RESUMO:
- Martin De Luca pede investigação sobre eleição: o advogado da Trump Media e do Rumble questionou a prorrogação da votação até as 19h e cobrou explicações sobre os procedimentos do segundo turno.
- De Luca, que apoiou Flávio Bolsonaro, chamou o episódio de “Janela Zanin” e levantou a hipótese de fraude sem apresentar provas, segundo a Revista Oeste.
- O ministro Cristiano Zanin e o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, esclareceram que a prorrogação valia só para as seções ainda abertas às 17h.
A contestação internacional ao resultado do segundo turno ganhou um nome ligado diretamente ao presidente dos Estados Unidos. O advogado norte-americano Martin De Luca pede investigação sobre eleição brasileira em publicações no X nesta segunda-feira, 26 de outubro de 2026. De Luca representa a Trump Media, empresa de mídia de Donald Trump, e a plataforma de vídeos Rumble, e questionou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, de prorrogar a votação até as 19h.
Segundo a Revista Oeste, o advogado apoiou Flávio Bolsonaro durante a campanha e passou a chamar a prorrogação de “Janela Zanin”. Ao afirmar que Martin De Luca pede investigação sobre eleição, ele sugeriu a possibilidade de fraude na vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, mas não apresentou provas de irregularidades no pleito.
POR QUE MARTIN DE LUCA PEDE INVESTIGAÇÃO SOBRE ELEIÇÃO BRASILEIRA?
O ponto central da crítica é a decisão tomada no fim da tarde de domingo, quando o ministro Cristiano Zanin autorizou a extensão do horário de votação. Para De Luca, o episódio exige uma apuração independente. “See what I just posted. The Zanin 2 hour window is the key”, escreveu o advogado no X. Em tradução livre: “Vejam o que acabei de postar. A janela de 2 horas de Zanin é a chave”.
O esclarecimento oficial, porém, é outro. Zanin e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, explicaram que a prorrogação valia apenas para as seções eleitorais que ainda estavam com as urnas abertas às 17h, para que os eleitores presentes pudessem concluir o voto. Mesmo assim, Martin De Luca pede investigação sobre eleição e mantém a cobrança pública sobre o tribunal.

O QUE MAIS O ADVOGADO QUESTIONOU AO AFIRMAR QUE MARTIN DE LUCA PEDE INVESTIGAÇÃO SOBRE ELEIÇÃO?
De Luca também citou uma informação divulgada pela jornalista Mônica Bergamo segundo a qual uma ampliação geral do horário exigiria a reprogramação individual de cerca de 490 mil urnas eletrônicas. A partir dessa informação, ele cobrou explicações sobre as instruções transmitidas aos mesários e sobre eventuais alterações nos equipamentos de votação.
A cobrança se soma a outras reações internacionais ao resultado brasileiro. Nos Estados Unidos, aliados de Trump repercutiram as alegações de Flávio Bolsonaro, que não reconheceu a vitória de Lula e pediu a anulação do pleito. Nesse ambiente, o fato de que Martin De Luca pede investigação sobre eleição amplia a pressão sobre a Justiça Eleitoral brasileira, agora também a partir de um representante jurídico das empresas do presidente americano.
É importante registrar o limite do que foi dito: até o momento, nem De Luca nem a campanha de Flávio apresentaram provas de fraude. As alegações se concentram no procedimento da prorrogação, cuja explicação oficial já foi dada pelo TSE. Ainda assim, a declaração de que Martin De Luca pede investigação sobre eleição deve alimentar novos capítulos da disputa política nos próximos dias.
QUAL É O PESO DE QUANDO MARTIN DE LUCA PEDE INVESTIGAÇÃO SOBRE ELEIÇÃO?
Martin De Luca não é um comentarista qualquer. Como advogado da Trump Media e do Rumble, ele atua em disputas judiciais que envolvem liberdade de expressão e plataformas digitais, temas que já colocaram as empresas em rota de colisão com decisões do Judiciário brasileiro em anos recentes. A fala dele, portanto, é lida como um sinal político, e não apenas como opinião pessoal.
Do lado brasileiro, o TSE sustenta que o processo seguiu as regras e que os eleitores que votaram após as 17h estavam dentro das seções no horário de fechamento, como prevê a legislação. O resultado oficial deu a vitória a Lula com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro.
Enquanto Martin De Luca pede investigação sobre eleição, o governo dos Estados Unidos ainda não publicou o comunicado oficial de reconhecimento do resultado, que ficou retido no Departamento de Estado. O Hugo Gospel acompanha as reações em Washington e em Brasília e atualizará esta matéria com os desdobramentos.
A prorrogação decidida por Zanin já rendeu outros desdobramentos dentro do Brasil. Na noite da apuração, o deputado Marcel van Hattem protocolou um pedido de impeachment contra o ministro, no episódio que o Hugo Gospel registrou na matéria sobre o pedido de impeachment de Zanin apresentado após a votação. A entrada de De Luca no debate coloca a mesma decisão sob uma segunda lupa, agora internacional e jurídica, ligada a empresas que já disputam com o Judiciário brasileiro em outros processos. Com isso, a discussão sobre o segundo turno deixa de ser apenas eleitoral e passa a envolver também a relação entre plataformas digitais, tribunais superiores e governos estrangeiros nos próximos meses de 2026 e 2027.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Martin De Luca, advogado da Trump Media e do Rumble, Reprodução | Redes Sociais; Donald Trump no Salão Oval, Reprodução | Wikimedia Commons (domínio público, Casa Branca)FONTE: Revista Oeste, reportagem de Rachel Díaz publicada em 26 de outubro de 2026, a partir das publicações do advogado no X e dos esclarecimentos do TSE.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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