O diretor David Ayer, de 58 anos, contou que sua fé cristã moldou os temas de fé, perdão e sacrifício do novo filme “Heart of the Beast”, estrelado por Brad Pitt e com estreia nos cinemas marcada para esta sexta-feira (25). Em entrevista ao Christian Post na quarta-feira (23), o cineasta, conhecido por “Fury” e “Esquadrão Suicida”, disse que se render a algo maior que si mesmo e ter fé permite suportar qualquer coisa.
RESUMO:
- O diretor David Ayer disse ao Christian Post que sua fé cristã moldou “Heart of the Beast”, estrelado por Brad Pitt, com estreia nos cinemas nesta sexta-feira (25)
- O filme conta a história de James Belmont (Pitt), ex-oficial das Forças Especiais dos EUA que sobrevive na selva com seu cão de combate aposentado, Odin
- Ayer afirmou: “Quando você se rende a algo fora de si mesmo, quando tem fé, você pode suportar qualquer coisa”
- O longa, classificado PG-13, também aborda culpa, traumas de guerra e o amor incondicional; J.K. Simmons está no elenco
- É a segunda parceria do diretor com Pitt, depois do drama de guerra “Fury” (2014)
“Quando você se rende a algo fora de si mesmo, quando tem fé, você pode suportar qualquer coisa”, disse Ayer ao Christian Post, em entrevista concedida em Franklin, no Tennessee. O cineasta, cujos trabalhos costumam lidar com violência, fragilidade e redenção, afirmou que a fé orientou sua abordagem da história de James Belmont, um ex-oficial das Forças Especiais do Exército americano interpretado por Brad Pitt, que carrega as feridas emocionais do serviço militar para a selva ao lado de Odin, seu cão de combate aposentado.
QUEM É DAVID AYER?
David Ayer, de 58 anos, é um dos diretores de ação mais conhecidos de Hollywood, responsável por filmes como “Fury” (2014), drama da Segunda Guerra Mundial estrelado pelo próprio Brad Pitt, e “Esquadrão Suicida” (2016). Agora, ele usa sua visibilidade para falar abertamente da fé cristã como bússola pessoal e criativa. “Sinto que falta sentido na sociedade neste momento”, disse. “E há muitas mensagens confusas, e muitas coisas que tradicionalmente ajudavam as pessoas a viver estão sendo desconstruídas.”
“Se você está orientado para Deus, vai sempre saber o caminho em qualquer situação”, continuou. “Dentro das Escrituras, é muito claro que você será perdoado quando cair, se pedir. Tudo o que você precisa fazer é pedir.” Para o diretor, essa convicção atravessa todo o filme, sobretudo na determinação de James em seguir em frente apesar do luto, do sofrimento físico e do peso de pessoas que ele não conseguiu salvar, mostrados em flashbacks.
SOBRE O QUE É “HEART OF THE BEAST”?
No longa, James e Odin (interpretado pelo cão Uber e seus quatro filhotes) ficam isolados na selva, onde a luta pela sobrevivência os obriga a depender um do outro enquanto enfrentam as sequelas do serviço militar. “Acho que é um estudo sobre o amor incondicional, o amor altruísta e o sacrifício altruísta”, disse Ayer. “Quando você ama alguém, o amor verdadeiro, vocês estão constantemente salvando um ao outro. Vocês estão constantemente resgatando um ao outro.”
O filme também examina o custo emocional do serviço militar, com James lidando com memórias de amigos que não conseguiu salvar e Odin sofrendo de estresse pós-traumático e pesadelos. O cenário de selva, filmado nas regiões de Otago e Fiordland, na Ilha Sul da Nova Zelândia, carrega ainda um significado espiritual para o diretor: despido dos confortos da vida comum, o personagem é forçado a contar não só com habilidades de sobrevivência, mas com “resistência espiritual”.
“Você vê isso repetidas vezes nas Escrituras, de como o mundo natural, estar sozinho nele e encarar nossa vida interior pode trazer um tipo de paz, um tipo de revelação de si mesmo”, afirmou. “Heart of the Beast”, classificado PG-13 por violência, perigo e linguagem imprópria, chega aos cinemas nesta sexta-feira (25) e conta ainda com J.K. Simmons e Anna Lambe no elenco.
O QUE O DIRETOR DISSE SOBRE FÉ E QUEDA?
Ayer apontou a imagem de James tropeçando e se levantando repetidas vezes, enquanto os elementos da natureza o desgastam, como ilustração da mensagem maior do filme. “É assim que temos de ser nas nossas vidas. Quando caímos, temos de nos levantar de novo, manter o coração orientado e seguir em direção à luz. Há algo nessa filosofia de, quando você está passando por isso, simplesmente continue atravessando. Não busque conforto material quando a verdadeira questão está na sua própria capacidade de enfrentar os desafios do momento.”
“Fique no momento, enfrente os desafios. Não fuja deles”, completou. Para o diretor, o filme reflete sua crença de que virtude, perseverança, fé e amor sacrificial podem orientar as pessoas para algo maior que elas mesmas. “Sou um grande defensor da virtude como modo de vida, um modo de ser que permite que algo maior que nós entre em nós e opere através de nós.”
CRÉDITOS DE IMAGENS E VÍDEO: Fotos: Reprodução/Redes Sociais. Capa: composição de imagem Hugo Gospel (a imagem pode conter tratamento por IA).
FONTES DA MATÉRIA: The Christian Post. Apuração do Portal Hugo Gospel.
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