RESUMO:
- Um projeto em tramitação no Congresso americano prevê 1 bilhão de dólares por ano para a proteção às casas de culto nos EUA, incluindo igrejas, sinagogas, mesquitas e templos.
- A proposta ampliaria o programa federal de subsídios de segurança para instituições sem fins lucrativos, hoje com 300 milhões de dólares e demanda muito maior do que a oferta.
- Um líder judaico relatou à CBN News o esforço para convencer o presidente da Câmara, Mike Johnson, a levar o texto à votação, usando argumentos da Torá e do Novo Testamento.
A proteção às casas de culto nos EUA virou tema de uma articulação direta com o comando da Câmara dos Estados Unidos. Um projeto bipartidário em tramitação no Congresso, o Jewish American Security Act, autorizaria 1 bilhão de dólares anuais, entre 2027 e 2031, para o programa federal que financia a segurança de instituições religiosas e de outras organizações sem fins lucrativos vulneráveis.
O valor atual do programa é de 300 milhões de dólares, e a demanda já supera em muito a oferta: segundo Dennis Bernard, dirigente da Federação Judaica da América do Norte, só 23 por cento dos pedidos apresentados conseguem financiamento. É nesse cenário de fila e de medo que a proteção às casas de culto nos EUA ganhou um defensor que levou o caso pessoalmente ao presidente da Câmara, Mike Johnson.
COMO FUNCIONARIA A PROTEÇÃO ÀS CASAS DE CULTO NOS EUA PREVISTA NO PROJETO?
O programa federal de subsídios de segurança ajuda instituições a comprar câmeras, portas reforçadas, sistemas de controle de acesso e outros equipamentos de proteção. O projeto ampliaria os recursos, daria mais flexibilidade para a contratação de equipes de segurança e simplificaria os pedidos e os reembolsos, pontos considerados críticos por igrejas e sinagogas de pequeno porte.
Apesar do nome, a proposta não trata só da comunidade judaica. “The most ill-named bill I know is the Jewish American Security Act. But it really isn’t. It’s faith-based because it applies to all faiths.” Em tradução livre: “É o projeto com o nome mais inadequado que conheço. Mas ele não é só judaico. Ele é baseado na fé porque se aplica a todas as fés.” Bernard resume: igrejas, mesquitas, templos e sinagogas, sem distinção. É essa abrangência que sustenta a campanha pela proteção às casas de culto nos EUA como política de Estado, e não de um grupo religioso.

O texto também reforça o combate ao antissemitismo em campi universitários e cobra mais transparência das grandes plataformas de redes sociais sobre conteúdo antissemita. Para os defensores, a proteção física e o ambiente digital fazem parte do mesmo problema. O debate sobre a proteção às casas de culto nos EUA se intensificou depois de ataques recentes contra instituições religiosas no país.
POR QUE O CASO DE MICHIGAN VIROU SÍMBOLO DO DEBATE?
Em 12 de março, um agressor fortemente armado dirigiu um caminhão contra o Temple Israel, em West Bloomfield Township, na região de Detroit, enquanto cerca de 140 crianças estavam no centro de educação infantil da sinagoga. A equipe de segurança confrontou o agressor e impediu um massacre. O FBI descreveu o ataque como terrorismo inspirado pelo Hezbollah contra a comunidade judaica.
O episódio é citado pelos defensores do projeto como prova de que a ameaça não é teórica. Bernard contou que, na reunião com Mike Johnson no início de outubro, levou citações da Torá e do Novo Testamento para sustentar que proteger comunidades de fé é uma responsabilidade americana fundamental. Segundo ele, Johnson respondeu lembrando a carta de George Washington, de 1790, à congregação hebraica de Newport, em que o primeiro presidente prometeu liberdade religiosa aos judeus americanos. O presidente da Câmara, segundo o relato, guarda uma cópia da carta no gabinete.
O portal Hugo Gospel acompanha a segurança de comunidades de fé, como no caso do suspeito preso após incêndio em igreja no Egito, e os debates de liberdade religiosa, como o do distrito escolar que retirou restrições a clubes cristãos.
O QUE FALTA PARA A PROTEÇÃO ÀS CASAS DE CULTO NOS EUA VIRAR LEI?
O projeto precisa ser pautado e aprovado na Câmara e no Senado antes de ir à sanção. A articulação de Bernard e de outras lideranças é para convencer Mike Johnson a marcar a votação. Até agora, não há data anunciada. O relato da reunião indica receptividade do presidente da Câmara, que é evangélico e costuma tratar a liberdade religiosa como prioridade, mas receptividade não é compromisso de pauta.
Enquanto o texto não avança, igrejas e sinagogas seguem disputando os 300 milhões atuais, com a maioria dos pedidos negados por falta de verba. O desfecho da articulação dirá se a proteção às casas de culto nos EUA terá, a partir de 2027, um orçamento à altura da demanda. Por enquanto, o que existe é um projeto, uma fila de instituições desprotegidas e uma campanha que mistura números e Escritura para mover o Congresso. É nesse ponto que a proteção às casas de culto nos EUA aguarda a decisão dos líderes da Câmara.
O tema também encontra eco fora dos Estados Unidos: ataques contra igrejas, sinagogas e mesquitas cresceram em vários países ocidentais nos últimos anos, e governos têm respondido com programas parecidos de financiamento de segurança. A diferença americana é a escala do valor em discussão. Um bilhão de dólares por ano colocaria o programa entre os maiores do mundo para proteção de instituições de fé, e é essa dimensão que a articulação de Bernard tenta transformar em argumento final junto à liderança da Câmara.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Sinagoga histórica de Lloyd Street, em Baltimore, nos Estados Unidos. Reprodução | Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0). Imagem interna: fachada de igreja nos Estados Unidos. Reprodução | Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).FONTE: Charisma News, a partir de All Israel News e CBN News (26/10/2026).NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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