O deputado federal e pastor Marco Feliciano (PL) usou as redes sociais nesta segunda-feira (28) para fazer um apelo direto ao eleitorado cristão: pediu união entre católicos e evangélicos na reta final do primeiro turno das eleições, marcado para o dia 4 de outubro. Em seu quarto mandato na Câmara e candidato à reeleição, o parlamentar também rebateu os boatos que circulam na internet sobre supostas articulações para destituir Nossa Senhora Aparecida do título de padroeira do Brasil.
RESUMO:
- Marco Feliciano, deputado pelo PL em seu quarto mandato e candidato à reeleição, publicou nesta segunda-feira (28) um apelo pela união entre católicos e evangélicos.
- O pastor pediu que os cristãos mantenham o foco na reta final do primeiro turno, no dia 4 de outubro, e não caiam em provocações.
- Ele rebateu boatos sobre suposta articulação de setores evangélicos para tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.
- Citou o princípio bíblico do “reino dividido” (Evangelho de Marcos) e acusou militantes partidários de tentar enfraquecer o bloco conservador com notícias falsas.
A mensagem de Feliciano chega num momento de tensão no eleitorado cristão. Nas últimas semanas, as redes sociais foram inundadas por uma fake news afirmando que parlamentares evangélicos articulavam retirar da padroeira o título concedido por Pio XI em 1930. O boato ganhou força, a GloboNews chegou a se retratar, e o caso escalou para o Supremo e o TSE. Em meio à confusão, o pastor tentou colocar panos quentes e alertou para o que chamou de “estratégia de divisão”.
O que Feliciano disse sobre a união entre católicos e evangélicos?
Sem citar nomes, o deputado afirmou que divergências teológicas antigas não podem se transformar em briga política. “Não é hora de evangélico atacar católico, nem católico atacar evangélico […] Temos tradições diferentes, mas isso não significa que precisamos transformar as nossas diferenças em uma guerra entre nós”, declarou o pastor. Para ele, há militantes partidários tentando enfraquecer o bloco conservador por meio de provocações e notícias falsas na internet.
Para reforçar o argumento, Feliciano recorreu à Bíblia e ao princípio clássico de que um reino dividido enfraquece, citando o trecho do Evangelho de Marcos sobre reinos divididos. A mensagem é clara: católicos e evangélicos podem manter tradições diferentes, mas não devem se deixar usar como massa de manobra de estratégias políticas externas na semana decisiva da campanha.
Por que o discurso chama atenção vindo de Feliciano?
O tom conciliador contrasta com um episódio do passado do parlamentar. Em 2013, um vídeo que circulou na internet mostrou Feliciano em uma pregação antiga chamando a Igreja Católica de “religião morta e fajuta” e de “avivamento de Satanás”, com críticas duras ao culto às imagens. Na época, as declarações geraram forte repercussão e foram divulgadas por portais de notícias. Treze anos depois, o mesmo pastor se apresenta como defensor do diálogo entre as duas maiores forças cristãs do país.
Aliado histórico do clã Bolsonaro e uma das vozes mais conhecidas da bancada evangélica, Feliciano busca agora o quinto mandato na Câmara. A uma semana do primeiro turno, o apelo pela união soa também como um movimento estratégico: evitar que o eleitorado cristão, estimado em milhões de votos, chegue dividido às urnas no dia 4 de outubro.
CRÉDITOS DE IMAGENS E VÍDEO: Reprodução | Redes Sociais | Internet – As imagens podem conter tratamento ou composição por Inteligência Artificial. (Edição – Hugo Gospel).
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