RESUMO:
- Seis jovens cristãos detidos no Egito desde 6 de outubro por reencenarem, em vídeo no TikTok, uma cena de comédia com áudio de orações do Alcorão, segundo a EWTN News.
- A ADF International pede a libertação imediata dos seis e o fim das investigações, afirmando que eles apenas compartilharam um vídeo bem-humorado já reproduzido por muitos usuários.
- O caso dos cristãos detidos no Egito é apresentado pela organização como parte de um padrão de discriminação e de uso de leis de blasfêmia contra a minoria cristã do país.
Os seis jovens cristãos detidos no Egito viraram o centro de um apelo internacional por liberdade religiosa. A ADF International, organização de defesa jurídica cristã, pediu às autoridades egípcias a libertação imediata do grupo e o arquivamento das investigações, segundo reportagem da EWTN News, com informações da ACI Africa.
O vídeo foi publicado em 4 de outubro e trazia o áudio de um filme de comédia egípcio popular, em uma cena que mostra prisioneiros sem familiaridade com as orações do Alcorão. Segundo a ADF, os seis jovens apenas reencenaram a cena, como muitos outros usuários da plataforma já fizeram.
POR QUE OS CRISTÃOS DETIDOS NO EGITO FORAM LEVADOS PELA POLÍCIA?
De acordo com a ADF International, a postagem atraiu comentários incitando violência contra os jovens e suas famílias, e moradores da aldeia onde vivem os denunciaram às autoridades. Em 6 de outubro, os cristãos detidos no Egito foram entregues à polícia para interrogatório, sob o entendimento de que seriam libertados quando as tensões na aldeia diminuíssem.
Isso não aconteceu: eles permaneciam detidos no relatório de 22 de outubro, sob acusações relacionadas a “explorar” e “insultar” a religião do islã. “We urge the authorities to release these six young men and drop any investigations against them immediately”, afirmou Kelsey Zorzi, consultora sênior e vice-presidente de advocacy internacional da ADF. Em tradução livre: “Pedimos às autoridades que libertem esses seis jovens e encerrem imediatamente qualquer investigação contra eles”.

O QUE DIZ A DEFESA DOS JOVENS?
Para a ADF, os cristãos detidos no Egito não cometeram crime algum. “These young men did nothing but share a lighthearted video with a voiceover from a popular and uncontroversial film, as many others on the platform have done. There is no reason to charge or imprison them”, disse Zorzi. Em tradução livre: “Esses jovens não fizeram nada além de compartilhar um vídeo bem-humorado com a narração de um filme popular e sem controvérsia, como muitos outros na plataforma fizeram. Não há razão para acusá-los ou prendê-los”.
Zorzi descreveu a detenção como parte de um padrão mais amplo de discriminação. “This is tragically common in Egypt, where Christians face threats, discrimination, and ultimately imprisonment for speech that is only seen as problematic because they are not part of the majority religion”, afirmou. Em tradução livre: “Isso é tragicamente comum no Egito, onde cristãos enfrentam ameaças, discriminação e, no fim, prisão por falas que só são vistas como problemáticas porque eles não fazem parte da religião majoritária”. O caso dos cristãos detidos no Egito se soma a outros episódios acompanhados pelo portal, como o do suspeito preso após incêndio em igreja no Egito.
QUAIS OUTROS CASOS A ORGANIZAÇÃO CITA NO PAÍS?
A ADF afirma que dezenas de membros de minorias religiosas foram processados e presos no último ano por publicações consideradas blasfemas, em meio a um endurecimento contra conteúdo online tido como ofensivo ao islã. Entre os casos citados está o do youtuber Augustinos Samaan, que, segundo a organização, foi condenado a 5 anos de trabalhos forçados por ensinar a fé cristã em seu canal. A situação dos cristãos detidos no Egito é comparada a esse histórico.
Outro caso lembrado é o de Abdulbaqi Saeed Abdo, pai de 5 filhos preso por blasfêmia após compartilhar suas crenças em um grupo cristão no Facebook. Segundo a ADF, ele foi libertado com o apoio da organização e se mudou com segurança para outro país. Histórias de perseguição parecidas foram contadas pelo portal no caso da mãe cristã presa na Nigéria que recebeu um prêmio internacional de liberdade religiosa.
A ADF estima que os cristãos formam de 10% a 15% da população egípcia e afirma que eles seguem enfrentando discriminação, violência e prisões, apesar das garantias constitucionais de liberdade religiosa. Para a organização, os cristãos detidos no Egito por um vídeo de comédia mostram como as leis de blasfêmia seguem sendo usadas contra a minoria cristã, e o apelo por libertação imediata continua aberto.
Os cristãos egípcios são, em sua maioria, coptas ortodoxos, herdeiros de uma das comunidades cristãs mais antigas do mundo, anterior à chegada do islã ao país. É essa comunidade que concentra os casos de discriminação relatados por organizações de direitos humanos e de liberdade religiosa, sobretudo em aldeias e cidades do interior, onde a convivência entre vizinhos de religiões diferentes depende de equilíbrios locais frágeis.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Capa: Catedral Copta Ortodoxa de São Marcos, em Abbassia, no Cairo, via Wikimedia Commons; imagem do meio: Tawadros II, papa da Igreja Ortodoxa Copta, via Wikimedia Commons (CC BY 2.0).FONTE: EWTN News (matéria de 25/10/2026, com ACI Africa e ADF International; o fato também foi noticiado pelo The Christian Post).NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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