RESUMO:
- A Intelbras demite funcionário por post contra filhas de Flávio Bolsonaro, de 12 e 14 anos, depois que uma publicação no X sugeriu violência contra as adolescentes, segundo o Metrópoles.
- O funcionário Caio Anjo Fernandes escreveu a frase Protocolo Romanov ao comentar uma publicação de outra pessoa sobre as filhas do senador.
- Em nota, a empresa catarinense afirmou que o profissional não integra mais o quadro e reafirmou o compromisso com ética, respeito e o seu código de conduta.
- O episódio repercutiu nas redes no clima do pós segundo turno, em que o TSE proclamou Lula vencedor e o PL reconheceu o resultado da eleição.
A Intelbras demite funcionário por post contra filhas de Flávio Bolsonaro e comunicou a decisão nesta quinta-feira, 29 de outubro de 2026. A empresa de tecnologia, sediada em Santa Catarina, desligou o colaborador Caio Anjo Fernandes depois que ele sugeriu, em uma publicação no X, o fuzilamento das duas filhas do senador, de 12 e 14 anos, segundo a coluna de Andreza Matais, do Metrópoles.
De acordo com a coluna, Fernandes comentava uma publicação de outra pessoa sobre as adolescentes quando escreveu a frase que foi entendida na rede como uma referência à execução da família Romanov durante a Revolução Russa. A resposta da empresa veio em nota oficial, com o anúncio do desligamento e a reafirmação dos princípios do seu Código de Ética e Conduta.
O QUE ESCREVEU O FUNCIONÁRIO E COMO A EMPRESA REAGIU?
Na publicação que motivou a reação, o funcionário escreveu apenas a frase curta que se espalhou pelas redes: Protocolo Romanov nelas sem mais delongas. A expressão foi interpretada pelos usuários como uma sugestão de que as filhas do senador recebessem o mesmo destino da família imperial russa, executada durante a Revolução Russa, em um dos episódios mais lembrados da história do século passado.

A frase causou indignação imediata porque tinha como alvo duas menores de idade que não ocupam cargo público e não participam das disputas políticas do pai. Quando a Intelbras demite funcionário por post contra filhas de um parlamentar, o episódio deixa de ser apenas um comentário isolado em rede social e passa a ser tratado como um caso de responsabilidade pública, com resposta formal da empresa envolvida.
A Intelbras informou, em nota, que o profissional envolvido em publicações recentes em redes sociais não integra mais o quadro de colaboradores da companhia. No mesmo texto, a empresa reafirmou o compromisso com a ética, o respeito e os princípios estabelecidos em seu Código de Ética e Conduta, documento que orienta o comportamento esperado de quem trabalha na organização.
POR QUE A REFERÊNCIA AOS ROMANOV PROVOCOU TANTA REAÇÃO?
A família Romanov governou a Rússia por cerca de três séculos e foi executada durante a Revolução Russa, em um episódio que entrou para a história como símbolo extremo da violência política. Usar esse episódio como referência, ainda que em tom de comentário rápido de rede social, foi lido pelos usuários como sugestão de violência contra as filhas do senador, e não como uma crítica política comum.
O caso também chama atenção pelo alvo escolhido. As filhas de Flávio Bolsonaro têm 12 e 14 anos, são menores de idade e não disputam votos, cargos ou debates. A Intelbras demite funcionário por post contra filhas mostra que, para a empresa, a publicação cruzou a linha que separa a opinião pessoal de um colaborador de uma conduta incompatível com os valores que a companhia declara publicamente.
Empresas de grande porte costumam manter códigos de conduta que alcançam também o comportamento público de funcionários em redes sociais, principalmente quando a publicação associa, ainda que indiretamente, o nome do empregador a uma mensagem de violência. É nesse ponto que a Intelbras demite funcionário por post contra filhas: a decisão foi apresentada pela companhia como uma questão de ética e de respeito, e não como posicionamento sobre a disputa eleitoral.
A repercussão ganhou força porque o episódio ocorreu poucos dias depois do segundo turno das eleições, realizado em 25 de outubro, em um ambiente de ânimos ainda exaltados entre apoiadores e adversários. Nesse clima, publicações que sugerem violência contra familiares de políticos tendem a circular com rapidez e a provocar respostas institucionais em poucas horas, como aconteceu neste caso.
INTELBRAS DEMITE FUNCIONÁRIO POR POST CONTRA FILHAS: O QUE MUDA A PARTIR DE AGORA?
Com o desligamento comunicado, a Intelbras demite funcionário por post contra filhas por decisão da própria empresa, antes de qualquer desdobramento público na esfera judicial mencionado pela coluna. O Metrópoles registrou a demissão a partir da nota oficial da companhia, e o caso passou a ser citado nas redes como exemplo dos limites do debate público quando menores de idade entram na linha de fogo da polarização.
O contexto político ajuda a entender a sensibilidade do tema. Flávio Bolsonaro perdeu o segundo turno para Lula, o TSE proclamou o petista vencedor e o PL reconheceu o resultado. Depois da eleição, o senador viajou aos Estados Unidos e publicou uma carta que movimentou o noticiário, tema que o portal acompanha em matéria sobre a reação de Valdemar Costa Neto à carta de Flávio.
A Intelbras demite funcionário por post contra filhas de Flávio também reacende uma discussão antiga sobre a exposição de familiares de políticos. Filhos menores de candidatos e de parlamentares não escolheram a vida pública e, mesmo assim, acabam citados em publicações que misturam crítica política com ataques pessoais. A resposta rápida da empresa indica que esse tipo de conteúdo passou a ter consequência profissional imediata.
Até a publicação desta matéria, a Intelbras demite funcionário por post contra filhas era o desfecho conhecido do episódio, sem manifestação pública do funcionário desligado registrada pela coluna. O caso segue como um retrato do pós eleição no Brasil: a disputa terminou nas urnas, mas o tom das redes sociais continua produzindo episódios que exigem resposta de empresas, de instituições e da própria imprensa.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Flávio Bolsonaro em entrevista no Senado, foto da Agência Senado, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons; imagem de meio com o retrato oficial do senador Flávio Bolsonaro, da Agência Senado.FONTE: Metrópoles, publicação de 29 de outubro de 2026 sobre a demissão do funcionário da Intelbras, consultada em 29 de outubro de 2026.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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