RESUMO:
- O ex-goleiro Jakson Follmann relembra como soube das mortes dos companheiros da Chapecoense ao participar do podcast A Mãe Tá Off, apresentado pela jornalista Paola Guarana, segundo a revista Quem. Ele é um dos sobreviventes do acidente aéreo de 29 de novembro de 2016.
- Ao acordar no hospital, Follmann tinha apenas flashes do acidente e achava que tinha batido a cabeça e desmaiado. Os pais, a família e Andrés estavam ao lado dele, e a dimensão real da tragédia ainda não tinha se formado na cabeça do ex-goleiro.
- Foi ao longo dos dias que ele compreendeu a gravidade do que tinha acontecido. Perguntava aos médicos por cada pessoa conhecida e recebia, uma a uma, as notícias dos falecimentos, enquanto ouvia que precisava se cuidar porque estava vivo.
- Follmann ficou quase 2 meses hospitalizado em Medellín, na Colômbia, cerca de 60 dias. A experiência virou tema de livro sobre a trajetória dele, escrito pelo jornalista Marco Aurélio de Souza, no contexto em que Jakson Follmann relembra como soube das mortes quase 10 anos depois.
Quase uma década depois da maior tragédia do futebol brasileiro, um dos sobreviventes voltou ao momento em que a notícia chegou, nome por nome, na cama de um hospital. O Jakson Follmann relembra como soube das mortes ao contar, no podcast A Mãe Tá Off, como foram os primeiros dias após o acidente com o avião da Chapecoense. Segundo a revista Quem, ele falou da dificuldade de compreender a dimensão do que tinha acontecido e dos desafios da longa internação em Medellín.
COMO JAKSON FOLLMANN RELEMBRA COMO SOUBE DAS MORTES DOS COMPANHEIROS NO HOSPITAL?
O relato começa pela memória fragmentada dos primeiros momentos. “Eu tinha alguns flashes do que estava acontecendo, do acidente. Mas, quando abri os olhos e me veio à memória o que eu lembrava do avião, não conseguia assimilar que tinha sido um acidente grave”, contou Follmann no podcast, no trecho em que Jakson Follmann relembra como soube das mortes pela primeira vez diante do microfone.
“Na minha cabeça, eu achava que talvez tivesse batido a cabeça e desmaiado. Meus pais, minha família e o Andrés estavam ali. Eu pensava que talvez tivessem me dito que eu tinha desmaiado e estava no hospital”, relembrou o ex-goleiro, segundo a Quem. A presença da família ao redor da cama reforçava, naquele início, a sensação de que se tratava de um susto passageiro.
A compreensão veio em etapas, e da forma mais dura. Segundo Follmann, foi ao longo dos dias que ele começou a entender a gravidade da situação: enquanto perguntava sobre pessoas que conhecia, recebia dos médicos as notícias sobre as mortes de companheiros e de outras vítimas do acidente, uma resposta de cada vez.

O QUE ELE SENTIU DURANTE OS QUASE 60 DIAS INTERNADO EM MEDELLÍN?
O ex-goleiro descreveu o impacto de cada resposta recebida no hospital. “Primeiro, vem aquela situação de choro, de desespero. Eu perguntava: ‘E fulano de tal?’. E eles respondiam: ‘Infelizmente, faleceu’. Eu perguntava por outra pessoa, e os médicos diziam que também tinha morrido. Mas, ao mesmo tempo, me falavam: ‘Calma, você está vivo, precisa se cuidar'”, contou ele, no relato em que Jakson Follmann relembra como soube das mortes ganha o seu trecho mais pesado.
A internação durou quase 2 meses, cerca de 60 dias, em Medellín, a cidade colombiana próxima ao local do acidente. Entre procedimentos e recuperação, a preocupação com o que viria depois não saía da cabeça do então goleiro, que tinha a carreira interrompida de forma definitiva pela tragédia daquela noite de novembro de 2016.
“Ao longo desses 60 dias, eu tinha sempre aquela preocupação: ‘Caramba, o que eu vou fazer?'”, relatou Follmann. A pergunta resume o tamanho do desafio: sobreviver era apenas a primeira parte; depois dela viriam a perda dos companheiros, o fim da rotina de atleta profissional e a necessidade de reconstruir a própria vida.
COMO O LIVRO SOBRE A TRAJETÓRIA DELE REGISTRA A RECONSTRUÇÃO APÓS A TRAGÉDIA?
A experiência do hospital e dos anos seguintes é tema de um livro sobre a trajetória de Follmann, escrito pelo jornalista Marco Aurélio de Souza. Segundo a Quem, a obra reúne relatos e imagens do período em que ele lutou pela vida, além de abordar os desafios enfrentados após a tragédia e o processo de reconstrução pessoal, com destaque para a importância da família e a busca de novos propósitos.
O acidente aconteceu em 29 de novembro de 2016, quando a aeronave que levava a delegação da Chapecoense caiu na Colômbia. Viajavam 77 pessoas e 71 morreram, entre atletas, comissão técnica, dirigentes, jornalistas e tripulantes. Follmann, então goleiro do time, foi um dos poucos sobreviventes resgatados com vida dos destroços. É contra esse tamanho de perda que Jakson Follmann relembra como soube das mortes, sempre tratando os companheiros como parte central da própria história de sobrevivência.
Histórias de recomeço no esporte seguem mobilizando o público, como a do lutador Ulisses Melo, que estreia no MMA, em outro contexto de superação acompanhado pelo portal. No caso de Follmann, o recomeço passa por contar a própria história, no podcast e no livro, sem esconder as partes mais difíceis do caminho.
Na conversa com Paola Guarana, o ex-goleiro revisitou um dos episódios mais marcantes da própria vida e compartilhou lembranças sobre o acidente, as perdas e os desafios para reconstruir a trajetória após deixar o futebol profissional. É nesse espírito que Jakson Follmann relembra como soube das mortes, e o relato ajuda novas gerações a entender o que aquela noite significou para quem sobreviveu a ela.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Wikimedia Commons (torcida da Chapecoense em tributo às vítimas do voo, na Arena Condá, CC BY 3.0 br, capa, e Arena Condá, estádio da Chapecoense em Chapecó, CC BY-SA 4.0, imagem de meio)FONTE: Quem, matéria original sobre a entrevista de Jakson Follmann ao podcast A Mãe Tá Off, escrita por Léo Gregório, consultada em 29 de outubro de 2026.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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