RESUMO:
- Departamento de Justiça acusa 48 não cidadãos: o governo dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira a prisão e a acusação de 48 estrangeiros por voto ilegal, registro fraudulento e falsas declarações de cidadania.
- Os casos estão distribuídos por 5 estados: Califórnia, com 28 acusados, Flórida, Nevada, Nova York e Pensilvânia, a poucos dias das eleições de meio de mandato.
- As acusações incluem votar em eleições federais, declarar falsamente ser cidadão americano para votar e para se registrar como eleitor.
O governo de Donald Trump transformou o combate ao voto de estrangeiros em operação nacional a poucos dias das midterms. O Departamento de Justiça acusa 48 não cidadãos por crimes federais ligados a eleições, em anúncio feito na manhã desta segunda-feira, 26 de outubro de 2026, e registrado pelo Washington Examiner. Segundo o departamento, os acusados foram presos e respondem por votar ilegalmente e por fraudes no registro eleitoral.
Os casos se espalham por Califórnia, Flórida, Nevada, Nova York e Pensilvânia. Só a Califórnia concentra 28 dos 48 acusados. A operação em que o Departamento de Justiça acusa 48 não cidadãos é o capítulo mais amplo de uma ofensiva que já vinha produzindo prisões em outros estados nas últimas semanas.
QUAIS CRIMES O DEPARTAMENTO DE JUSTIÇA ACUSA 48 NÃO CIDADÃOS AOS ACUSADOS?
De acordo com o anúncio, as acusações incluem votação em eleições federais por quem não tem cidadania americana, falsas declarações de cidadania dos Estados Unidos com o objetivo de votar e falsas declarações para obter o registro de eleitor. Nos Estados Unidos, o voto em eleições federais é um direito exclusivo de cidadãos, e a declaração falsa de cidadania é crime federal.
O caso em que o Departamento de Justiça acusa 48 não cidadãos se conecta a outras frentes abertas pelo governo. O departamento já havia cobrado da Califórnia a revisão de listas de eleitores considerados prováveis não cidadãos que receberam cédulas pelo correio, e parlamentares republicanos apresentaram projeto para proibir expressamente o voto de não cidadãos. Cada acusação, agora, será testada nos tribunais federais dos cinco estados.

POR QUE O DEPARTAMENTO DE JUSTIÇA ACUSA 48 NÃO CIDADÃOS A POUCOS DIAS DAS MIDTERMS?
O momento do anúncio é parte da mensagem. As eleições de meio de mandato acontecem no início de novembro e vão renovar a Câmara e parte do Senado, em uma disputa em que a integridade do processo eleitoral é tema central da campanha republicana. Ao divulgar que o Departamento de Justiça acusa 48 não cidadãos, a administração Trump sustenta, com uma operação concreta, o discurso de que o voto ilegal é um problema real e combatido.
Críticos do governo, por outro lado, costumam apontar que casos comprovados de voto de estrangeiros são numericamente pequenos diante do total de eleitores. O debate, portanto, opõe duas leituras: para a Casa Branca, cada voto ilegal dilui o voto de um cidadão; para a oposição, operações amplas perto da eleição podem intimidar eleitores legítimos. O anúncio de que o Departamento de Justiça acusa 48 não cidadãos reacende essa disputa em plena reta final.
Vale registrar que acusação não é condenação. Os 48 acusados terão direito a defesa, e caberá aos tribunais decidir, caso a caso, se houve crime, erro administrativo ou falha dos registros estaduais. A distinção importa porque listas eleitorais americanas são mantidas pelos estados, com regras e prazos diferentes de atualização.
O QUE ACONTECE AGORA QUE O DEPARTAMENTO DE JUSTIÇA ACUSA 48 NÃO CIDADÃOS?
Os acusados devem passar pelas primeiras audiências nos distritos federais onde foram presos. Em paralelo, o Departamento de Justiça mantém a pressão sobre os estados para a limpeza das listas de eleitores antes da votação de novembro, e novas operações não estão descartadas pela administração.
Para a comunidade de imigrantes, o episódio em que o Departamento de Justiça acusa 48 não cidadãos reforça um alerta prático: residentes permanentes e outros estrangeiros não podem se registrar nem votar em eleições federais, e uma declaração falsa de cidadania pode gerar processo criminal e deportação. Organizações de direitos dos imigrantes recomendam que quem recebeu material eleitoral por engano procure orientação antes de qualquer providência.
O Hugo Gospel acompanha a tramitação dos casos e os desdobramentos políticos da operação. A lista em que o Departamento de Justiça acusa 48 não cidadãos deve voltar às manchetes quando as primeiras audiências forem marcadas, às vésperas das midterms.
A Califórnia, estado com mais acusados nesta operação, já estava no centro de outra disputa eleitoral com o governo federal. Nas últimas semanas, juízes questionaram o pedido do governo Trump para separar cédulas enviadas pelo correio no estado, no caso que o Hugo Gospel acompanhou na matéria sobre a disputa por cédulas na Califórnia. Somados, os dois episódios mostram que o estado mais populoso do país virou o principal campo de batalha jurídico das midterms, com o Departamento de Justiça atuando ao mesmo tempo sobre as listas de eleitores, as cédulas pelo correio e, agora, os registros de voto de estrangeiros, em uma sequência de ações que a oposição promete contestar nos tribunais até a véspera da votação de novembro.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Sede do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, em Washington, Reprodução | Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0); cédula e urna em Sonoma, Califórnia, Foto: Sarah Stierch | Wikimedia Commons (CC BY 4.0)FONTE: Washington Examiner, reportagem de Anna Giaritelli publicada em 26 de outubro de 2026, a partir do anúncio do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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