RESUMO:
- Bispos católicos dos Estados Unidos, bispos pedem desculpas por vídeo da Casa Branca depois que imagens de uma oração pelo presidente Donald Trump no Salão Oval circularam nas redes sociais.
- O arcebispo de Milwaukee, Jeffrey Grob, pediu desculpas no domingo, 25, e afirmou que a divulgação aconteceu sem o consentimento dos participantes da reunião.
- O bispo William Joensen, de Des Moines, disse que o encontro foi explorado para fins partidários e afirmou que nenhum bispo pretendia endossar candidato ou partido.
Bispos católicos americanos, bispos pedem desculpas por vídeo da Casa Branca. As manifestações foram publicadas entre sábado, 24, e esta segunda-feira, 26 de outubro, dias depois de a Casa Branca divulgar o vídeo de uma reunião realizada em 22 de outubro, na qual cerca de uma dúzia de bispos aparece orando pelo presidente Donald Trump no Salão Oval.
Segundo a OSV News e a EWTN News, os bispos foram convidados pelo Escritório de Fé da Casa Branca para uma conversa privada sobre temas da Igreja. A divulgação das imagens, porém, gerou a leitura de um endosso político que os participantes negam. É nesse contexto que bispos pedem desculpas por vídeo da Casa Branca e o episódio expõe a tensão entre diálogo institucional e uso político da fé.
POR QUE BISPOS PEDEM DESCULPAS POR VÍDEO DA CASA BRANCA APÓS A ORAÇÃO POR TRUMP?
O arcebispo Jeffrey Grob, de Milwaukee, pediu desculpas publicamente no domingo, 25. Ele afirmou que a divulgação aconteceu sem o consentimento dos participantes e que a reunião não foi um endosso ao presidente ou ao partido dele. Nas palavras dele: “Please know that my intention was never to cause confusion, anger, or disappointment among the people entrusted to my care.” Em tradução livre: “Saibam que minha intenção nunca foi causar confusão, raiva ou decepção entre as pessoas confiadas aos meus cuidados.”
Grob contou que o grupo foi informado de que seria uma discussão privada. Depois de 90 minutos de conversa com assessores, os bispos foram conduzidos ao Salão Oval e orientados a ficar atrás do presidente e orar. Fotos foram tiradas e, sem o grupo saber, um vídeo também foi gravado. Quando bispos pedem desculpas por vídeo da Casa Branca, o ponto central das queixas é justamente essa quebra do caráter privado do encontro.

O arcebispo disse ter recebido mensagens de fiéis preocupados com a cena e de pessoas feridas pelas políticas do presidente. “I feel a heavy sadness, not only over the pain I caused, but also for the fact that something so sacred to a group of religious leaders, prayer to our Heavenly Father, would be manipulated in that way.” Em tradução livre: “Sinto uma tristeza profunda, não só pela dor que causei, mas também pelo fato de que algo tão sagrado para um grupo de líderes religiosos, a oração ao nosso Pai Celestial, tenha sido manipulado dessa maneira.”
O QUE O BISPO JOENSEN E OS DEMAIS PARTICIPANTES DISSERAM SOBRE A REUNIÃO?
O bispo William Joensen, de Des Moines, no Iowa, também manifestou arrependimento em nota divulgada no sábado, 24. Ele afirmou que foi convidado a discutir imigração, vistos para clérigos estrangeiros, cultura da vida e educação privada. Ao comentar o uso político das imagens, ele citou o Evangelho de Mateus: “I wish I had been more shrewd and less simple, like those who exploited our meeting for partisan political purposes.” Em tradução livre: “Eu gostaria de ter sido mais astuto e menos simples, como aqueles que exploraram nossa reunião para fins políticos partidários.”
A nota de Joensen foi a segunda manifestação pública do grupo e ajuda a explicar por que bispos pedem desculpas por vídeo da Casa Branca em sequência nesta semana.
Outros participantes esclareceram os motivos da presença sem pedir desculpas. O arcebispo James Golka, de Denver, que conduziu a oração, afirmou que orar pelas pessoas e pelos líderes do país é o que os católicos fazem. O arcebispo emérito Joseph Naumann, de Kansas City, levantou na conversa a regulação da pílula abortiva química, preocupações com a fertilização in vitro e a proteção de crianças. A Arquidiocese de Kansas City registrou que ele participou em nome próprio. É o conjunto dessas reações que explica por que bispos pedem desculpas por vídeo da Casa Branca em notas separadas, cada uma com um tom próprio.
O episódio se conecta a outros movimentos acompanhados pelo portal, como o caso do arcebispo de Milwaukee que pediu desculpas pela reunião, a defesa feita pelo arcebispo que defendeu a oração por Trump e a mensagem da CNBB aos eleitos nas eleições de 2026.
COMO A CASA BRANCA E A IGREJA NOS ESTADOS UNIDOS REAGIRAM AO CASO?
A Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos informou que não teve papel na reunião e que mantém a posição histórica de não endossar candidatos. Já a Casa Branca respondeu pela porta-voz Taylor Rogers, que afirmou que nunca houve um presidente tão favorável aos católicos americanos quanto Trump, sem comentar os pedidos de desculpas.
O contexto explica a sensibilidade do caso. Pesquisa do Pew Research Center mostrou que a aprovação de Trump entre os católicos americanos caiu de 47 por cento no início do segundo mandato para 30 por cento em outubro. Relatório de entidades religiosas estimou que mais de 10 milhões de cristãos no país estariam vulneráveis à deportação, 61 por cento deles católicos. Nesse cenário, bispos pedem desculpas por vídeo da Casa Branca porque qualquer imagem ao lado do presidente, a dias da eleição de 3 de novembro, ganha peso eleitoral.
Para os bispos envolvidos, a lição registrada é a de prudência. Joensen afirmou que seguirá aberto a dialogar e orar por líderes políticos, mas com mais sabedoria. Grob encerrou lembrando que os católicos são um povo peregrino, e que isso inclui os bispos. O registro do episódio é duplo: bispos pedem desculpas por vídeo da Casa Branca, e a Casa Branca manteve a divulgação das imagens na comunicação oficial.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Bispos católicos orando pelo presidente Donald Trump no Salão Oval, em 22 de outubro. Foto cortesia da Casa Branca, via EWTN News. Imagem interna: fachada da Casa Branca, em Washington. Reprodução | Wikimedia Commons (domínio público).FONTE: OSV News (26/10/2026) e EWTN News (26/10/2026).NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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