RESUMO:
- O TSE divulga votos registrados depois das 17h no segundo turno: foram 34.393 votos computados depois do horário original de encerramento, segundo levantamento divulgado nesta terça feira, 27.
- Outros 13 votos apareceram nos registros depois das 19h, o limite da prorrogação autorizada pelo ministro Cristiano Zanin, do STF.
- Das 473.065 seções eleitorais do levantamento, 24.268 permaneceram abertas depois das 17h, por votação em curso ou por procedimentos de encerramento.
- O total representa cerca de 0,78% da diferença de 4,43 milhões de votos entre Lula e Flávio Bolsonaro no resultado final.
O levantamento em que o TSE divulga votos registrados depois das 17h foi divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral nesta terça feira, 27, e responde à principal cobrança feita pela campanha derrotada desde a noite de domingo. A Revista Oeste publicou os dados completos do tribunal, com o recorte por horário e por estado.
A votação do segundo turno, no domingo, 25, estava prevista para terminar às 17h, mas foi prorrogada até as 19h por decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, tomada minutos antes do encerramento. Desde então, a extensão virou o centro das alegações de irregularidade feitas por aliados de Flávio Bolsonaro.
QUANDO O TSE DIVULGA VOTOS REGISTRADOS DEPOIS DAS 17H, O QUE OS DADOS MOSTRAM?
Os dados mostram uma queda rápida do movimento depois do horário original. Às 17h10, o levantamento apontou 8.673 seções eleitorais ainda abertas. Às 17h30, eram 6.766. Uma hora depois do encerramento previsto, às 18h, restavam 4.773 seções em funcionamento, e às 18h30 o número havia caído para 1.823.
São Paulo concentrou o maior número de seções abertas depois das 17h10, com 6.093 unidades, e também a maior quantidade de votos registrados nesse intervalo: 2.496. Na sequência aparecem o Rio de Janeiro, com 5.713 seções e 2.349 votos, a Bahia, com 3.787 seções e 1.656 votos, e Pernambuco, com 1.872 seções e 577 votos.

POR QUE A VOTAÇÃO FOI PRORROGADA ATÉ AS 19H?
A decisão de Zanin autorizou a continuidade da votação em todo o país até as 19h, no horário de Brasília, nas seções eleitorais que ainda estivessem em funcionamento às 17h. A medida foi adotada poucos minutos antes do fim do horário regular, quando ainda havia eleitores comparecendo às urnas em várias regiões.
O TSE explicou, ao divulgar o levantamento, que a permanência de uma seção aberta depois das 17h não significa necessariamente que eleitores continuaram votando. Pelas regras, o encerramento não pode ocorrer antes das 17h e deve ser feito assim que não houver mais ninguém aguardando, mas os mesários ainda precisam emitir os Boletins de Urna e finalizar os trabalhos, o que pode se estender depois da saída do último eleitor.
A prorrogação também exigiu ajustes operacionais: segundo o tribunal, a determinação provocou mudanças no recebimento dos Boletins de Urna, na totalização e na divulgação dos resultados, que ficaram temporariamente suspensos e foram retomados depois.
O QUE OS NÚMEROS SIGNIFICAM PARA A DISPUTA SOBRE O RESULTADO?
O ponto central é a ordem de grandeza. Os 34.393 votos registrados depois das 17h representam cerca de 0,78% da diferença final entre os dois candidatos, que foi de 4,43 milhões de votos a favor de Lula. Mesmo que todos esses votos tivessem um único destino, o que os dados não indicam, eles não alterariam o vencedor do segundo turno.
O número oficial também atualiza a conta que circulava desde segunda feira. Como o Hugo Gospel mostrou, um levantamento apontava 34.319 votos na prorrogação entre 17h e 19h: o dado do TSE, de 34.393, é 74 votos maior e passa a ser a referência oficial sobre o tema.
A divulgação não encerra a disputa política em torno da prorrogação. Parlamentares aliados de Flávio protocolaram até um pedido de impeachment de Zanin pela decisão de estender a votação, e a campanha derrotada sustenta que vai buscar a cassação da chapa vencedora. O que muda com o levantamento em que o TSE divulga votos registrados depois das 17h é que o debate passa a ter um número oficial, auditável e detalhado por estado e por faixa de horário.
Para a Justiça Eleitoral, a publicação dos dados é uma resposta de transparência a uma alegação que cresceu nas redes desde domingo. Para os eleitores, o recado prático do levantamento em que o TSE divulga votos registrados depois das 17h é direto: a prorrogação existiu, foi ampla no papel, com mais de 24 mil seções abertas após as 17h, mas o volume de votos efetivamente registrados nela foi pequeno diante do tamanho da eleição e da margem final.
Há um contexto que ajuda a ler os números com calma. Prorrogações localizadas e filas no fim da tarde são um problema recorrente das eleições brasileiras, porque o país vota em um único dia, com milhões de eleitores se apresentando nas últimas horas. Ao publicar o levantamento em que o TSE divulga votos registrados depois das 17h, o tribunal transforma uma discussão que corria por estimativas e prints de redes sociais em um dado oficial, que pode ser conferido seção por seção.
Também por isso, o anúncio em que o TSE divulga votos registrados depois das 17h interessa aos dois lados da disputa. Para o governo e para a Justiça Eleitoral, os dados mostram uma prorrogação de impacto pequeno no total de votos. Para a oposição, o mesmo levantamento confirma oficialmente que a votação passou do horário e mantém viva a cobrança por explicações sobre a decisão de Zanin. O fato novo, e verificável, é um só: agora que o TSE divulga votos registrados depois das 17h, qualquer debate sério sobre o segundo turno precisa partir de 34.393, e não de boatos.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Reprodução | Wikimedia Commons (urna eletrônica em domínio público e sede do TSE, CC BY 2.0, licenças livres)FONTE: Revista Oeste, a partir dos dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral, consultada em 27 de outubro de 2026.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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