Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ouvidos reservadamente pela Revista Oeste avaliam que uma ala da própria Corte vem preparando o terreno para uma eventual contestação do resultado da eleição presidencial, na hipótese de o senador Flávio Bolsonaro (PL) vencer o pleito no próximo domingo, 4 de outubro. A reportagem, publicada neste domingo (28) pela coluna de Cristyan Costa, afirma que um dos alvos do movimento seria o ministro André Mendonça, relator do processo do Banco Master no Supremo.
RESUMO:
- Ministros do STF disseram à Revista Oeste que uma ala da Corte prepara o terreno para contestar o resultado da eleição caso Flávio Bolsonaro vença.
- Na avaliação dos magistrados, há a “construção de uma narrativa” para sustentar dúvidas sobre a neutralidade das instituições envolvidas no pleito.
- O ministro André Mendonça, relator do caso Banco Master e pastor evangélico, seria um dos alvos, com a atuação apontada como supostamente parcial.
- O pano de fundo é o relatório da PF com mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e as críticas públicas do decano Gilmar Mendes.
Segundo os magistrados consultados, o movimento envolve a construção de uma narrativa segundo a qual decisões judiciais, investigações e vazamentos estariam sendo contaminados por “interesses político-eleitorais”. “Estão criando clima para isso”, afirmou um deles à publicação. Outro acrescentou que o ambiente servirá para “sustentar dúvidas” acerca da neutralidade das instituições envolvidas no processo eleitoral.
O que está por trás do alerta dos ministros?
O pano de fundo das discussões é o relatório da Polícia Federal que revelou a troca de mensagens, por WhatsApp, entre o ministro Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do antigo Banco Master. No documento, constavam pedidos de ajuda de Vorcaro ao magistrado do Supremo.
Parte do alerta ganhou força com manifestações públicas do decano da Corte, Gilmar Mendes. Na sessão em que poderia ter aberto uma investigação contra Moraes, Mendes acusou Mendonça de atuar com “inequívoco viés político-eleitoral” e dobrou a aposta ao chamar o colega de “pixuleco eleitoral”, em referência ao boneco inflado do ministro levado por manifestantes à Avenida Paulista no 7 de Setembro.
Na mesma ocasião, o decano afirmou que o fim do sigilo do processo e o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, haviam “ganhado tração conforme avançava o ciclo eleitoral”.
Mendes já havia falado em STF como “instância revisora”?
Sim. Meses antes, o próprio Gilmar Mendes antecipou que o Supremo poderia servir como uma espécie de “instância revisora”, caso o Tribunal Superior Eleitoral não atue com imparcialidade durante a eleição deste ano. “Mais grave, porém, é o risco que vem de dentro: o da politização da Justiça Eleitoral”, publicou o decano no X. Na sequência, completou: “Quem tenta engajar o tribunal em proselitismo partidário deve avaliar se reúne condições de nele permanecer.”
A reportagem ressalva que não há prova pública de um plano institucional da Corte para contestar o resultado, apenas a avaliação dos ministros ouvidos reservadamente. A seis dias do primeiro turno, o episódio adiciona um novo capítulo à tensão entre o Judiciário e a campanha do candidato do PL.
CRÉDITOS DE IMAGENS E VÍDEO: Reprodução | Redes Sociais | Internet – As imagens podem conter tratamento ou composição por Inteligência Artificial. (Edição – Hugo Gospel).
FONTES DA MATÉRIA: Revista Oeste (28/09/2026, coluna de Cristyan Costa; acesso via republicação GoodPrime). Apuração do Portal Hugo Gospel.
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