RESUMO:
- A história da igreja destruída por míssil na Ucrânia busca resistir é a da Igreja de Boas Novas, de Kramatorsk, atingida por uma bomba guiada russa de 500 quilos no centro do santuário, na manhã de domingo, 18 de outubro.
- Ninguém se feriu: o pastor Viktor Pavenko havia decidido não reunir a congregação naquele domingo, por segurança, decisão que a família classifica como a mais acertada da guerra.
- Sem o templo, a congregação procura outro local para se reunir e segue distribuindo água, pão e ajuda a refugiados e soldados, segundo reportagem da Baptist Press publicada em 23 de outubro.
Eram cerca de 9 horas da manhã de um domingo, o horário em que o santuário costuma estar cheio, quando a bomba caiu. A igreja destruída por míssil na Ucrânia busca resistir neste relato é a Igreja de Boas Novas (The Good News Church), congregação evangélica de Kramatorsk, no leste da Ucrânia, destruída por um ataque russo em 18 de outubro.
O templo vazio foi a diferença entre uma tragédia e um milagre, na avaliação da família pastoral. O pastor Viktor Pavenko, que serve à cidade há mais de três décadas, havia chamado a responsabilidade de não reunir a congregação em grande número, por causa do risco de um ataque dirigido.
A Baptist Press, agência de notícias dos batistas do sul dos Estados Unidos, contou a história em reportagem publicada em 23 de outubro, com depoimentos do sobrinho do pastor, Mikhail Pavenko, e de um capelão voluntário americano que visitou a igreja semanas antes da destruição. É o retrato de como uma igreja destruída por míssil na Ucrânia busca resistir continua de pé sem paredes.
COMO A IGREJA DESTRUÍDA POR MÍSSIL NA UCRÂNIA BUSCA RESISTIR DEPOIS DO ATAQUE?
“Acho que a intenção era absolutamente matar os fiéis. Uma bomba guiada russa de 500 quilos atingiu basicamente o centro do santuário e destruiu a igreja”, disse Mikhail Pavenko à Baptist Press. Em tradução livre: para o sobrinho do pastor, o alvo era a congregação reunida, e o horário escolhido, o do culto de domingo, reforça essa leitura.
Não foi o primeiro ataque. Em junho, um bombardeio já havia destruído parte do telhado e do teto do templo, que resistiu e seguiu funcionando como centro humanitário durante toda a guerra em larga escala. Desta vez, a destruição foi total, e a congregação procura outro espaço para voltar a se reunir.
Mesmo assim, o trabalho não parou. “Obviamente a igreja está destruída, o prédio está destruído. E eles estão ajudando nas evacuações, com os refugiados, ajudando os soldados, ministrando de todas as formas que ainda podem”, relatou Mikhail. A frase resume o sentido de uma igreja destruída por míssil na Ucrânia busca resistir: o prédio caiu, a missão continuou.

POR QUE A IGREJA ERA UM REFÚGIO PARA TODA A CIDADE?
A Igreja de Boas Novas fica sobre um aquífero e instalou um sistema de filtragem que passou a fornecer água limpa à comunidade. Quando um ataque russo deixou Kramatorsk sem água por três dias, a igreja foi uma das poucas fontes de abastecimento da cidade, com filas de moradores enchendo recipientes na porta do templo.
Depois dos cultos, a congregação distribuía pães fresquinhos, doados por uma padaria local. O pastor Viktor dormiu por meses dentro do santuário, depois de evacuar a mulher e a filha, porque moradores batiam à porta da igreja a qualquer hora do dia e da noite em busca de ajuda.
Quem viu esse trabalho de perto foi Karl Ahlgren, cônsul honorário da Ucrânia em Oklahoma e capelão militar voluntário, que visitou a igreja no fim de agosto, sete semanas antes da destruição. “Eles cantam as mesmas músicas que cantamos na nossa igreja”, contou ele, ao lembrar o culto em que pregou com tradução simultânea. A cena ajuda a entender por que uma igreja destruída por míssil na Ucrânia busca resistir emociona cristãos de outros países.
O QUE A GUERRA FAZ COM AS IGREJAS EVANGÉLICAS NA UCRÂNIA?
Mikhail Pavenko, que imigrou para os Estados Unidos ainda criança, nos anos 1990, e atua como capelão voluntário na Ucrânia desde 2015, descreve o país como um dos mais livres do mundo para o Evangelho. Nas áreas ocupadas pela Rússia, afirma ele, as igrejas protestantes são fechadas e tratadas como agentes ocidentais.
Três tios de Mikhail pastoreiam igrejas perto da linha de frente, incluindo Viktor. A família já perdeu três primos em agressões russas anteriores, e mesmo assim sustenta que a resposta é permanecer. “Vimos a bondade de Deus, a graça de Deus e os milagres de Deus acontecerem nesta guerra”, disse o capelão.
Na reportagem, Mikhail agradece as orações e o apoio financeiro dos americanos e pede que qualquer negociação sobre a Ucrânia considere a liberdade religiosa. Enquanto isso, em Kramatorsk, a igreja destruída por míssil na Ucrânia busca resistir procura um novo endereço para o próximo culto, com a mesma disposição que a manteve aberta durante quase cinco anos de guerra.
A perseguição e o sofrimento de cristãos em zonas de guerra são temas acompanhados de perto pelo portal, como nos casos dos cristãos detidos no Egito e da trégua humanitária em Oleshky, também na Ucrânia. Em cada um desses cenários, a igreja local aparece como rede de proteção para quem ficou sem casa, sem água e sem rumo.
É por isso que a história de Kramatorsk ultrapassa a estatística da guerra. Quando uma igreja destruída por míssil na Ucrânia busca resistir distribuindo água e pão, o ataque atinge também a infraestrutura de cuidado de uma cidade inteira, e a reconstrução do templo vira, ao mesmo tempo, obra física e testemunho público de permanência.
Líderes evangélicos ucranianos pedem que igrejas de outros países mantenham a Ucrânia nas orações e nas campanhas de ajuda humanitária, especialmente com a aproximação de mais um inverno de guerra. Para a congregação de Boas Novas, cada culto em endereço provisório será uma declaração prática de que uma igreja destruída por míssil na Ucrânia busca resistir não depende de paredes para continuar existindo.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Igreja de Boas Novas de Kramatorsk após o ataque e interior do santuário destruído, fotos da CHVE, federação evangélica ucraniana, reprodução de Evangelical Focus.FONTE: Baptist Press, reportagem de Diana Chandler publicada em 23 de outubro de 2026.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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