RESUMO:
- O advogado Simón Levy, próximo ao presidente Donald Trump, afirmou que Flávio Bolsonaro deixou o Brasil e já está nos Estados Unidos, em uma saída articulada pelo secretário de Estado Marco Rubio.
- Fontes da Polícia Federal e aliados do senador também confirmaram a saída nesta terça feira, 27, dois dias depois da derrota para Lula no segundo turno e um dia depois da ordem do ministro Alexandre de Moraes para a apreensão dos passaportes.
- Fontes próximas afirmam que ele viajou com a esposa e as duas filhas e que pedirá asilo político ao presidente Donald Trump.
- O governo da Argentina negou registro de entrada do parlamentar no país, e aliados que não foram avisados falam em clima tenso dentro do PL.
O advogado Simón Levy, próximo ao presidente Donald Trump, afirmou nesta terça feira, 27, que Flávio Bolsonaro deixou o Brasil e já chegou aos Estados Unidos, em uma operação arquitetada pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio. A confirmação da saída também foi feita na tarde desta terça, após a Polícia Federal tentar cumprir, sem sucesso, a ordem de apreensão dos passaportes: a Gazeta do Povo ouviu fontes ligadas à PF, e a Jovem Pan confirmou a informação com fontes da corporação e interlocutores próximos à família Bolsonaro e à campanha do senador.
Horas antes, os advogados de Flávio informaram que não conseguiram localizá-lo em Brasília para entregar os documentos, e a PF cancelou os passaportes do senador, como o Hugo Gospel mostrou mais cedo. Foi nesse intervalo, entre a ordem judicial e a tentativa de cumprimento, que Flávio Bolsonaro deixou o Brasil, segundo as fontes ouvidas pelos dois veículos.
POR QUE FLÁVIO BOLSONARO DEIXOU O BRASIL?
Entre os motivos apontados para o momento em que Flávio Bolsonaro deixou o Brasil está o avanço das investigações contra ele no Supremo Tribunal Federal. Segundo a Gazeta do Povo, o senador responde a três investigações na Corte, envolvendo, entre outros casos, supostas relações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, e com o advogado Willer Tomaz.
A ordem de Moraes, dada na véspera, falava exatamente no risco de evasão do país. Na semana anterior, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, havia defendido publicamente, em um programa nos Estados Unidos, que Flávio deixasse o Brasil caso Lula vencesse a eleição. Eduardo vive nos EUA desde março de 2025, em situação que ele mesmo classifica como autoexílio.

QUAL TERIA SIDO A ROTA DA SAÍDA DO SENADOR?
A rota pela qual Flávio Bolsonaro deixou o Brasil ainda não foi confirmada oficialmente por nenhum órgão. As informações preliminares indicam uma saída durante a madrugada, com o apoio de um grupo pequeno de aliados, passando primeiro pela Argentina, país vizinho para o qual brasileiros podem viajar sem passaporte.
A imprensa argentina relatou que um jato estava pronto para decolar do aeroporto de Puerto Iguazú com destino aos Estados Unidos, mas não recebeu autorização, e o porta-voz do governo de Javier Milei, Fabián Fernández, negou à agência Bloomberg qualquer registro de passagem do senador pela aduana local. A PF brasileira também afirmou não ter registro de passagem por Foz do Iguaçu, onde o controle é feito de forma aleatória.
As versões sobre o destino final também divergem e são registradas aqui com atribuição. Uma fonte próxima ao senador disse à Gazeta que o destino é Miami. O advogado Simón Levy, próximo ao presidente Donald Trump, afirmou que Flávio já chegou aos Estados Unidos, em uma operação arquitetada pelo secretário de Estado Marco Rubio. A Jovem Pan, por sua vez, apurou que ele estava a bordo de um avião a caminho do país nesta tarde.
COMO REAGIRAM OS ALIADOS E A CAMPANHA?
A reação pública mostra que aliados confirmaram que Flávio Bolsonaro deixou o Brasil sem ter sido avisados antes. Pela manhã, o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho, negou qualquer viagem e afirmou que Flávio estaria em Brasília. Eduardo Bolsonaro chegou a classificar a informação como falsa em declaração ao UOL.
Com a confirmação, parte dos aliados passou a justificar a viagem como resposta a uma perseguição judicial, usando os termos perseguição e exílio. Segundo a Gazeta, o clima é tenso entre aliados e a direção do PL, que não foram informados dos planos. A Jovem Pan tentou contato com o senador desde o início da manhã, sem resposta.
A reviravolta é grande porque, na véspera, a assessoria de Flávio afirmava que ele nunca pensou em deixar o país e que ele lideraria a oposição ao quarto mandato de Lula. Dias antes, o senador havia desistido de pedir a anulação da eleição e anunciava a tentativa de cassação da chapa de Lula.
Falta, até o momento, uma manifestação oficial do próprio senador sobre a viagem, sobre o destino e sobre um eventual pedido formal de asilo. Também falta uma nota oficial da Polícia Federal detalhando a rota apurada. O quadro confirmado pelas fontes é o de que Flávio Bolsonaro deixou o Brasil com a família, dois dias depois da derrota eleitoral e sob uma ordem judicial de apreensão de passaportes em aberto.
Para a oposição, o efeito imediato é político: o principal nome da direita na eleição de 2026 passa a comandar a resistência ao governo a partir do exterior, como já faz o irmão Eduardo. Para a Justiça, a saída de Flávio Bolsonaro deixou o Brasil deve virar o centro das próximas decisões sobre medidas cautelares contra o senador.
COMO A IMPRENSA INTERNACIONAL ESTÁ NOTICIANDO O CASO?
O caso também ganhou repercussão fora do Brasil nesta terça feira, 27. A agência de notícias Reuters publicou reportagem sobre o paradeiro incerto do senador e sobre o descumprimento do prazo de 24 horas fixado pelo ministro Alexandre de Moraes para a entrega dos passaportes, o comum e o diplomático. O jornal americano The Washington Post tratou do mesmo episódio em matéria com o título “Flávio Bolsonaro fails to turn in passports, Brazilians question his whereabouts” (Em tradução livre: “Flávio Bolsonaro não entrega os passaportes, e brasileiros questionam onde ele está”).
À Reuters, um aliado de Flávio confirmou que o senador viajou para os Estados Unidos, o que reforça o quadro apurado ao longo do dia de que Flávio Bolsonaro deixou o Brasil. A reportagem da agência registra ainda, a partir de fontes da Polícia Federal, que os passaportes do senador foram cancelados nesta terça. A assessoria de Flávio, procurada pela imprensa internacional, se recusa a informar onde ele está.
Na Argentina, um porta-voz do governo do presidente Javier Milei afirmou: “There is no asylum request” (Em tradução livre: “Não há pedido de asilo”). O governo argentino sustenta que não há registro de entrada do senador no país e que as autoridades chegaram a checar um avião particular no aeroporto de Puerto Iguazú, sem encontrar plano de voo da família.
ATUALIZAÇÃO: Esta matéria foi atualizada nesta terça feira, 27 de outubro de 2026, com a repercussão internacional do caso, a partir das reportagens da agência Reuters e do jornal The Washington Post, e com a confirmação de um aliado do senador à Reuters de que ele viajou para os Estados Unidos.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Reprodução | Arquivo Hugo Gospel (foto padrão do senador) e Wikimedia Commons (fronteira Brasil e Argentina, licença livre)FONTE: Gazeta do Povo, com Jovem Pan News e Gospel Mais, matérias originais sobre o fato, consultadas em 27 de outubro de 2026.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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