RESUMO:
- O presidente dos Estados Unidos Trump reendossa Netanyahu antes da eleição em Israel e pede voto para o aliado na disputa marcada para esta terça-feira, 27 de outubro.
- Na mensagem publicada no Truth Social, Trump ligou o apoio ao premiê à promessa de terminar o trabalho contra o Irã, citando operações militares recentes dos dois países.
- Reportagem da Axios apontou pedidos privados de Netanyahu por reforço público do aliado americano, versão negada pela porta-voz do partido Likud, Neta Molcho.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a entrar na campanha israelense na noite deste domingo, 25 de outubro de 2026. Em publicação na rede Truth Social, Trump reendossa Netanyahu antes da eleição marcada para esta terça-feira, 27 de outubro, e pede que os eleitores mantenham Benjamin Netanyahu no cargo de primeiro-ministro. O gesto repete o endosso feito no domingo anterior e coloca a disputa com o Irã no centro do apelo aos eleitores israelenses, a dois dias da votação que vai definir o futuro governo do país.
Netanyahu é o primeiro-ministro há mais tempo no cargo na história de Israel e chega à eleição sob pressão de uma disputa apertada pelo controle do Knesset, o parlamento de 120 cadeiras. As pesquisas finais indicaram que nem a coalizão governista nem o bloco de oposição alcançavam os 61 assentos necessários para formar maioria. Nesse cenário, ao justificar por que Trump reendossa Netanyahu antes da eleição pela segunda vez em uma semana, Trump apresentou a parceria com o premiê como garantia de força militar conjunta contra Teerã.
TRUMP REENDOSSA NETANYAHU ANTES DA ELEIÇÃO AO PEDIR O QUÊ NO TRUTH SOCIAL?
A mensagem foi curta e direta. Trump escreveu: “Vote for Bibi Netanyahu for Prime Minister, we have to finish the job that we started!” Em tradução livre: “Vote em Bibi Netanyahu para primeiro-ministro, nós temos de terminar o trabalho que começamos!”. No mesmo texto, o presidente chamou o aliado de “outstanding Warrior Prime Minister”. Em tradução livre: “um primeiro-ministro guerreiro excepcional”. A frase resume o tom de urgência com que Trump reendossa Netanyahu antes da eleição e tenta mobilizar o eleitorado conservador israelense na reta final.
O endosso se conecta ao dilema que o próprio Trump expôs no domingo, em entrevista à Fox News, ao falar do futuro da relação com Teerã. “Do I make a deal with them or do I finish them off? That’s the only question”, disse o presidente. Em tradução livre: “Faço um acordo com eles ou acabo com eles? Essa é a única pergunta”. A indecisão pública sobre negociar ou atacar ajuda a explicar por que o apoio ao premiê israelense virou peça central da estratégia americana, tema acompanhado pelo portal na análise sobre a decisão de Trump entre acordo ou ataque ao Irã.
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O QUE TRUMP CITOU SOBRE AS OPERAÇÕES MILITARES CONTRA O IRÃ?
Para sustentar o apelo, Trump listou as operações conduzidas em parceria com Israel contra o regime iraniano. Ele citou a Operation Midnight Hammer, que atacou instalações nucleares do Irã, e a Operation Epic Fury, a campanha militar americana mais ampla contra o país. Segundo o presidente, após as ações o Irã ficou sem marinha e sem força aérea, com as forças armadas e a economia em frangalhos. É nesse histórico de guerra conjunta que se apoia o gesto com que Trump reendossa Netanyahu antes da eleição na reta final da campanha.
Trump também afirmou que a inflação iraniana chegou a 301 por cento e creditou ao bloqueio naval americano a restrição das receitas de petróleo de Teerã, além de mencionar a eliminação de sucessivos níveis da liderança militar e política do regime. O presidente lembrou ainda os gritos de “Death to America, Death to Israel” repetidos por autoridades iranianas e declarou que eles não podem mais ser tolerados. Enquanto Trump reendossa Netanyahu antes da eleição, Israel mantém seu aparato de defesa em prontidão, como mostrou o maior exercício militar israelense em anos.
NETANYAHU PEDIU O ENDOSSO NOS BASTIDORES, SEGUNDO A AXIOS?
Atrás da demonstração pública, uma reportagem da Axios publicada no domingo afirmou que Netanyahu fez pedidos privados por apoio adicional de Trump. Segundo uma fonte americana ouvida pelo site, os dois conversaram duas vezes nos três dias anteriores, e o premiê teria pedido reforço ao endosso e sugerido até trechos para novas declarações. A controvérsia adiciona ruído político ao momento em que Trump reendossa Netanyahu antes da eleição, porque levanta a dúvida sobre quanto do gesto foi espontâneo e quanto foi encomendado pela campanha israelense.
O partido de Netanyahu negou a versão. A porta-voz do Likud, Neta Molcho, afirmou que o primeiro-ministro não solicitou apoio de campanha a Trump, nem recentemente nem antes do endosso do domingo passado, quando o premiê respondeu declarando: “Together we will complete the mission!” Em tradução livre: “Juntos, completaremos a missão!”. No mesmo domingo, Netanyahu divulgou vídeo de campanha com imagem gerada por inteligência artificial de uma explosão nuclear sobre Tel Aviv e visitou uma bateria do sistema antimísseis Arrow, alertando que o Irã e seus aliados poderiam tentar ataques para tumultuar a votação de terça-feira.
Trump também advertiu que, se Israel tiver o líder errado, os Estados Unidos terão de fazer sozinhos o trabalho contra o Irã, algo que ele disse não estar inclinado a fazer. A declaração transforma a eleição israelense em teste da aliança militar entre os dois países. Quando Trump reendossa Netanyahu antes da eleição a dois dias da votação, o recado vai além da campanha: envolve o destino da pressão sobre Teerã, a segurança de Israel e o peso americano no Oriente Médio. O impacto real do endosso sobre o resultado das urnas segue como uma pergunta aberta até a apuração.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Capa com Donald Trump e Benjamin Netanyahu em púlpitos lado a lado na Casa Branca, foto oficial da Casa Branca, via Wikimedia Commons (domínio público); imagem interna dos dois líderes na Casa Branca em 2025, via Wikimedia Commons (domínio público).FONTE: Breitbart News, em reportagem sobre o novo endosso de Trump a Netanyahu antes da eleição israelense, com informações atribuídas à Axios.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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