RESUMO:
- juíza rejeita ação de Trump no Alasca neste domingo, 1 de novembro de 2026, ao barrar a tentativa do governo de impedir a certificação no estado.
- Segundo a decisão da juíza Sharon Gleason, o governo federal não demonstrou ter autoridade legal para mover o processo.
- Menos de duas horas depois da sentença, o governo federal anunciou recurso ao Tribunal de Apelações do 9º Circuito.
- Na cédula do Alasca há dois candidatos chamados Dan Sullivan, e a eleição de 3 de novembro define o controle do Congresso.
Uma juíza federal dos Estados Unidos rejeitou neste domingo, 1 de novembro de 2026, a ação do governo Donald Trump que tentava impedir o estado do Alasca de certificar o vencedor da eleição para o Senado. A decisão é da magistrada Sharon Gleason, do Tribunal Distrital dos Estados Unidos. No despacho repercutido pelo Metrópoles, a juíza rejeita ação de Trump no Alasca por entender que o governo federal não tem jurisdição nem autoridade legal para sustentar o processo.
A sentença não encerra a disputa. Menos de duas horas após a divulgação da decisão de Gleason, o governo federal anunciou que recorreria ao Tribunal de Apelações do 9º Circuito, a instância responsável por revisar decisões federais na região. O anúncio rápido mostra que a Casa Branca pretende manter a ofensiva jurídica até a véspera da votação. É contra esse recurso anunciado que vale, por ora, o entendimento de que a juíza rejeita ação de Trump no Alasca em primeira instância.

O QUE A JUÍZA SHARON GLEASON ESCREVEU NA DECISÃO?
Na decisão, Gleason foi direta ao ponto central do caso. Segundo a magistrada, os Estados Unidos não demonstraram ter autoridade legal para mover a ação contra o estado. Sem essa base, escreveu ela, o tribunal não tem jurisdição sobre o pedido e a queixa apresentada pelo governo deve ser rejeitada. A frase consta da decisão repercutida pelo Metrópoles e resume o fundamento jurídico que derrubou a iniciativa da Casa Branca neste domingo.
A decisão preserva, na prática, o rito normal da eleição no Alasca: encerrada a votação de 3 de novembro, caberá ao estado certificar o vencedor da disputa pelo Senado. Foi exatamente esse ponto que o governo tentou travar com a ação. Com o despacho deste domingo, a juíza rejeita ação de Trump no Alasca e mantém nas mãos das autoridades estaduais o processo de certificação, salvo decisão diferente do tribunal de apelações nas próximas horas.
A disputa no Alasca é uma das que podem decidir o equilíbrio de forças em Washington. O portal já mostrou como os democratas têm chance de retomar a Câmara nesta eleição, em um cenário em que cada cadeira do Congresso pesa na conta final. No Senado, a corrida do Alasca ganhou uma camada extra de incerteza por causa de um detalhe incomum na cédula de votação deste ano.
POR QUE A JUÍZA REJEITA AÇÃO DE TRUMP NO ALASCA AO FALAR EM FALTA DE JURISDIÇÃO?
A origem do processo está em uma orientação do próprio presidente. Trump confirmou, em 23 de outubro, que orientou o Departamento de Justiça a tentar impedir a certificação do resultado no Alasca caso o senador republicano Dan Sullivan perdesse por margem estreita. A justificativa apresentada pelo governo foi evitar confusão entre eleitores. Mesmo com esse respaldo presidencial, foi assim que a juíza rejeita ação de Trump no Alasca, ao concluir que a Casa Branca não tinha base legal para a ação.
O motivo da preocupação republicana está na cédula. Além do senador Dan Sullivan, que tenta a reeleição em disputa acirrada, aparece outro candidato com nome quase idêntico: Dan J. Sullivan Jr. Lideranças republicanas sustentam que a semelhança pode dividir os votos do partido e prejudicar o senador. A tese da confusão entre os nomes foi o argumento central usado pelo governo para justificar a ida à Justiça federal contra o estado.
O recurso ao 9º Circuito, anunciado em menos de duas horas, tenta reverter esse quadro antes da votação de terça-feira. Até que haja nova decisão, porém, o despacho de Gleason é o que vale no processo. O episódio entra para a reta final da campanha como mais um capítulo em que a juíza rejeita ação de Trump no Alasca e o governo promete seguir brigando nos tribunais pelo destino de uma cadeira do Senado americano.
O QUE ESTÁ EM JOGO NA ELEIÇÃO DE 3 DE NOVEMBRO?
As eleições de 3 de novembro definem o controle do Congresso americano, e cada disputa estadual ganhou peso nacional. No Alasca, o resultado pode influenciar a maioria do Senado e, por consequência, a capacidade do governo de aprovar sua agenda em Washington. É por esse peso político que a briga judicial em torno da certificação atraiu tanta atenção. No centro dela, está a decisão em que a juíza rejeita ação de Trump no Alasca neste domingo.
Para os eleitores do Alasca, o efeito prático imediato é a manutenção do processo eleitoral como ele foi planejado: votação na terça-feira e certificação pelo estado ao fim da apuração. Se o tribunal de apelações decidir de outro modo nos próximos dias, o cenário pode mudar de novo. Autoridades eleitorais estaduais não anunciaram qualquer alteração no calendário por causa da ação movida pelo governo federal contra o estado.
A palavra final sobre a ação ainda depende do recurso, mas o domingo termina com uma derrota judicial clara para a Casa Branca. A decisão de Sharon Gleason reposiciona a disputa no campo político e devolve ao Alasca a palavra sobre a própria eleição. Assim, a juíza rejeita ação de Trump no Alasca, o governo recorre em menos de duas horas e a definição fica para a véspera da votação no estado.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Wikimedia Commons, foto do Capitólio do Estado do Alasca, em Juneau, sob neve, licença CC BY 2.0, e foto das escadas internas do Capitólio do Alasca, licença CC BY 2.0. Vídeo incorporado da publicação original do Metrópoles no Instagram.FONTE: Metrópoles, publicação de 1 de novembro de 2026 sobre a decisão da juíza Sharon Gleason que rejeitou a ação do governo Trump no Alasca, consultada em 1 de novembro de 2026.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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