RESUMO:
- O MPT entra com ação contra a Meta, dona de Instagram, Facebook e Threads, pedindo a retirada em até 24 horas de posts que incentivam demissão por voto, segundo a GloboNews.
- As publicações alvo da ação incentivam empresários a vigiar, expor, deixar de contratar ou demitir funcionários por causa da escolha eleitoral.
- O órgão já recebeu mais de 3 mil denúncias de assédio eleitoral após o segundo turno, com cerca de 2,5 mil apenas em outubro, alta de 353% sobre setembro.
- O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, anunciou uma força-tarefa nacional para fiscalizar as denúncias de assédio eleitoral contra trabalhadores.
O MPT entra com ação contra a Meta nesta quinta-feira, 29 de outubro de 2026, pedindo que a empresa retire do ar, em até 24 horas, publicações que incentivem empresários a vigiar, expor, deixar de contratar ou demitir funcionários por causa do voto. A Meta é a dona de Instagram, Facebook e Threads, as plataformas onde esse conteúdo passou a circular após o segundo turno.
Segundo a GloboNews, depois do segundo turno das eleições, realizado em 25 de outubro, perfis nas plataformas passaram a publicar mensagens dirigidas a empregadores. Empresários, influenciadores e até parlamentares, de acordo com a reportagem, orientam patrões a vasculhar as redes sociais de trabalhadores para descobrir em quem eles votaram e, se a escolha for diferente, demiti-los.
O QUE O ÓRGÃO PEDE NA AÇÃO CONTRA A EMPRESA?
O pedido central da ação é a retirada rápida do conteúdo: a empresa teria até 24 horas para remover as publicações que incentivam a perseguição de trabalhadores por causa do voto. Quando o MPT entra com ação contra a Meta com esse prazo, o objetivo declarado é interromper a circulação das mensagens enquanto a onda de posts dirigidos a empregadores ainda está em curso nas três plataformas do grupo.

As publicações descritas pela GloboNews seguem um padrão parecido: são mensagens dirigidas a donos de empresas, com orientações para identificar o voto de funcionários e candidatos a vagas. Em alguns casos, segundo a reportagem, o incentivo é para demitir quem votou diferente; em outros, para deixar de contratar ou para expor publicamente o trabalhador por causa da preferência política.
O voto é secreto e a perseguição de trabalhadores por causa da escolha eleitoral é o que o órgão chama de assédio eleitoral. Ao levar o caso à Justiça contra a plataforma, o Ministério Público do Trabalho busca responsabilizar também o ambiente onde as mensagens se multiplicam, e não apenas os autores de cada publicação individual.
POR QUE AS DENÚNCIAS DISPARARAM APÓS O SEGUNDO TURNO?
Os números ajudam a dimensionar o problema. Segundo a GloboNews, o MPT entra com ação contra a Meta em um cenário de mais de 3 mil denúncias de assédio eleitoral recebidas após o segundo turno. Somente em outubro, foram registradas cerca de 2,5 mil denúncias, uma alta de aproximadamente 353% em relação a setembro, quando o órgão recebeu 552 relatos de trabalhadores.
O aumento ocorre em meio à nova onda de publicações que incentivam a demissão e a recusa de contratação por preferência política, além de listas de boicote a empresas apontadas como apoiadoras do presidente reeleito, Lula. O segundo turno proclamou Lula vencedor, o PL reconheceu o resultado, e parte das tensões do pós eleição se deslocou para o ambiente de trabalho e para as redes sociais.
Para o trabalhador, o efeito prático dessas publicações é o medo de perder o emprego ou de não ser contratado por causa de uma escolha que a Constituição protege pelo sigilo. É esse efeito que a ação tenta conter ao pedir a remoção do conteúdo em prazo curto, tema que se conecta ao debate eleitoral acompanhado pelo portal em matéria sobre o reconhecimento do resultado da eleição pela missão da OEA.
A dimensão nacional do problema levou o Ministério do Trabalho a agir em paralelo. O ministro Luiz Marinho anunciou uma força-tarefa nacional para fiscalizar denúncias de ameaças de demissão, perseguição e outras formas de assédio eleitoral contra trabalhadores, segundo a GloboNews, em uma frente de fiscalização que corre ao lado da ação judicial contra a plataforma.
MPT ENTRA COM AÇÃO CONTRA A META: O QUE PODE ACONTECER AGORA?
Com a ação protocolada, caberá à Justiça decidir sobre o pedido de retirada do conteúdo em até 24 horas e sobre as obrigações da empresa em relação às publicações futuras do mesmo tipo. Como o MPT entra com ação contra a Meta, dona de três das maiores redes sociais usadas no Brasil, a decisão pode afetar a forma como Instagram, Facebook e Threads tratam conteúdo de assédio eleitoral.
Até a publicação desta matéria, a GloboNews não registrou uma manifestação da Meta sobre a ação nos trechos repercutidos. O espaço segue aberto para a posição da empresa, que poderá se manifestar no processo e publicamente. Enquanto isso, o MPT entra com ação contra a Meta marca a entrada definitiva do assédio eleitoral do pós segundo turno na pauta judicial brasileira.
O caso também deixa um recado para empregadores e trabalhadores. Para as empresas, incentivar ou praticar demissão por voto expõe o negócio a denúncias e a fiscalização da força-tarefa anunciada pelo ministro. Para os trabalhadores, o canal de denúncia do órgão é o caminho registrado pelas reportagens. E o fato de que o MPT entra com ação contra a Meta mostra que as plataformas entraram no centro dessa responsabilização.
Na prática, o pedido feito quando o MPT entra com ação contra a Meta testa a velocidade de resposta das plataformas diante de conteúdo que ameaça o emprego de quem votou: retirar as publicações em até 24 horas significa agir antes que as mensagens cumpram o efeito de intimidar trabalhadores em empresas de todo o país.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Sede da Meta, controladora de Instagram, Facebook e Threads, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons; imagem de meio com o logotipo da Meta Platforms, CC BY-SA 4.0.FONTE: GloboNews, publicação de 29 de outubro de 2026 sobre a ação do MPT contra a Meta, consultada em 29 de outubro de 2026.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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