fui foi um estuprador. Eu nunca participei de atividade sem consentimento”.
A defesa trabalha agora para repetir, nas acusações restantes, o desfecho de Russell Brand absolvido por veredito dirigido nesta terça. Já a promotoria mantém a tese de que o conjunto de relatos demonstra um padrão de conduta, e não episódios isolados, e que cada acusação deve ser julgada pelas provas apresentadas ao júri.
POR QUE RUSSELL BRAND VIROU UMA VOZ CRISTÃ NOS ESTADOS UNIDOS?
Nos últimos anos, Brand trocou os palcos da comédia britânica pelos Estados Unidos, onde mora atualmente e reúne milhões de seguidores nas redes sociais. Batizado em 2024, ele fala abertamente da fé cristã, publica vídeos de oração e participa de eventos conservadores americanos, trajetória que lembra a de outros artistas que abraçaram a fé em público, como o Hugo Gospel mostrou ao contar que Chris Pratt considera a fé o maior legado para os filhos.
Durante o julgamento, Brand voltou a falar de Deus. Em vídeo publicado ao lado da esposa, Laura Gallacher, ele leu um trecho bíblico sobre a armadura de Deus e afirmou, segundo o TMZ: “impossible not to turn to god, truth and justice”. Em tradução livre: “é impossível não se voltar para Deus, para a verdade e para a justiça”. A notícia de Russell Brand absolvido por ordem do juiz chegou, assim, a um público que hoje o acompanha mais pela fé e pelo conteúdo político do que pela comédia.
O Hugo Gospel seguirá acompanhando o julgamento nas próximas semanas, até que o júri decida as acusações restantes do processo que, nesta terça, teve Russell Brand absolvido por veredito dirigido em uma delas, com a mesma alegação de volta como tentativa.
ATUALIZAÇÃO: Esta matéria foi corrigida para deixar claro que a decisão desta terça foi um veredito dirigido do juiz, e não uma deliberação do júri, e que a mesma alegação segue no processo reclassificada como tentativa de atentado ao pudor.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Retrato de Russell Brand em evento nos Estados Unidos em 2025, foto de Gage Skidmore, Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0). Imagem do corpo: Brand no palco do AmericaFest 2025, foto de Xuthoria, Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).FONTE: TMZ, com contexto do julgamento do The Times e da AAP News.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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