RESUMO:
- O cantor canadense Neil Young processa Trump por uso de música em uma ação de 10 milhões de dólares pelo uso de Rockin’ in the Free World em comícios das eleições de meio de mandato.
- Segundo a ação, o comitê Trump 47 voltou a tocar a música mesmo depois do acordo de 2020, em que a campanha prometeu nunca mais usá-la sem licença.
- O processo pede ainda uma liminar para impedir novas execuções públicas da canção de 1989 em atos políticos do presidente americano.
O cantor e compositor Neil Young voltou à Justiça dos Estados Unidos contra o presidente Donald Trump. Desta vez, Neil Young processa Trump por uso de música em uma ação apresentada nesta segunda-feira, 26 de outubro, contra o comitê político Trump 47 Committee Inc., por violação de direitos autorais. O pedido é de 10 milhões de dólares de indenização pelo uso continuado de Rockin’ in the Free World como música de entrada do presidente em comícios da campanha das eleições de meio de mandato.
A reportagem da revista Variety, que leu a íntegra da petição, afirma que o caso foi registrado na corte federal do distrito leste da Virgínia. Não é a primeira vez que Neil Young processa Trump por uso de música por causa da mesma canção: em 2020, o músico processou a campanha de reeleição do republicano, e o caso terminou em acordo. Segundo a nova ação, o acordo foi descumprido, porque a música voltou a tocar em atos públicos neste ano.
POR QUE NEIL YOUNG PROCESSA TRUMP POR USO DE MÚSICA PELA SEGUNDA VEZ?
A petição cita, de forma específica, o comício realizado por Trump em Youngstown, no estado de Ohio, no dia 12 de outubro, quando a gravação voltou a ser executada para receber o presidente. O documento afirma ainda que a canção foi tocada diversas outras vezes em comícios voltados a mobilizar eleitores republicanos para as eleições de meio de mandato, marcadas para novembro nos Estados Unidos.
Segundo os advogados de Young, Trump sabia que precisaria de uma licença para executar a música nos comícios e sabia também que o cantor não concedeu, e não concederia, essa autorização. Por isso, além dos 10 milhões de dólares, o processo pede uma liminar que impeça novas execuções públicas da obra com fins políticos. É com esse argumento central que Neil Young processa Trump por uso de música e tenta transformar o descumprimento do acordo anterior no coração do novo litígio.

No processo de 2020, a estrutura processada era outra empresa da órbita do presidente, a Donald J. Trump for President Inc., e a disputa envolvia também outra música de Young. De acordo com a nova petição, aquela empresa não apresentou defesa e fechou acordo pouco depois de ser citada, prometendo nunca mais usar Rockin’ in the Free World sem licença e sem a permissão do autor. Os valores e as demais condições daquele acerto não foram detalhados no novo processo.
O QUE DIZ A AÇÃO SOBRE A CANÇÃO DE 1989?
A petição descreve Rockin’ in the Free World, lançada em 1989, como um hino ácido que contrapõe as promessas vazias da retórica política americana à realidade dura de pobres, pessoas em situação de rua e esquecidos. O texto cita imagens da letra, como a mãe que descarta o bebê e os dependentes perdidos no desespero, e sustenta que o refrão repetido carrega uma ironia cortante sobre uma liberdade que não é partilhada por todos.
A ação resume a tese em uma frase, em inglês: “In short, the song is the opposite of everything that Donald J. Trump stands for.” Em tradução livre: “Em resumo, a música é o oposto de tudo aquilo que Donald J. Trump representa.” O contraste, para os advogados, agrava o dano.
O processo afirma ainda que Young sofreu dano à reputação e à marca pela implicação de que apoiaria Trump de alguma forma. A leitura ajuda a entender por que Neil Young processa Trump por uso de música com tanta ênfase na dimensão simbólica do caso: o cantor construiu, ao longo de décadas, uma imagem pública de oposição aberta ao republicano, e trata a associação não autorizada como um prejuízo que vai além do valor da licença.
O QUE PODE ACONTECER COM O CASO NOS PRÓXIMOS MESES?
Neil Young está entre os músicos mais vocais na oposição a Trump. O site oficial do artista mantém na página inicial uma sequência de artigos críticos ao governo, incluindo um editorial publicado em 1º de outubro que começa assim, em inglês: “Trump by any standards has been the most corrupt president in the history of the United States.” Em tradução livre: “Trump, por qualquer critério, foi o presidente mais corrupto da história dos Estados Unidos.”
O portal Hugo Gospel acompanha a relação entre o governo americano e o Brasil neste pós eleição, como na reportagem em que Trump disse que a vitória de Lula pareceu fraudada e afirmou que gosta de Lula, e no caso do processo do rapper 50 Cent na Flórida.
A Variety observa que, neste ano, a Casa Branca usou músicas de artistas pop em vídeos oficiais e ironizou os músicos que reclamaram. Certo, por enquanto, é o movimento formal: Neil Young processa Trump por uso de música na Justiça federal, e o comitê do presidente terá prazo para responder à petição e ao pedido de liminar.
Se a corte conceder a liminar, a música sairá dos comícios antes do julgamento do mérito. E o fato registrado nesta segunda-feira permanece: Neil Young processa Trump por uso de música, pede 10 milhões de dólares e quer a canção de 1989 fora dos palcos do presidente.
Até a noite desta segunda-feira, o comitê de Trump não havia comentado publicamente a nova ação. O fato formal, portanto, segue sendo um só: Neil Young processa Trump por uso de música e aguarda a resposta da defesa do presidente.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Neil Young em show em 2009, com violão e gaita. Reprodução | Wikimedia Commons (CC BY 2.0). Imagem interna: retrato oficial do presidente Donald Trump. Foto oficial (domínio público), via Wikimedia Commons.FONTE: Variety (26/10/2026, reportagem de Chris Willman sobre a ação protocolada na corte federal da Virgínia).NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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