RESUMO:
- Fachin arquiva inquérito contra Eduardo Bolsonaro no STF nesta terça feira, 27, ao concluir que a investigação cumpriu a sua finalidade.
- O inquérito apurava a atuação do ex-deputado nos Estados Unidos e resultou em denúncia da PGR e em uma ação penal na Corte.
- Eduardo foi condenado pela 1ª Turma do STF em 16 de junho de 2026, no processo gerado pela investigação, e teve os embargos da defesa rejeitados.
- O arquivamento não alcança o jornalista Paulo Figueiredo, cuja apuração tramita em inquérito separado desde setembro de 2025.
A decisão em que Fachin arquiva inquérito contra Eduardo Bolsonaro foi tomada nesta terça feira, 27, pelo presidente do Supremo Tribunal Federal. Segundo a Revista Oeste, Fachin considerou exaurida a finalidade da investigação, uma vez que as apurações resultaram no oferecimento de denúncia pela Procuradoria-Geral da República e na abertura de uma ação penal.
O inquérito investigou Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo por suposta prática do crime de coação no curso do processo, previsto no artigo 344 do Código Penal, em razão da atuação dos dois nos Estados Unidos. Com o desmembramento do caso, o Inquérito 4.995 passou a tratar apenas do ex-deputado.
POR QUE FACHIN ARQUIVA INQUÉRITO CONTRA EDUARDO BOLSONARO?
A resposta está na própria lógica do procedimento. Inquérito serve para investigar e, quando a investigação gera denúncia e processo, ele perde a razão de existir. Foi esse o fundamento registrado por Fachin: diante do exaurimento da finalidade da investigação, em razão da deflagração da Ação Penal 2.782, ele determinou o arquivamento.
Na decisão, o presidente do STF recordou o caminho do caso. A 1ª Turma recebeu a denúncia contra Eduardo em sessão virtual realizada entre 14 e 25 de novembro de 2025. Depois, em 16 de junho de 2026, o colegiado condenou o ex-deputado, e os ministros rejeitaram os embargos de declaração apresentados pela defesa.

O ARQUIVAMENTO ENCERRA O CASO CONTRA EDUARDO BOLSONARO?
Não. O arquivamento do inquérito não é absolvição nem extinção da punibilidade: é o encerramento da fase de investigação de um caso que já virou processo. A situação jurídica de Eduardo continua definida pela ação penal em que ele foi condenado pela 1ª Turma, e não pelo inquérito agora arquivado.
Essa distinção é o ponto que costuma gerar confusão nas manchetes sobre arquivamento. Quando Fachin arquiva inquérito contra Eduardo Bolsonaro, o que termina é o procedimento investigatório número 4.995, porque tudo o que ele precisava produzir já foi produzido e incorporado ao processo principal.
Fachin também determinou que o Ministério da Justiça e Segurança Pública seja comunicado sobre o arquivamento, um trâmite formal previsto para esse tipo de decisão envolvendo autoridade com prerrogativas e registros em órgãos do Executivo.
O QUE ACONTECE COM A INVESTIGAÇÃO DE PAULO FIGUEIREDO?
O arquivamento não alcança Paulo Figueiredo. Conforme a decisão, em 27 de setembro de 2025 o STF determinou o desmembramento da investigação diante das tentativas frustradas de notificação do jornalista, que vive nos Estados Unidos.
Desde então, o procedimento referente a Figueiredo tramita no Inquérito 5.017, separado do caso de Eduardo. Ou seja, a decisão desta terça reorganiza os papéis do processo, mas não encerra a frente que apura a conduta do jornalista.
O desfecho ocorre na mesma semana em que a família Bolsonaro voltou ao centro das decisões da Corte: na segunda feira, o ministro Alexandre de Moraes ordenou a apreensão dos passaportes de Flávio Bolsonaro, irmão de Eduardo, e nesta terça aliados confirmaram a saída de Flávio do Brasil. Eduardo, por sua vez, segue nos Estados Unidos, onde vive desde 2025 e de onde tem feito as suas manifestações públicas, como quando acusou, sem evidências, que a eleição foi fraudada.
No fim, a decisão em que Fachin arquiva inquérito contra Eduardo Bolsonaro é um ato de organização processual com peso simbólico: o STF declara encerrada a investigação que ele mesmo transformou em condenação, enquanto o processo principal e o inquérito de Figueiredo seguem os seus caminhos separados.
Para quem acompanha o caso, o essencial é não ler o arquivamento como vitória ou derrota de nenhuma das partes. A leitura correta da decisão em que Fachin arquiva inquérito contra Eduardo Bolsonaro é técnica: a investigação acabou porque cumpriu o papel dela, e o destino de Eduardo Bolsonaro continua sendo decidido na ação penal, onde já existe uma condenação da 1ª Turma.
Vale registrar o papel institucional de quem decidiu. Como presidente do STF, cabe a Fachin conduzir procedimentos que envolvem a organização interna dos inquéritos da Corte, e decisões de arquivamento por exaurimento são parte rotineira dessa engrenagem quando a investigação já rendeu um processo. A decisão em que Fachin arquiva inquérito contra Eduardo Bolsonaro segue exatamente esse roteiro: nada nela reexamina provas, reavalia a condenação ou antecipa qualquer juízo sobre recursos.
Politicamente, o arquivamento chega em um momento delicado para a família, com Eduardo fora do país, Flávio no centro de uma ordem de apreensão de passaportes e a oposição redesenhando a estratégia depois da derrota no segundo turno. Ainda assim, a leitura correta da medida em que Fachin arquiva inquérito contra Eduardo Bolsonaro é estritamente processual: um inquérito a menos na pauta da Corte, e a mesma ação penal de antes seguindo o seu curso.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Reprodução | Wikimedia Commons (foto oficial em domínio público e fachada do STF, CC BY 2.0, licenças livres)FONTE: Revista Oeste, matéria original sobre a decisão do STF, consultada em 27 de outubro de 2026.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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