RESUMO:
- O presidente do PT diz que vai às ruas caso a vitória do presidente Lula no segundo turno não seja reconhecida, afirmou Edinho Silva nesta segunda-feira, 26 de outubro.
- O dirigente classificou como inaceitável a recusa de Flávio Bolsonaro em reconhecer o resultado e convocou a executiva nacional do partido para quinta-feira.
- No mesmo dia, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, divulgou nota reconhecendo a dimensão do resultado presidencial, mas manteve questionamentos sobre o pleito.
O presidente do PT diz que vai às ruas. A declaração foi dada nesta segunda-feira, 26 de outubro, pelo presidente nacional do partido, Edinho Silva, em entrevista à CNN Brasil, um dia depois de o Tribunal Superior Eleitoral confirmar a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o senador Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições de 2026.
Edinho classificou como inaceitável a postura do candidato derrotado, que afirmou no domingo ser impossível reconhecer o resultado e anunciou que pedirá a anulação do pleito. Para o dirigente petista, a recusa coloca em risco a própria democracia brasileira. É nesse cenário de contestação aberta que o presidente do PT diz que vai às ruas, elevando a temperatura do pós-eleição logo no primeiro dia útil após a votação.
POR QUE O PRESIDENTE DO PT DIZ QUE VAI ÀS RUAS APÓS A ELEIÇÃO?
Na entrevista, Edinho anunciou a convocação da executiva nacional do partido para uma reunião na quinta-feira, dedicada a avaliar o cenário e montar um plano de mobilização. “Estamos convocando a executiva nacional do PT para quinta-feira a gente se reunir, avaliar esse cenário, porque se não for reconhecida a eleição do presidente Lula, se não for reconhecida a democracia brasileira, nós também vamos mobilizar e pôr gente nas ruas, nós vamos criar um plano de mobilização nessa reunião de quinta-feira para que a gente mobilize o Brasil”, afirmou o dirigente.
A fala deixa claro que a mobilização é apresentada como resposta condicional: ela aconteceria se a vitória de Lula não for reconhecida. Ainda assim, o simples anúncio de um plano nacional de mobilização, feito pelo presidente do partido do governo, marca uma mudança de postura do PT, que passou o domingo e a segunda-feira celebrando o resultado. O fato de que o presidente do PT diz que vai às ruas em rede nacional indica que a sigla não pretende deixar a contestação da oposição sem resposta nas ruas.

Edinho também acusou Flávio Bolsonaro de agir respaldado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo ele, houve tentativa de intervenção estrangeira no processo eleitoral brasileiro por meio das grandes empresas de tecnologia, tema que o partido denunciou durante a campanha. O dirigente afirmou que a ONU e a própria Meta reconheceram erros no impulsionamento de publicidade, e questionou o que chamou de ingerência internacional agora também sobre o resultado das eleições no Brasil.
O QUE EDINHO SILVA DISSE SOBRE FLÁVIO BOLSONARO E DONALD TRUMP?
Para o presidente do PT, a conduta do candidato do PL é uma inconsequência e uma irresponsabilidade. Flávio afirmou no domingo, 25, que é impossível reconhecer o resultado das eleições em que foi derrotado por Lula, e disse que os juristas da campanha pedirão a anulação do pleito. O senador criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, que prorrogou o horário de votação em Salvador, e afirmou que a regra do jogo foi mudada em cima do jogo.
A acusação ajuda a entender o peso do anúncio de que o presidente do PT diz que vai às ruas. A alegação de interferência externa se soma a outros episódios do pós-eleição acompanhados pelo portal, como a mudança de estratégia em que Flávio Bolsonaro passou a mirar a cassação da chapa de Lula e a avaliação do deputado Nikolas Ferreira, para quem a chance de anular a eleição é nula. Também foi registrada a decisão inicial em que Flávio contrariou aliados ao não reconhecer a derrota.
Do lado petista, a estratégia anunciada combina a reunião da executiva nacional na quinta-feira com a disposição de responder à contestação no mesmo terreno da mobilização popular. Quando o presidente do PT diz que vai às ruas, o recado é dirigido tanto à oposição quanto às instituições: o partido quer demonstrar força social em defesa da posse de Lula, marcada para 1 de janeiro, e pressionar para que o resultado seja tratado como definitivo por todos os atores políticos.
COMO O PL E FLÁVIO BOLSONARO REAGIRAM AO RESULTADO DO SEGUNDO TURNO?
Também nesta segunda-feira, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, divulgou nota reconhecendo a dimensão do resultado presidencial que deu a vitória a Lula. No texto, porém, Valdemar afirmou que os questionamentos de Flávio sobre a lisura do segundo turno devem continuar sendo acompanhados, com responsabilidade e respeito às instituições. A nota ainda levanta dúvidas sobre a ampliação de gastos públicos às vésperas da votação.
Valdemar destacou ainda o desempenho do PL nas eleições para o Congresso Nacional, descrito como uma demonstração de força do partido e da confiança de milhões de brasileiros. A diferença de tom entre a nota do PL e a fala de Flávio expõe a divisão interna do campo derrotado: enquanto a direção partidária reconhece o resultado e promete oposição institucional, o candidato mantém a linha da contestação judicial. É contra esse pano de fundo que o presidente do PT diz que vai às ruas e convoca a executiva para desenhar a resposta.
Os próximos dias devem definir se a disputa pós-eleitoral ficará restrita aos tribunais e ao Congresso ou se ganhará as ruas dos dois lados. A reunião petista de quinta-feira é o primeiro marco desse calendário. Até lá, o registro é o de um pós-eleição ainda aberto: presidente do PT diz que vai às ruas se a vitória não for reconhecida, o PL reconhece o resultado com ressalvas e Flávio Bolsonaro aposta na anulação do pleito na Justiça.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: O presidente Lula ao lado de Edinho Silva, presidente nacional do PT, no centro da foto, durante ato do partido. Foto: Ricardo Stuckert, via O Antagonista. Imagem interna: Edinho Silva em registro de arquivo. Reprodução | Wikimedia Commons (CC BY 2.0).FONTE: O Antagonista (26/10/2026).NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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