RESUMO:
- Relatório do CARA divulgado em 26 de outubro de 2026 aponta que 39% dos adultos afirmam que católicos sofreram racismo nos EUA, cerca de 4 em cada 10.
- Entre católicos negros, o índice sobe para 66%; entre hispânicos e asiáticos, fica em 54% em cada grupo.
- A pesquisa ouviu 2.401 católicos adultos entre 15 de maio e 30 de junho de 2026 e mostra que 10% relatam discriminação dentro da própria paróquia.
- Para os pesquisadores, a formação na fé melhora a compreensão do ensino da Igreja, que trata o racismo como pecado.
Um novo relatório nacional mediu quantos católicos sofreram racismo nos EUA dentro e fora da igreja. Segundo a OSV News, o estudo “Experiences of Race, Diversity, and Racism”, do Center for Applied Research in the Apostolate, o CARA, foi divulgado nesta segunda feira, 26 de outubro de 2026.
De acordo com o relatório, 60% dos católicos adultos americanos acreditam que o racismo existe na comunidade local onde vivem. A experiência pessoal, porém, é o dado mais duro: cerca de 4 em cada 10 entrevistados disseram já ter sofrido discriminação racial.
QUANTOS CATÓLICOS SOFRERAM RACISMO NOS EUA SEGUNDO O RELATÓRIO DO CARA?
No total, 39% dos entrevistados afirmaram que católicos sofreram racismo nos EUA em situações gerais da vida. O índice é bem maior entre os grupos minoritários: 66% entre os católicos negros, 54% entre os hispânicos e 54% entre os asiáticos.
A pesquisa também perguntou sobre ambientes da própria igreja. Segundo o relatório, 10% dos católicos disseram ter sofrido discriminação racial dentro da comunidade paroquial, e 11% no ambiente da educação católica. Nos dois casos, os católicos negros relatam as experiências com mais frequência do que os demais grupos.

COMO A PESQUISA SOBRE CATÓLICOS SOFRERAM RACISMO NOS EUA FOI FEITA?
O levantamento ouviu 2.401 católicos adultos que se autoidentificaram como católicos, entre 15 de maio e 30 de junho de 2026. A coleta foi feita online, em inglês e em espanhol, com painéis da empresa Qualtrics, e os dados foram ajustados estatisticamente para refletir o perfil dos católicos americanos estimado pela General Social Survey.
Entre os entrevistados, 53% se declararam brancos não hispânicos e 38% hispânicos ou latinos. Outros 5% se identificaram como negros, africanos ou afro caribenhos, e 3% como asiáticos ou das ilhas do Pacífico. Os pesquisadores responsáveis pelo estudo são Mark M. Gray e Ali Mumbach.
O relatório foi financiado pela Sisters of Charity Ministry Foundation, de Cincinnati, pela província Jesuits USA East, de Nova York, pelas Sisters of the Precious Blood, de Dayton, e pelo National Black Catholic Congress, de Baltimore, além de doadores individuais do CARA. O financiamento mistura ordens religiosas e a principal organização de católicos negros do país.
O QUE A FORMAÇÃO NA FÉ MUDA NESSE QUADRO?
Para Mark Gray, um dos autores, a formação religiosa aparece como fator de mudança. Ele afirmou à OSV News que quem teve mais formação na vida adulta tende a compreender melhor os ensinamentos da Igreja sobre o tema. A doutrina católica condena o racismo como pecado e o considera incompatível com a dignidade humana dada por Deus.
O estudo não mede apenas percepção: ao registrar que católicos sofreram racismo nos EUA também dentro de paróquias e escolas, o relatório coloca o problema dentro de casa para a igreja americana. Os números devem alimentar debates de dioceses e paróquias sobre acolhimento e igualdade de tratamento.
O portal acompanha a agenda católica americana de perto. Em outra reportagem, o Papa reconheceu as virtudes heroicas de 6 católicos e declarou veneráveis bispos missionários, em outro tema de memória e identidade da igreja.
Com o relatório em mãos, o debate sobre quantos católicos sofreram racismo nos EUA deixa de ser impressão e vira número oficial de pesquisa, com recorte por raça, paróquia e escola.
O relatório também mediu o que acontece nos bancos da igreja. Apenas 28% dos católicos adultos disseram ter ouvido pregação sobre racismo em uma homilia paroquial no último ano. O índice é maior entre negros, com 43%, e latinos, com 34%, mas segue minoritário no conjunto.
Perto da metade dos entrevistados, 49%, afirmou que gostaria de ouvir mais nas paróquias sobre o ensino da Igreja a respeito do racismo. Ao mesmo tempo, o conhecimento dos documentos oficiais dos bispos americanos sobre o tema é incompleto: cerca de metade dos entrevistados declarou conhecer pouco ou nada de cada documento citado.
Outro dado do estudo mostra como os fiéis enxergam o problema. A maioria, 46%, classifica o racismo como questão social, contra apenas 16% que o veem como questão religiosa. Outros 30% o tratam como problema político e 24% como econômico, e 47% dos entrevistados consideram importante canonizar fiéis negros, morenos e indígenas.
É nesse cruzamento que o relatório ganha força: se tantos católicos sofreram racismo nos EUA, mas poucos ouvem o tema na homilia, a distância entre a doutrina oficial e a vida paroquial vira o próprio achado da pesquisa do CARA.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0 e domínio público, licenças livres). A foto original da reportagem da OSV News, de agência vetada pelo portal, não foi utilizada.FONTE: OSV News, matéria original sobre o fato, consultada em 27 de outubro de 2026.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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