RESUMO:
- Assessor do Kremlin afirmou neste domingo que Putin responderia ligação de Zelensky para discutir o destino da guerra.
- Yuri Ushakov disse que o presidente russo nunca se recusou a dialogar com o líder ucraniano.
- Em outubro, enviado de Trump ficou de apresentar nova proposta de paz aos dois países.
- A última negociação trilateral ocorreu em fevereiro e o diálogo foi praticamente interrompido.
O assessor do Kremlin Yuri Ushakov afirmou neste domingo, 1 de novembro de 2026, que Putin responderia ligação de Zelensky caso o presidente da Ucrânia decidisse telefonar. A declaração foi divulgada pelo Metrópoles e trata de uma possível conversa sobre o destino da guerra.
Segundo Ushakov, o presidente da Rússia nunca se recusou a dialogar. A fala ocorre em um momento em que as negociações entre Kiev e Moscou estão praticamente interrompidas e a guerra entre os dois países já dura mais de quatro anos.
O QUE SIGNIFICA DIZER QUE PUTIN RESPONDERIA LIGAÇÃO DE ZELENSKY?
Na prática, a afirmação de que Putin responderia ligação de Zelensky sinaliza uma porta aberta para contato direto entre os dois presidentes. Ushakov afirmou que, na avaliação dele, o líder russo atenderia a uma eventual ligação do presidente ucraniano.
A conversa, segundo o assessor, seria feita para tentar dar um destino à guerra entre Rússia e Ucrânia. A declaração coloca em Kiev a iniciativa do contato, ao mesmo tempo em que apresenta Moscou como disposta ao diálogo.
É importante registrar que a fala é uma declaração do assessor do Kremlin, e não um convite formal divulgado pelos dois governos. Até o momento, a fonte não traz resposta do governo ucraniano à afirmação de que Putin responderia ligação de Zelensky nesta etapa do conflito.
Declarações desse tipo fazem parte da rotina diplomática em tempos de guerra. Ao afirmar publicamente que atenderia a uma ligação, o Kremlin envia recado também aos Estados Unidos, que seguem como mediadores mais influentes entre os dois países desde o início das tentativas de negociação de paz.

O QUE SE SABE SOBRE A PROPOSTA DE PAZ CITADA PELA FONTE?
Em outubro, o enviado especial de Donald Trump, Steve Witkoff, ficou de apresentar uma nova proposta de paz para a Ucrânia e para a Rússia. É nesse contexto de expectativa por uma iniciativa americana que a declaração de que Putin responderia ligação de Zelensky foi feita neste domingo.
A informação sobre a proposta foi repassada pelo próprio Zelensky, segundo o Metrópoles. O presidente ucraniano não deu maiores detalhes sobre o possível acordo e afirmou estar focado em diferentes tipos de garantias de segurança para o seu país.
Garantias de segurança são o ponto que Kiev costuma colocar no centro de qualquer negociação. O portal já mostrou, em cobertura anterior, como Moscou mantém posição dura no conflito, no texto em que Putin afirmou que a Rússia está pronta para uma guerra com a Europa.
Sem detalhes públicos da proposta, o cenário segue indefinido. Ainda assim, analistas ouvidos com frequência pela imprensa internacional tratam qualquer sinal de contato como relevante, e a frase de que Putin responderia ligação de Zelensky entrou nesse debate como um gesto calculado do Kremlin.
Qualquer proposta de paz para a região precisa responder a perguntas difíceis, como o futuro dos territórios ocupados e o destino das tropas dos dois lados. Sem respostas para esses pontos, mesmo uma conversa direta entre presidentes tende a ser apenas o primeiro passo de um processo longo e incerto.
POR QUE O DIÁLOGO ENTRE OS DOIS PAÍSES FOI INTERROMPIDO?
A última negociação trilateral entre Ucrânia, Rússia e Estados Unidos aconteceu em fevereiro deste ano. Desde então, segundo a fonte, o diálogo foi praticamente interrompido, o que ajuda a explicar a repercussão da afirmação de que Putin responderia ligação de Zelensky se houver iniciativa de Kiev.
De acordo com o Metrópoles, dias depois daquela rodada de fevereiro, forças norte americanas atacaram o Irã. Com isso, o governo dos Estados Unidos, principal mediador das discussões entre Kiev e Moscou, passou a focar a sua própria guerra.
Sem mediação ativa e sem contato direto, a guerra seguiu em aberto por mais um ano. Nesse vazio diplomático, a declaração de Ushakov de que Putin responderia ligação de Zelensky funciona como sinal público, mas ainda não representa uma negociação retomada.
Por enquanto, não há data, formato nem confirmação de conversa entre os dois presidentes. O que existe é a palavra do assessor do Kremlin: Putin responderia ligação de Zelensky. Cabe agora a Kiev decidir se testa essa disposição declarada por Moscou.
Enquanto a diplomacia não avança, a guerra continua a produzir efeitos sobre a economia e a segurança de toda a Europa. Preços de energia, rotas de exportação e orçamentos militares seguem influenciados pelo conflito, o que mantém o tema no centro da agenda internacional também neste fim de ano.
Até que exista um gesto concreto de uma das partes, a declaração segue no campo das intenções declaradas. Governos europeus acompanham o tema de perto, porque qualquer avanço ou recuo nas conversas entre Kiev e Moscou influencia decisões de apoio militar, sanções econômicas e ajuda humanitária à população ucraniana.
O tema deve seguir em destaque na imprensa internacional durante a semana, à espera de qualquer manifestação oficial de Kiev sobre a declaração feita neste domingo pelo assessor do Kremlin em Moscou.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Kremlin de Moscou à noite, foto de Diego Delso, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons; mapa da Ucrânia, de Lencer, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons; publicação incorporada do Instagram do Metrópoles.FONTE: Metrópoles, publicação de 1 de novembro de 2026 sobre a declaração do assessor do Kremlin, consultada em 1 de novembro de 2026.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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