RESUMO:
- Leonardo Torres Gomes, conhecido como Léo Piloto, foi preso na Zona Oeste do Rio de Janeiro usando um uniforme falso da Polícia Civil para simular operações policiais.
- Com ele, a polícia apreendeu uma arma de uso restrito e um veículo adulterado; outros integrantes do grupo estão foragidos.
- Segundo a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), Léo Piloto atuava como olheiro da milícia e participava de crimes do grupo.
- De acordo com a reportagem da Band, Ele já havia sido preso em 2022 por envolvimento com milícia e posse de arma de uso restrito.
A farda era falsa, mas a intenção era real. A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu Leonardo Torres Gomes, o Léo Piloto, na Zona Oeste da capital fluminense, usando um uniforme falso da própria Polícia Civil. Segundo a reportagem do programa Bora Brasil, da Band, o grupo simulava operações policiais para disputar territórios com criminosos rivais.
COMO LÉO PILOTO FOI PRESO NA ZONA OESTE DO RIO?
Léo Piloto foi preso durante uma ação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas, a DRACO, na Zona Oeste do Rio. De acordo com a Band, ele vestia o uniforme falso no momento da prisão, peça central do esquema: disfarçados de policiais de verdade, os milicianos circulavam por áreas disputadas como se estivessem em operação oficial.
A prisão foi mostrada nesta segunda-feira (26) no Bora Brasil, com imagens da arma exibida pela polícia. Outros integrantes do grupo conseguiram fugir e seguem sendo procurados.
A Zona Oeste do Rio é hoje o principal palco da guerra entre milícias e o tráfico pelo controle de comunidades. Grupos paramilitares disputam taxas de segurança, transporte alternativo e serviços como internet, enquanto o Comando Vermelho tenta expandir a presença na região. Operações falsas, com uniformes e veículos adulterados, já foram registradas em outros episódios da disputa e servem para confundir moradores e retardar a reação de grupos rivais.
O QUE A POLÍCIA APREENDEU COM LÉO PILOTO?
Com o preso, os policiais apreenderam uma arma de uso restrito e um veículo adulterado. A arma de uso restrito, de circulação proibida para civis, e o carro com sinais de adulteração reforçam, para os investigadores, o perfil operacional do grupo: estrutura para se passar por polícia, se deslocar e agir em áreas de disputa territorial.

O uniforme falso usado por ele também foi apreendido e deve passar por perícia. Uniformes e distintivos falsos de forças de segurança são um recurso conhecido de milícias e facções para extorquir moradores e comerciantes e para atacar grupos rivais sem serem identificados de imediato.
QUAL ERA O PAPEL DE LÉO PILOTO NO GRUPO, SEGUNDO A DRACO?
Segundo um porta-voz da DRACO ouvido pela Band, Léo Piloto atuava como olheiro do grupo, função de observação e levantamento de informações, e participava de outros crimes da milícia. Ainda de acordo com a reportagem, dois comparsas dele, também disfarçados com uniformes falsos, participaram de uma tentativa de ataque ao Comando Vermelho na Zona Oeste, dentro da guerra por território entre milicianos e traficantes.
A reportagem lembrou ainda que Léo Piloto não é estreante no sistema: ele já havia sido preso em casa, em 2022, por envolvimento com milícia e posse de arma de uso restrito, e voltou às ruas até ser preso novamente, agora com a farda falsa.
A DRACO é a delegacia especializada da Polícia Civil fluminense no combate às organizações criminosas e concentra as investigações sobre as cúpulas das milícias. Segundo a reportagem, o trabalho que levou à prisão vinha monitorando a movimentação do grupo na Zona Oeste e deve continuar com a análise do material apreendido, incluindo o veículo adulterado e a arma de uso restrito.
QUEM SÃO OS FORAGIDOS APÓS A PRISÃO DE LÉO PILOTO?
A polícia procura outros integrantes do grupo de Léo Piloto. Na reportagem, foram citados como foragidos Moabe Ferreira Martins e Paulo Roberto de Carvalho Martins, conhecido pelos apelidos de PL e Jorjão. As buscas continuam na Zona Oeste, e a DRACO pede informações que levem aos procurados.
O caso se soma a outras operações acompanhadas pelo Hugo Gospel, como a investigação do suspeito de matar um estudante, investigado por um segundo ataque, e a apreensão de dinheiro escondido em um pufe na casa de uma delegada. A reportagem original da Band pode ser vista na íntegra no Instagram.
A defesa do preso não havia se manifestado até a publicação desta matéria. Moradores de áreas disputadas relatam que a presença de homens fardados nem sempre significa uma operação oficial, o que aumenta o medo de colaborar com investigações. É esse ambiente de confusão que esquemas como o do uniforme falso exploram, segundo os investigadores.
Casos de falsos policiais são tratados pelas autoridades como especialmente graves porque abalam a confiança da população nas instituições de segurança, justamente o capital que as operações verdadeiras precisam preservar em áreas já marcadas pela violência.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Quadros do programa Bora Brasil, da Band, sobre a prisão do miliciano na Zona Oeste do Rio de Janeiro.FONTE: Matéria produzida a partir da reportagem da Band Jornalismo (@bandjornalismo) no Instagram, nesta segunda-feira (26), com informações atribuídas à DRACO.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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