RESUMO:
- Billy Graham nasceu em 7 de novembro de 1918, em Charlotte, na Carolina do Norte, e morreu em 21 de fevereiro de 2018, em Montreat, aos 99 anos.
- A conversão aconteceu em 1934, nas reuniões de avivamento do evangelista Mordecai Ham, e mudou o rumo do filho de fazendeiros.
- A cruzada de Los Angeles, em 1949, projetou o pregador nos Estados Unidos, e em 1950 ele fundou a associação evangelística que leva o seu nome.
- Segundo a própria associação, ele pregou presencialmente para quase 215 milhões de pessoas em mais de 185 países e territórios.
Billy Graham foi um evangelista americano, ministro batista ordenado, que atravessou o século 20 pregando em estádios lotados. A Encyclopaedia Britannica resume a trajetória dele como a de um pregador de grandes missões, conhecido também pela amizade com vários presidentes dos Estados Unidos.
QUEM FOI BILLY GRAHAM?
O nome completo de Billy Graham era William Franklin Graham Jr. Ele nasceu em 7 de novembro de 1918, em Charlotte, na Carolina do Norte, e cresceu na fazenda de produção de leite da família. O menino do campo se tornaria o rosto mais conhecido do evangelismo no século 20.
A morte de Billy Graham aconteceu em 21 de fevereiro de 2018, em sua casa em Montreat, também na Carolina do Norte. Ele tinha 99 anos e havia encerrado as cruzadas presenciais em 2005. A associação fundada por ele confirmou a morte e registrou a data como o fim de mais de seis décadas de ministério público.
A Britannica descreve Billy Graham como um evangelista americano cujas missões de pregação em grande escala, chamadas de cruzadas, o levaram à projeção internacional. A definição ajuda a entender o formato que ele popularizou: reuniões de vários dias, em estádios e ginásios, com música, testemunhos e um sermão direto, seguido de apelo ao público.
O estilo de pregação era simples e direto, sem rodeios teológicos para a plateia. Ele falava de pecado, arrependimento e salvação em linguagem comum, com gestos largos e voz firme. Biógrafos destacam que essa clareza, somada ao uso pioneiro do rádio, da televisão e do cinema, explica parte do alcance que o ministério atingiu.
O perfil de Personalidades do portal sobre Billy Graham reúne os dados centrais da biografia dele. Nesta matéria, o foco é responder à pergunta que os leitores fazem há décadas: quem foi esse pregador, como ele começou e por que o nome dele continua citado em igrejas, livros de história e debates sobre fé e política.
A comparação com avivamentos anteriores ajuda a situar Billy Graham na história da igreja. A matéria do portal sobre o avivamento da Rua Azusa mostra o ambiente pentecostal do início do século 20, poucos anos antes do nascimento dele. O evangelista herdou um país acostumado a grandes campanhas de avivamento e levou esse formato à era da televisão.
A formação teológica dele passou por instituições conservadoras e pela ordenação como ministro da Convenção Batista do Sul. Ao longo da vida, ele se apresentou como evangelista, e não como teólogo acadêmico. A força do ministério estava na comunicação com multidões, e não na produção de tratados ou na condução de uma denominação.
Mesmo assim, a influência de Billy Graham sobre a teologia prática das igrejas foi enorme. Ele ajudou a consolidar o evangelicalismo como movimento amplo, apoiou a criação da revista Christianity Today em 1956 e estimulou congressos mundiais de evangelização. Para muitos historiadores, ele é a figura central do cristianismo evangélico do pós-guerra.
O reconhecimento público veio também em forma de honrarias. Ele e a esposa, Ruth, receberam a Medalha de Ouro do Congresso dos Estados Unidos em 1996, e o evangelista recebeu ainda a Medalha Presidencial da Liberdade. Pesquisas do instituto Gallup o colocaram, por dezenas de vezes, entre os homens mais admirados do mundo.

COMO ACONTECERAM A CONVERSÃO E O INÍCIO DO MINISTÉRIO?
A conversão de Billy Graham aconteceu em 1934, em Charlotte, durante uma série de reuniões de avivamento conduzidas pelo evangelista Mordecai Ham. A Britannica registra que, naquele encontro, o adolescente fez a sua decisão por Cristo. Ele mesmo contaria esse episódio, ao longo da vida, como o ponto de virada da sua história.
Um funcionário da fazenda da família, Albert McMakin, foi quem insistiu para que o jovem fosse ouvir o pregador visitante. O rapaz, que pensava em beisebol e na vida comum de um filho de fazendeiros, saiu das reuniões decidido a seguir o caminho da fé. Pouco depois, passou a frequentar a igreja com regularidade e a considerar o ministério.
A formação de Billy Graham começou no Bob Jones College, onde ficou apenas um semestre. Ele se transferiu para o Florida Bible Institute, formou-se em 1940 e foi ordenado ministro pela Convenção Batista do Sul. Na sequência, estudou no Wheaton College, em Illinois, onde concluiu o curso em 1943 e aperfeiçoou o estilo de pregação.
