RESUMO:
- A Câmara dos Deputados do Paraguai decidiu nesta quinta-feira, 5, no voto em que a Câmara do Paraguai rejeita impeachment de Pedro Alliana, o vice-presidente que está na linha de sucessão após a renúncia de Santiago Peña, segundo a Jovem Pan.
- A proposta recebeu 48 votos contrários e 30 favoráveis, sem alcançar a maioria constitucional de dois terços necessária para o prosseguimento da acusação, prevista no artigo 225 da Constituição paraguaia.
- A votação ocorreu em sessão extraordinária, convocada após a oficialização da renúncia de Peña, em meio à crise bancária provocada pelo colapso do Ueno Bank.
- No mesmo dia, a Câmara aprovou, com 78 votos, a abertura do processo de impeachment contra o próprio Peña, apesar da renúncia. É o duplo desfecho do dia em que a Câmara do Paraguai rejeita impeachment de Pedro Alliana.
O Paraguai viveu duas votações em um só dia, com resultados opostos. Horas depois da renúncia de Santiago Peña, a votação em que a Câmara do Paraguai rejeita impeachment de Pedro Alliana preservou o sucessor constitucional no cargo, enquanto o processo contra o presidente que saiu foi aprovado e segue para o Senado. É o retrato da quinta-feira em Assunção, no dia em que a Câmara do Paraguai rejeita impeachment de Pedro Alliana.
COMO FOI A VOTAÇÃO SOBRE O VICE-PRESIDENTE?
A Câmara dos Deputados do Paraguai rejeitou nesta quinta-feira, 5, o pedido de impeachment contra o vice-presidente Pedro Alliana, que está na linha de sucessão presidencial após a renúncia de Santiago Peña, segundo a Jovem Pan, em matéria do Estadão Conteúdo.
A proposta recebeu 48 votos contrários e 30 favoráveis. Como não alcançou a maioria constitucional de dois terços necessária para o prosseguimento, o presidente da Câmara, Raúl Latorre, determinou o arquivamento do pedido.
Segundo comunicado da Câmara, a votação ocorreu durante uma sessão extraordinária, convocada após a oficialização da renúncia do presidente, que alterou o cenário político e a discussão sobre a sucessão.
Durante o debate, os parlamentares contrários ao impeachment argumentaram que Alliana não possuía atribuições legais nem participação direta nas decisões que desencadearam a crise do sistema financeiro do país.
O portal acompanha a crise paraguaia desde o início, como na matéria sobre a renúncia de Santiago Peña à Presidência do Paraguai. Desta vez, o voto preservou o vice, na sessão em que a Câmara do Paraguai rejeita impeachment de Pedro Alliana.
O QUE OS DEFENSORES DA DESTITUIÇÃO ALEGARAM?
Os defensores da destituição, incluindo setores da oposição, acusaram o vice-presidente de suposta omissão e de proteção política diante da aplicação irregular de recursos públicos da previdência paraguaia.
A acusação tentava conectar Alliana ao escândalo do Ueno Bank, a instituição ligada a antigos sócios de Peña que entrou em colapso e provocou bloqueio de economias de milhões de clientes.
Os parlamentares favoráveis à queda do vice sustentavam que a crise não era apenas do presidente, mas do governo como um todo, e que a sucessão deveria ser depurada junto com a saída de Peña.
Do outro lado, prevaleceu o argumento da estabilidade: os contrários ao impeachment defenderam a necessidade de garantir previsibilidade democrática e preservar a normalidade constitucional diante da iminente vacância da Presidência.
Com o arquivamento, Alliana fica livre do processo e apto a assumir a chefia do Executivo pela regra constitucional de sucessão. É o efeito imediato do voto em que a Câmara do Paraguai rejeita impeachment de Pedro Alliana.
Alliana foi eleito vice na chapa de Peña e tomou posse com ele em agosto de 2023, depois de presidir a Câmara dos Deputados do país. A trajetória dentro da própria casa legislativa que agora o preservou ajuda a explicar o tamanho da maioria contrária ao impeachment.
A crise que derrubou Peña nasceu fora da política partidária: começou no sistema financeiro, com a intervenção no Ueno Bank, o bloqueio das economias de milhões de clientes e os protestos nas ruas de Assunção, e só depois virou uma crise de governo.

CÂMARA DO PARAGUAI REJEITA IMPEACHMENT DE PEDRO ALLIANA: E O PROCESSO CONTRA PEÑA?
A decisão sobre o vice ocorreu após Peña anunciar a saída da Presidência, pressionado pela perda de apoio do próprio partido, o Colorado, e pelas denúncias relacionadas ao Ueno Bank.
Pouco antes do fechamento da cobertura da fonte, a mesma Câmara aprovou, com 78 votos favoráveis, a abertura de um processo de impeachment contra Peña, apesar de ele já ter renunciado ao cargo.
A acusação contra o ex-presidente será encaminhada ao Senado paraguaio, responsável pelo julgamento político. Na prática, o processo continua mesmo sem o cargo, com efeitos sobre os direitos políticos do ex-mandatário.
O contraste do dia resume a estratégia da maioria: preservar a sucessão constitucional na figura do vice e concentrar a responsabilização política no presidente que renunciou.
O portal seguirá acompanhando a posse do novo governo e o julgamento no Senado. É a continuidade da crise aberta no dia em que a Câmara do Paraguai rejeita impeachment de Pedro Alliana e o processo contra Peña avançou, com a posse do novo presidente, a reação dos poupadores do Ueno Bank e os próximos votos do Congresso paraguaio nas próximas semanas.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Wikimedia Commons (Pedro Alliana, à esquerda, em encontro oficial, foto de arquivo) e Wikimedia Commons (Congresso Nacional do Paraguai, em Assunção, CC BY 2.0, foto de arquivo)FONTE: Jovem Pan News (Estadão Conteúdo), matéria original sobre a rejeição do impeachment de Pedro Alliana, consultada em 5 de novembro de 2026.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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