RESUMO:
- Duas ações judiciais afirmam que uma igreja e escola na Flórida são processadas por não proteger crianças de um ex pastor de jovens e professor condenado por crimes federais de exploração infantil.
- Segundo o The Christian Post e o Gospel Mais, os processos foram apresentados na quarta feira pelo escritório Herman Law Firm, que representa vítimas de abuso sexual.
- As ações, em nome de Richard Tucker Tripp e de Camron Armstrong, citam a Edgewater Alliance Church, a denominação Christian and Missionary Alliance e a Warner Christian Academy.
- O ex pastor Matthew Clark Graziotti cumpre pena de 210 anos de prisão no caso federal.
O caso em que uma igreja e escola na Flórida são processadas foi revelado nesta segunda feira, 26 de outubro de 2026, pelo The Christian Post, com repercussão do Gospel Mais. Duas ações judiciais acusam uma igreja e uma escola cristã de não proteger crianças de Matthew Clark Graziotti. Ele é um ex pastor de jovens e professor que cumpre pena de 210 anos por crimes federais de exploração sexual infantil.
De acordo com as reportagens, os processos foram apresentados na quarta feira pelo escritório Herman Law Firm. Uma ação, em nome de Richard Tucker Tripp, cita a denominação Christian and Missionary Alliance e a Edgewater Alliance Church. A outra, em nome de Camron Armstrong, cita a Warner Christian Academy, um ministério da White Chapel Church of God. É nesse contexto que a igreja e escola na Flórida são processadas por suposta omissão diante de alertas antigos.
POR QUE A IGREJA E ESCOLA NA FLÓRIDA SÃO PROCESSADAS?
Segundo o Christian Post, o processo de Tripp afirma que líderes da Edgewater Alliance Church permitiram que Graziotti trabalhasse com jovens mesmo após receberem alertas sobre o comportamento dele com crianças. Em 2004, a polícia de Edgewater investigou Graziotti por suspeita de abuso sexual de meninos. Depois da investigação, a Friendship Community Church o demitiu do ministério da juventude, embora nenhuma acusação criminal tenha sido apresentada na época.
Ainda segundo a ação, quando Graziotti procurou trabalho como pastor de jovens na Edgewater, a irmã dele, casada com um pastor da Friendship Community Church, procurou os líderes da nova igreja para compartilhar preocupações sobre o comportamento dele com meninos. Mesmo assim, afirma o processo, ele foi encarregado da supervisão, do cuidado e da orientação religiosa de crianças da igreja. A ação também acusa a igreja de organizar viagens missionárias nas quais ele acompanhava menores.

O QUE DIZEM AS VÍTIMAS NOS PROCESSOS?
Tripp decidiu não processar de forma anônima e falou em coletiva de imprensa em Orlando, na quarta feira. Segundo o Christian Post, ele declarou: “I chose not to file this lawsuit as a John Doe, and to speak today because I refused to carry the shame for what happened to me as a child any further.” Em tradução livre: Eu escolhi não entrar com este processo como anônimo e falar hoje porque me recusei a carregar por mais tempo a vergonha pelo que aconteceu comigo quando eu era criança.
De acordo com o processo, Tripp começou a frequentar a igreja aos 9 anos. A ação descreve uma aproximação progressiva do então pastor de jovens a partir de 2006 e relata um episódio grave em maio de 2008, quando Tripp tinha 12 anos. Por se tratar de alegações em processo judicial em andamento, os detalhes seguem sob apuração da Justiça americana. O Gospel Mais registrou a mesma linha dos processos ao noticiar que a igreja e escola na Flórida são processadas por permitir o trabalho com crianças.
No caso da escola, o processo de Armstrong afirma que a Warner Christian Academy não investigou adequadamente o histórico de Graziotti antes de contratá lo, por volta de 2005, como professor e dirigente de um acampamento de verão. Segundo a ação, uma checagem teria revelado as preocupações sobre o comportamento dele e a investigação policial de 2004. Armstrong foi uma das vítimas do caso federal de 2014 contra Graziotti.
O QUE RESPONDERAM AS INSTITUIÇÕES CITADAS?
Segundo o Christian Post, o advogado Alexander Lian, que representa a Edgewater Alliance Church, afirmou que as alegações devem ser tratadas no tribunal, e não na mídia. Em nota em nome da igreja, ele declarou que a congregação faz parte da comunidade há mais de 50 anos e que nada é mais vital para a instituição do que a segurança das crianças sob seus cuidados.
Na mesma nota, a igreja afirmou que leva a sério as alegações de abuso e que cooperou e continuará cooperando com as autoridades. Como o caso está em litígio, a instituição informou que não comentaria além disso por ora. O portal já cobriu outros debates sobre proteção dentro de ambientes cristãos, como a decisão de um distrito escolar de Illinois que retirou restrições a clubes cristãos após disputa judicial.
Os processos pedem responsabilização das instituições por supostamente darem a Graziotti acesso a crianças mesmo diante de sinais de alerta. Caberá à Justiça da Flórida examinar documentos, ouvir as partes e decidir sobre cada alegação. Até lá, o caso em que uma igreja e escola na Flórida são processadas segue em tramitação, sem julgamento de mérito.
Para as vítimas que decidiram falar publicamente, o processo é também uma tentativa de evitar novos casos. E o episódio em que uma igreja e escola na Flórida são processadas reacende, nos Estados Unidos, o debate sobre checagem de antecedentes e protocolos de proteção de crianças em igrejas e escolas cristãs.
Especialistas em proteção infantil costumam apontar a checagem de antecedentes e a comunicação entre instituições como medidas básicas de prevenção. Segundo as ações, foi justamente essa comunicação que falhou: a igreja que demitiu o funcionário sabia das suspeitas, e a informação teria chegado à congregação seguinte sem impedir a contratação. É essa cadeia de decisões que estará no centro do julgamento em que a igreja e escola na Flórida são processadas.
Os processos também devem discutir como igrejas e escolas registram e compartilham alertas internos sobre funcionários que trabalham com menores. Para as famílias envolvidas, a resposta da Justiça pode definir novos parâmetros de cuidado em instituições religiosas e de ensino. Até a decisão, o caso em que uma igreja e escola na Flórida são processadas seguirá sendo acompanhado pela imprensa americana.
Enquanto o litígio avança, as duas vítimas que processam as instituições afirmam que falar publicamente é parte do processo de reconstrução. Para Tripp, a decisão de não usar um nome fictício no processo busca tirar das vítimas um peso que, segundo ele, pertence a quem cometeu e a quem permitiu o abuso. É com esse pano de fundo humano que o caso em que uma igreja e escola na Flórida são processadas seguirá em julgamento.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Reprodução | Wikimedia Commons (CC0 e CC BY-SA 4.0, licenças livres)FONTE: The Christian Post e Gospel Mais, matérias originais sobre o fato, consultadas em 27 de outubro de 2026.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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