Em Wheaton, Billy Graham conheceu Ruth Bell, filha de L. Nelson Bell, missionário e médico na China. Os dois se casaram em 1943, no mesmo ano da formatura. Ruth se tornaria a principal conselheira do marido, autora de livros e presença constante, ainda que discreta, nos bastidores das cruzadas e das decisões do ministério.
Nos anos 1940, ele trabalhou com a missão Juventude para Cristo, pregando para jovens em várias cidades, e pastoreou por pouco tempo uma igreja batista em Western Springs, em Illinois. A primeira cruzada urbana dele, como campanha própria, aconteceu em Grand Rapids, em Michigan, em setembro de 1947, segundo a linha do tempo da associação.
O salto nacional de Billy Graham veio em 1949, na cruzada de Los Angeles. Planejada para poucas semanas, a campanha em tendas se estendeu por oito semanas e reuniu cerca de 350 mil pessoas, segundo a associação. A cobertura dos jornais do magnata William Randolph Hearst levou o nome do pregador ao país inteiro.
No mesmo período, ele firmou compromissos de integridade com a equipe, no episódio conhecido como Manifesto de Modesto, de 1948. As regras tratavam de dinheiro, de conduta com mulheres e de honestidade na divulgação de números. O cuidado com a reputação, raro entre pregadores da época, ajudou a sustentar a credibilidade do ministério por décadas.
Em 1950, Billy Graham fundou a Associação Evangelística que leva o seu nome, com sede inicial em Minneapolis, em Minnesota. A organização passou a coordenar as cruzadas, o programa de rádio Hora da Decisão, filmes, publicações e, décadas depois, a presença na internet. Em 2003, a sede foi transferida para Charlotte, a cidade natal dele.
A estrutura profissional em torno do pregador era parte do método. Equipes locais preparavam cada campanha por meses, treinavam conselheiros e ligavam os novos convertidos a igrejas da cidade. A matéria do portal sobre quem foi John Wesley mostra um cuidado parecido com organização, dois séculos antes, no metodismo nascente.

COMO AS CRUZADAS LEVARAM A MENSAGEM AO MUNDO?
As cruzadas de Billy Graham somaram 417 campanhas evangelísticas entre 1947 e 2005, segundo a associação fundada por ele. A própria organização divulga que ele pregou presencialmente para quase 215 milhões de pessoas, em mais de 185 países e territórios, em seis continentes. São números da instituição, repetidos em seus materiais oficiais e na imprensa.
A cruzada de Nova York, em 1957, é o marco mais citado dessa fase. Realizada no Madison Square Garden, ela durou 16 semanas, um recorde de permanência para esse tipo de campanha. Em uma das noites, o pastor Martin Luther King Jr. participou da plataforma, a convite do evangelista, em gesto lembrado por historiadores do período.
Antes de Nova York, Billy Graham já havia lotado o estádio de Wembley, em Londres, na cruzada de 1954, a primeira grande campanha dele fora dos Estados Unidos. As imagens da época registram a multidão daquela temporada inglesa. O sucesso em Londres abriu caminho para campanhas na Europa, na Ásia, na África e na América Latina.
A maior plateia presencial da carreira, segundo os registros da associação, reuniu cerca de 1,1 milhão de pessoas em um único culto em Seul, na Coreia do Sul, em 1973. A campanha coreana somou milhões de participantes ao longo dos dias de programação e contou com interpretação simultânea do pastor Billy Kim, que se tornaria uma liderança no país.
A postura de Billy Graham diante da segregação racial também marcou as cruzadas. Em 1953, em Chattanooga, ele mandou retirar as cordas que separavam o público negro do público branco nas reuniões. A decisão, tomada anos antes das leis de direitos civis, foi registrada por biógrafos como um dos gestos públicos mais significativos do ministério dele.
O alcance se multiplicou pelos meios de comunicação. O programa de rádio Hora da Decisão estreou em 1950, as transmissões de televisão levaram as cruzadas a lares de todo o país e os filmes da produtora do ministério circularam em igrejas e cinemas. A associação estima que centenas de milhões de pessoas adicionais foram alcançadas por essas mídias.
Segundo as estatísticas oficiais das cruzadas, mais de 3,2 milhões de pessoas responderam ao apelo de Billy Graham entre 1947 e 2005, registrando uma decisão pública de fé. Os números são da própria associação e devem ser lidos como o balanço institucional do ministério. Ainda assim, eles dimensionam a escala de um trabalho que durou quase seis décadas.
A última cruzada presencial aconteceu em 2005, em Nova York, quando o evangelista tinha 86 anos e já convivia com problemas de saúde. Ele pregou por três dias no Flushing Meadows Corona Park. Depois disso, passou a viver recolhido em Montreat, recebendo visitas e gravando mensagens ocasionais, como a campanha Minha Esperança, de 2013.
O método de Billy Graham influenciou gerações de pregadores no Brasil e no mundo. Campanhas em estádios, apelos públicos, conselheiros treinados e ligação com igrejas locais viraram modelo replicado por ministérios de vários países. Ao mesmo tempo, críticos sempre questionaram a proximidade dele com o poder político, tema da próxima seção desta matéria.

QUAL É O LEGADO DE FAMÍLIA, PRESIDENTES E FÉ?
A família de Billy Graham foi construída com Ruth Bell, com quem ele se casou em 1943 e viveu por quase 64 anos, até a morte dela, em junho de 2007. O casal teve cinco filhos. Entre eles, Franklin Graham, nascido em 1952, que assumiu a presidência da associação fundada pelo pai e comanda também a organização humanitária Bolsa do Samaritano.
A relação de Billy Graham com presidentes dos Estados Unidos é um dos traços mais conhecidos da biografia dele. A Britannica afirma que ele manteve relações próximas com vários presidentes, de Dwight Eisenhower a George W. Bush. Ele orou com chefes de Estado, participou de cerimônias oficiais e foi ouvido como conselheiro espiritual em momentos de crise.
A amizade mais comentada foi com Richard Nixon, conhecido quando ele era vice-presidente de Eisenhower. Nixon chegou a participar de uma cruzada no Tennessee, em 1970, e a proximidade entre os dois gerou críticas na época do escândalo Watergate. O próprio evangelista reconheceu, mais tarde, que a política podia distrair um pregador da sua missão principal.
Com Harry Truman, o primeiro presidente do período, o encontro de 1950 terminou mal, e Truman não se impressionou com o jovem pregador, como registra a Britannica. A experiência ensinou a Billy Graham a tratar os encontros na Casa Branca com discrição. Nas décadas seguintes, presidentes de partidos diferentes o receberam, de Lyndon Johnson a Barack Obama.
Em casa, Ruth administrava a rotina da família em Montreat enquanto o marido viajava pelo mundo. Ela escreveu livros, criou os filhos perto da igreja e, segundo os relatos da família, era a primeira leitora e crítica dos sermões. O casal foi sepultado no terreno da Biblioteca que leva o nome do evangelista, em Charlotte.
O legado institucional de Billy Graham continua em atividade. A associação fundada em 1950 segue promovendo festivais evangelísticos com Franklin Graham e com o neto Will Graham, além de ações de resposta a desastres e de treinamento de capelães. A biblioteca e o centro de treinamento em Charlotte recebem visitantes interessados na história do ministério.
No campo das ideias, ele deixou dezenas de livros, entre eles a autobiografia Just As I Am, publicada em 1997, e o clássico Paz com Deus, de 1953. As obras venderam milhões de exemplares e foram traduzidas para vários idiomas. Os sermões gravados continuam circulando em rádio, televisão e plataformas digitais, mantendo a voz dele presente após a morte.
A avaliação histórica de Billy Graham combina admiração e debate. Admiradores o tratam como o maior evangelista do século 20, pela escala e pela longevidade do trabalho. Historiadores ponderam o papel dele na política americana e na formação do evangelicalismo moderno. Os dois olhares concordam em um ponto: poucos líderes religiosos alcançaram tanta gente, por tanto tempo.
Para as igrejas, a herança mais prática é o modelo de evangelismo público que ele consolidou. Cruzadas, festivais e campanhas de massa em dezenas de países seguem o roteiro que a equipe dele desenhou nos anos 1950. Entender essa trajetória ajuda a explicar por que o nome dele aparece, até hoje, sempre que o assunto é pregação para multidões.
PERGUNTAS FREQUENTES
Quem foi Billy Graham?
Billy Graham foi um evangelista americano, nascido em 1918 em Charlotte e morto em 2018, aos 99 anos. Ele pregou em cruzadas por quase seis décadas, fundou a associação que leva o seu nome em 1950 e se tornou o pregador mais conhecido do século 20.
Como Billy Graham se converteu?
Ele se converteu em 1934, ainda adolescente, durante reuniões de avivamento do evangelista Mordecai Ham, em Charlotte. A Britannica registra que, naquela ocasião, ele fez a sua decisão por Cristo, episódio que ele contaria pelo resto da vida como o início da sua vocação.
Para quantas pessoas Billy Graham pregou?
Segundo a associação fundada por ele, foram quase 215 milhões de pessoas em audiências presenciais, em mais de 185 países e territórios, ao longo de 417 campanhas entre 1947 e 2005. Outras centenas de milhões teriam sido alcançadas por rádio, televisão, cinema e internet.
Quem é o filho de Billy Graham?
O filho mais conhecido de Billy Graham é Franklin Graham, nascido em 1952, que preside a associação fundada pelo pai e a organização humanitária Bolsa do Samaritano. O casal teve cinco filhos no total, e um neto, Will Graham, também atua como evangelista na mesma organização.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Foto de capa de Warren K. Leffler, retrato de 1966, domínio público, via Wikimedia Commons. Foto do corpo 1 da cruzada de Londres de 1954, no estádio de Wembley, autor desconhecido, domínio público, via Wikimedia Commons. Foto do corpo 2 do acervo Nixon White House Photographs, cruzada em Knoxville, domínio público, via Wikimedia Commons. Foto do corpo 3 da Casa Branca, The White House, encontro com Barack Obama, domínio público, via Wikimedia Commons.FONTE: Associação Evangelística, linha do tempo do ministério e dados oficiais das cruzadas e Encyclopaedia Britannica, verbete biográfico do evangelista.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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